terça-feira, 29 de junho de 2010

Museu de Geodiversidade

O departamento de geologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro criou em 2008 o Museu de Geodiversidade, o primeiro do tema no Brasil. São 750m2 que guardam raridades como o primeiro mapa de geológico do Brasil, datado de 1919 e entre as mais de 500 peças do museu destacam-se o meteorito Uruaçu, encontrado em uma fazenda em Goiânia, além das réplicas de dinossauros que encantam as crianças.

Mas, o que é Geodiversidade?

Geodiversidade é a variação natural dos aspectos geológicos (rochas, minerais, fósseis), geomorfológicos (formas e evolução de relevo) e do solo.(ARAÚJO,2005). Para a Associação Européia para a Conservação do Patrimônio Geológico- PROGEO e para a Sociedade Real da Conservação da Natureza do Reino Unido, geodiversidade consiste na variedade de ambientes geológicos, fenômenos e processos ativos geradores de paisagem (relevo), rochas, minerais, fósseis, solos e outros depósitos superficiais que constituem a base para a vida na Terra (AZEVEDO, 2007).


As principais ameaças ao patrimônio geológico decorrem principalmente da falta de conhecimento de sua importância estando ele restrito a apenas um pequeno grupo de especialistas das Ciências da Terra; outra ameaça é a falsa impressão que se tem de que as rochas são resistentes não necessitando de medidas de conservação e proteção, quando na verdade elas são muito vulneráveis à ação do tempo e do homem (BRILHA, 2005).



O Museu busca uma integração das geociências e do entendimento do por que, onde e como ocorrem os desastres naturais, tais como terremotos, furacões, vulcões, mudanças climáticas, retratando a história geológica da Terra. O museu abriga a terceira maior coleção de fósseis no país, catalogada pelo sistema Paleo do Serviço Geológico do Brasil, de acervos disponíveis na internet.

Os objetivos do Museu são:

  • Resgate do patrimônio geológico e paleontológico através da manutenção das coleções científicas do Departamento de Geologia – UFRJ;
  • Demonstração da importância das geociências para as atividades econômicas e melhoria das condições de vida da população ;
  • Revitalização do espaço científico do Departamento de Geologia - IGEO-CCMN, com finalidade de desenvolvimento de atividades educacionais voltadas para o ensino das Ciências da Terra no Ciclo Fundamental e Médio ;
  • Reunião parcial e exposição do acervo científico de minerais e rochas do Departamento de Geologia – UFRJ no Museu de Geologia, o qual será composto pelas coleções de minerais, rochas, fósseis, minérios, materiais geotécnicos, lâminas petrográficas, lâminas palinológicas e de microfósseis, exemplos de materiais geotécnicos, rochas ornamentais, bem como mapas geológicos e objetos históricos de interesse para o estudo das ciências geológicas;
  • Exposição do acervo à alunos da rede escolar do Ensino Fundamental e Médio municipal, estadual, federal e particular observem e examinem as coleções, propiciando aos mesmos a possibilidade de realizar trabalhos escolares, incentivando-os ao mesmo tempo o interesse pelas ciências geológicas;
  • Apresentação da história geológica e paleobiológica da Terra, sensibilizando o público na compreensão dos eventos geológicos, sua magnitude e implicações para as atividades humanas.

Para maiores informações: museugeodiversidade@geologia.ufrj.br

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Conceituação de Etnogeomorfologia

Texto de Simone Cardoso Ribeiro

A Geomorfologia é uma ciência geológico-geográfica que tem como preocupação central estudar o relevo terrestre, através da sua estrutura, seus processos, origem, história do seu desenvolvimento e dinâmica atual, além de tentar compreendê-lo em diferentes escalas temporais e espaciais (Penteado, 1983; Christofoletti, 1980; Hubp, 1989; Goudie, 1995; Casseti, 2001; Guerra e Guerra, 2001), a fim de melhor orientar o uso do solo pelas sociedades, uma vez que a superfície do relevo se comporta como o locus onde a população se fixa e desenvolve suas atividades.


