domingo, 19 de fevereiro de 2017

IV Simpósio Brasileiro de Patrimônio Geológico

Já viram que riqueza está o site do IV Simpósio Brasileiro de Patrimônio Geológico? 

O evento ocorrerá concomitante ao II Encontro Luso-Brasileiro de Patrimônio Geomorfológico e Geoconservação, que teve a sua primeira edição em Coimbra, Portugal, no ano de 2014. Particularmente, eu adorei esta novidade! 

Além desta, outras novidades também chamaram minha atenção: o valor da inscrição está super acessível (lembrando que elas serão liberadas a partir do dia 15 de março); haverá um curso com nada menos que Murray Gray, intitulado "Geodiversity and its applications" nos dois primeiros dias de evento; haverão grupos de trabalho específicos sobre patrimônio geomorfológico e ainda uma palestra com Maria Luisa Estevão Rodrigues. 

A programação ainda não está fechada, mas pelo que já está divulgado no site do evento, é certeza que será um sucesso. 



O evento ocorrerá no período de 9 a 14 de outubro de 2017, na cidade de Ponta Grossa - PR e o prazo de envio de resumos é até o dia 30 de maio, então, ainda tem bastante tempo galera!

XVII Simpósio Brasileiro de Geografia Física Aplicada

Olá meus queridos!

primeiro quero esclarecer o motivo de minha ausência com as publicações no site: estou no finalzinho do meu doutorado ai já viu... muita correria. Em breve a minha vida volta ao seu curso normal e com ela, o meu comprometimento com as postagens. 

Mas vamos la.
Já agendaram os eventos científicos para este ano de 2017?

O XVII Simpósio Brasileiro de Geografia Física Aplicada, que ocorrerá no período de 28 de junho a 02 de julho de 2017, na cidade de Campinas - SP, tem um eixo temático voltado para nossa linha de pesquisa. Trata-se do eixo 6 - Geodiversidade, Geoarqueologia e Patrimônio Natural. 




Fiquem atentos! O prazo de envio de artigo foi prorrogado para até o dia 15 de março. 
Não perca esta oportunidade. 


sábado, 26 de novembro de 2016

XII Simpósio Nacional de Geomorfologia - SINAGEO 2018 - Crato, Ceará

Fig. 1: 12° Simpósio Nacional de Geomorfologia será no Cariri Cearense. Fonte: Organização SINAGEO Cariri.


1- Em um lugar especial

A última edição do SINAGEO, ocorrida neste ano, aconteceu em terras paranaenses (Maringá), e lá foi batido o martelo para a próxima edição em 2018 (Fig. 1): Região do Cariri – CE, cidade de Crato. A organização central ficará por conta do Departamento de Geociências da Universidade Regional do Cariri – URCA.

O Cariri é, naturalmente, uma “maria bonita dos olhos” para a Geomorfologia. Um lugarzinho muito simpático, onde o desenvolvimento urbano e muito da configuração espacial ocorreu (e ocorre) em função da Bacia Sedimentar do Araripe. Além disso, no local está o primeiro Geopark das Américas reconhecido pela UNESCO: O Geopark Araripe.

Geomorfologicamente, duas unidades básicas existem: A Chapada do Araripe e a Depressão Sertaneja. E na evolução das formas de relevo, um mundo de perspectivas se desdobram: Dos processos estruturais aos conduzidos pela dinâmica externa. Nisso, muitos temas podem ser delineados, tais quais: o uso do solo, a produção do espaço, a compreensão das paisagens, as problemáticas ambientais, as tecnologias, etc. Enfim, o próprio lugar já nos conduz para uma geodiversidade de pensamentos possíveis.


2- Geomorfo-filosofando

Assim, é inevitável que um questionamento passe pelos nossos sentidos: Por que não falarmos em Patrimônio Geomorfológico? Afinal, geomorfologicamente, estaremos no contexto dos processos típicos do semi-árido. E geomorfo-filosoficamente, o momento já é de estadia no sertão... da alma (Veja o vídeo 1 - ao final do post - de preferência após leitura completa). Estamos no limite de continuar a entender formas e processos de maneira desvinculada, apenas por um viés, e sem interligar sistemas de modo prático. 

