terça-feira, 4 de maio de 2010

4° Conferência Internacional Sobre Geoparques da UNESCO


A 4 ª Conferência Internacional sobre Geoparks da UNESCO de 2010 foi realizada no Global Geopark Langkawi, primeiro geoparque mundial,na Malásia,sudeste asiático, entre os dias 09 e 15 de abril de 2010.

Langkawi é um dos geoparques ilha raro no mundo que compreende 99 ilhas, possui rochas mais antigas da região e o mais completo.

No site abaixo você encontra diversas informações sobre a Conferência, inclusive slides com apresentações de diversos pesquisadores sobre o trinômio e a Declaração de Langkawi.

< http://www.geoparks2010.com/ >

VIVA ao Trinômio! =D

Um comentário:

  1. Viva o POLInômio!! E que um deles seja a Geoinclusão social

    Penso que é interessante adequarmos os passos de criação de cada geoparque à realidade de cada país. No caso do Brasil, somos um país cheio de antagonismos e diferenças, do ponto de vista sócio-econômico, político e cultural. A região do Cariri em especial é uma região de maioria carente, com um índice de analfabetização acima dos 50%. Ao contrário de países ricos que podem já iniciar um geoparque voltado ao geoturismo, penso que no caso do Geopark Araripe isso não funcionaria. Nossa condição essencial é o contato com as comunidades residentes no entorno do geossítio, para que elas não apenas se sintam parte do geoparque, mas também o desejem construí-lo. O trabalho de educação ambiental aqui é outro passo essencial, já que posso afirmar que não temos o costume de um comportamento voltado a preservação do meio ambiente. Isso sim é a base para se conceber um geoparque com sucesso aqui. E simultaneamente deve-se constituir uma rede de contatos entre hotéis, pousadas, restaurantes, órgãos de interesse, sejam públicos, privados, ONG´s ou OSCIP´s, visando a consolidação do geoturismo e o fortalecimento dos trabalhos sociais do geoparque . É necessário que todos estejam cientes do que é um geoparque, qual sua função e seus objetivos, antes do mesmo ser efetivado.

    Cada geoparque nos remete à realidades diferentes, de modo que não existe uma fórmula geral para se fazer um geoparque com sucesso. O que pode dar certo em determinada região, pode não funcionar bem em outra. Pela minha vivência e observação eu definiria como passos essenciais os seguintes pontos:

    0- Das pessoas envolvidas: É necessário que as pessoas centrais envolvidas no processo de conceber o geoparque e levá-lo adiante sejam pessoas mediadoras, de caráter apaziguador, e capazes de compreender o geopark como um produto de cunho coletivo e para utilidade pública (muitas forças podem surgir, querendo se favorecer do projeto, prejudicá-lo, ou mesmo distorcer os seus objetivos. A equipe do geoparque deverá saber lidar com isso).

    1- Estudo social, político, econômico e ambiental da área onde o geoparque será proposto, identificando potencialidades e fragilidades. Já identificar quais serão as possibilidades de financiamento do geoparque (público, privado, parcerias, etc..)

    2- Proposição prévia da área do geoparque e dos seus objetivos levando-se em conta o estudo anterior.

    3- Apresentação da proposta às comunidades envolvidas diretamente, através de palestras, encontros, etc, para que possam apontar sugestões específicas ao seu geossítio em particular, e ao projeto em geral, participando efetivamente da construção do geopark desde o seu ponto inicial (é importante que se façam esses eventos próximo a comunidade, para que ela se sinta realmente convidada a fazer parte do projeto).

    4- Definição do projeto completo do geoparque. Apresentação deste projeto a todas as partes envolvidas (principalmente os envolvidos diretamente). Se aprovado, passar a fase de construção física do mesmo.

    5- Fazer o geoparque funcionar em todas as linhas propostas. Existem fragilidades que só o tempo e a experiência particular evidenciam. Sempre se poderá melhorar o geopark nesse exércicio. É importante que no corpo administrativo de cada geossítio a comunidade respectiva esteja representada (seja através de conselhos, de cargos, etc.), e esteja desenvolvendo sempre o geossítio, juntamente com as entidades públicas e/ou privadas. Ninguém sabe como fazer dar certo melhor, do que quem vive no local.


    Espero que essas considerações possam ajudá-los. Lembro que são considerações feitas com base na minha vivência no Geopark Araripe. Claro que existem vários aspectos específicos que devem ser considerados também. Entretanto, são estes os que mais me valem como essenciais.

    Bjão Shey!! E sucesso!!
    ; )

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