Talvez, essa tenha sido a colheita advinda por tratarmos sistemas ainda de maneira estática (e falo isso em relação às práticas), mesmo já concebendo-os como dinâmicos, flexíveis e abertos (em teoria – o que é um começo). Talvez, possamos atribuir uma outra parcela dessa colheita ao excesso de especialização pela qual passamos, muito por exigência da academia. Se aprofundar em uma área não deveria significar entendê-la isoladamente, mas sim representar uma capacidade de vincular mais profundamente os saberes de determinada área com os outros sentidos que permeiam em outras áreas e, aí sim, compreender melhor. O momento epistemológico da Ciência parece o de uma busca por esse equilíbrio.

3- E é aí que o Cariri nos brinda com um SINAGEO todo especial!

E não por acaso, o Simpósio Nacional de Geomorfologia em 2018 tem por temática “PAISAGEM E GEODIVERSIDADE: A VALORIZAÇÃO DO PATRIMÔNIO GEOMORFOLÓGICO BRASILEIRO”. Afinal, é preciso primeiro conhecer, para que se valorize. E valorizar é necessário, para que se re-conheça.

Esse tema nos inspira um estímulo muito particular pela força inerente a ele. Pode ressonar (e torço para que seja assim) como um divisor de águas, mudança de rumos, e novos entendimentos, de fato. Causou uma ansiedade boa de sentir, e que só aumentou quando da divulgação artística do evento, cheia de significados transversais.

Conforme Rafael Brito, professor da Universidade Regional do Cariri e criador da arte oficial (Fig.2), o conceito artístico se fundamenta na essência do Cariri cearense. Dois elementos culturais locais básicos estão representados na xilogravura e nas “fitinhas” do Padre Cícero, que evoca uma fé materializada até no desenvolvimento urbano. Ainda segundo Rafael Brito, o desenho maleável das “fitinhas” inicialmente chama a atenção para uma “natureza em movimento”. Posteriormente, vão se alinhando para formar os níveis estratigráficos sedimentares da Bacia do Araripe. A ilustração que representa o contorno da Chapada do Araripe sintetiza muito bem o motivo maior do evento, a Geomorfologia. E nas cores, fortes e vibrantes, a Geodiversidade inspirando novíssimas discussões! Como não empolgar?

Fig. 2: Logotipo do XII SINAGEO. Fonte: Organização SINAGEO Cariri.


4- Geomorfonews: Eixos temáticos do evento e “bônus track”

Os Eixos temáticos para o SINAGEO 2018, em Crato, já foram definidos:

1- Geomorfologia Estrutural e Geotectônica;
2- Geomorfologia Costeira;
3- Geomorfologia de ambientes Semiáridos;
4- Geomorfologia do Quaternário e Geocronologia;
5- Geomorfologia de Sistemas Fluviais e Lacustres;
6- Geotecnologias, Modelagem e Mapeamento Geomorfológico;
7- Ensino de Geomorfologia e Formação de Geomorfólogos;
8- Dinâmica de Vertentes e Interações Pedo-geomorfológicas;
9- Geomorfologia e Planejamento Ambiental;
10- Geodiversidade e Patrimônio Geomorfológico.

No facebook, a página do XII Sinageo já pode ser acessada. Confira!

O informe bônus é que a idealizadora deste blog, Professora Msc. Laryssa Sheydder, assim como o colaborador Professor Dr. Marcos Nascimento estarão presentes no eixo 10, com a mediação do Professor Dr. Marcelo Martins de Moura Fé, atual Diretor Executivo do Geopark Araripe.

Estaremos atualizando tudo sobre esse evento no Blog. Programação, palestrantes confirmados para as mesas, conferências principais, e muitas outras novidades!


Vídeo 1: Banda Renegados - Sertão da Alma. Fonte: Marcelo Renegado/ Banda.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Semana dos 10 anos do Geopark Araripe

Figura 1: Sede do Geopark Araripe, em Crato - CE. Fotografia: Mariana Albanese (do site: Viaje na Chapada).

Esse é daqueles momentos em que se olha para o passado e vem aquela sensação: "Mas já? Parece que foi ontem...". Um trabalho oficialmente reconhecido em 2006 e que completa 10 anos de atuação no Cariri Cearense. Isso tem sido o Geopark Araripe (Figura 1), que receberá seu segundo selo verde UNESCO, oficialmente, na 7ª Conferência Internacional de Geoparks (acesse a página do evento clicando AQUI) a ser realizada no Reino Unido (em território do Riviera UNESCO Global Geopark).

A Semana Geopark Araripe 10 Anos (Figura 2) será bastante especial. A programação resumida, conforme divulgado em rede social pelo próprio Geopark Araripe, tem atrativos para todas as áreas, com participação de parceiros importantes dos setores público, privado e representantes da sociedade civil organizada. É uma demonstração prática de que o Geopark Araripe é um facilitador/ mediador, pois a semana comemorativa acaba se fazendo na prática uma construção coletiva de vários atores do território. Pode ser conferida clicando no link: Programação Semana 10 anos Geopark Araripe.

Destaca-se a amplitude de possibilidades que o evento oferece aos participantes: 

1- Mesas Redondas, entre os dias 20/09 e 22/09, com temas que variados: Patrimônio Natural, Unidades de Conservação,Geoturismo, Economia Solidária, Cultura e Arte Popular, Questão Hídrica, Novas perspectivas de Geossítios;

2- Ação prática no Geopark na Comunidade: No dia 20/09, no Vale do Amanhecer em Juazeiro do Norte, das 8 às 16 horas;

3- Exposição Fotográfica "Território Geopark";

4- Mini-cursos e oficinas com carga horária de 8 horas, nos dias 20/09 e 21/09 (R$ 10,00 - taxa de inscrição). Acesse a lista dos mini-cursos clicando AQUI;

5- Atrações culturais entre os dias 20/09 e 22/09;

6- Geopark no "mêi" do mundo: Visitas às rotas leste (dia 23/09) e oeste (dia 24/09) do Geopark Araripe, com saída prevista às 8 horas.

Na primeira edição do CETV, pela Verdes Mares Cariri (afiliada da Rede Globo de Televisão), a semana comemorativa e o evento ganharam destaque especial (clique AQUI para ver o vídeo).

Estaremos participando, e de olho no desenrolar da programação para em breve trazer mais geonews!


Figura 2: Logotipo criado em alusão aos 10 anos do Geopark Araripe, através de parceria com o curso de Design de Produto da Universidade Federal do Cariri - UFCA.

sábado, 10 de setembro de 2016

Patrimônio Hidrológico

Olá amigos,

gostaria de compartilhar um artigo que eu, particularmente, estava ansiosa para ler. O artigo trata sobre o patrimônio hidrológico, um tipo de patrimônio que ainda tem poucos trabalhos publicados aqui no Brasil. 

Por Patrimônio Hidrológico entende-se, segundo os autores, em um conjunto de elementos pertencentes aos recursos hídricos, de natureza superficial (exsurgências/ ressurgências, rios, lagos, barragens, mares e oceanos), que possuam um valor científico, pedagógico, econômico, ecológico, de uso e/ ou estético. Este valor é maximizado nos hidrossítios e, portanto, merecem ser preservados.

É de autoria de Luciano Pereira, Lúcio Cunha e Jucicleide Teodoro. 
  
Um Olhar Sobre o Patrimônio Hidrológico do Município de João Pessoa, Paraíba, Nordeste do Brasil .

O patrimônio hidrológico do município de João Pessoa, Paraíba, nordeste do Brasil, se apresenta na forma de fontes de água doce e de planícies fluviais e fluviomarinhas ainda funcionais, possuindo valores científicos, pedagógicos, culturais, estéticos e ecológicos, sendo os hidrossítios os locais de interesse hidrológico onde estes valores se maximizam. O objetivo deste ensaio é apresentar uma discussão teórica acerca do referido patrimônio, assim como sugerir potenciais hidrossítios para serem inseridos em rotas geoturísticas urbanas. A definição de patrimônio hidrológico consiste em um conjunto de elementos pertencentes aos recursos hídricos que possuam um valor de uso, científico, educacional, cultural, entre outros, o que os torna passiveis de proteção. João Pessoa está assentado em uma bacia sedimentar desenvolvida sobre um embasamento cristalino falhado, pelo que o terreno possui grande potencial geoturístico, do ponto de vista de seu patrimônio hidrológico, com fontes históricas, diversas planícies fluviais e a maior planície fluviomarinha do Estado, a do Rio Paraíba, de relevante importância histórica, ecológica e estética. Foram identificados os seguintes locais potenciais de interesse hidrológico: o Estuário do Rio Paraíba e seus manguezais, o Rio Jaguaribe, principal rio urbano e sua antiga foz, bem como a Dolina dos Irerês e três fontes centenárias de água doce, a Fonte dos Milagres, Tambiá e Santo Antônio.

O artigo completo você pode ler no Livro Territórios de Água que pode ser baixado aqui. 
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