Como a partir da ação intempérica física e química são produzidos sedimentos para a formação dos solos através da pedogênese, podemos dizer que a esculturação do relevo se dá a partir da remoção de partículas de solos por agentes de transporte – ou seja, pela erosão. E como essa remoção da superfície do solo é o primeiro passo para a esculturação do relevo, podemos afirmar que de acordo com o uso e o manejo a que os solos são submetidos, teremos uma maior ou menor modificação nas formas da paisagem.


Deste modo, a erosão é um processo natural na superfície terrestre, que pode ser acelerado ou retardado pela ação antrópica. Assim, a relação entre evolução das formas de relevo e uso e manejo destas pelas sociedades é intrínseca.


Partindo desta premissa, a Etnogeomorfologia pode ser definida como uma ciência mestiça, que estuda o conhecimento que uma comunidade tem acerca dos processos geomorfológicos, levando em consideração os saberes sobre a natureza e os valores da cultura e da tradição locais, sendo a base antropológica da utilização das formas de relevo por dada cultura.

Como os processos endógenos acontecem de forma lenta, em escala geológica (salvo eventos rápidos de tectonismo e vulcanismo), e assim, só podem ser compreendidos a partir de observações e medições detalhadas, muitas das quais em sub-superfície, são os processos exógenos, e em especial a erosão (compreendendo as etapas de destacamento do material, seu transporte e sua deposição) os que constituem a questão central da Etnogeomorfologia.


Os processos esculturadores do relevo dependem basicamente de quatro fatores: a mineralogia do substrato rochoso, a morfologia estrutural (previamente produzida pela forças endógenas), a ação do clima e a ação antrópica sobre o terreno. Como estes dois últimos fatores, visíveis à superfície e levados a termo na escala histórica de tempo (muitos deles ocorrendo de forma praticamente instantânea aos olhos do observador), as comunidades tradicionais vem convivendo e buscando compreendê-los ao longo de sua trajetória de uso e manejo das áreas, em especial aquelas destinadas ao cultivo e à criação.


Dessa forma, necessário se faz conhecimentos de várias naturezas, como o geomorfológico, o geográfico, o pedológico e etnopedológico, o ecológico e etnoecológico, e o antropológico, voltando-se a ciência etnogeomorfológica principalmente para a gestão e planejamento do uso do solo.

O texto foi retirado de artigo enviado à Revista Brasileira de Geomorfologia, intitulado “Etnogeomorfologia: a compreensão dos processos esculturadores do relevo pelas populações tradicionais e sua importância para o planejamento sustentável” e o conceito elaborado para a tese de doutoramento da autora, intitulada “Etnogeomorfologia do Cariri cearense: proposta metodológica para a classificação das paisagens da sub-bacia do rio Salgado/CE”, em andamento pela UFRJ, sob orientação dos professores Dra. Monica dos Santos Marçal (UFRJ) e Dr. Antonio Carlos de Barros Correa (UFPE).

(Meus agradecimentos pela contribuição! Simone Ribeiro é professora Adjunta da Universidade Regional do Cariri - URCA/ Doutoranda em Geografia - UFRJ)

sábado, 19 de junho de 2010

O que é a PROGEO?


A Associação Européia para a Conservação do Patrimônio Geológico - ProGeo, foi criada em 1992 com o objetivo geral de incentivar a geoconservação e a proteção de sítios e paisagens de interesse geologico, especialmente na Europa. Ela foi oficialmente registrada na Suécia, em 08 de novembro de 2000.
Os objetivos da ProGeo são:
  • Promover a conservação do vasto patrimônio paisagístico, rochoso, fossilífero e mineral que a Europa possui;
  • Informar um público mais vasto da importância desse patrimônio e da sua relevância na sociedade moderna;
  • Alertar, no próprio país e na Europa em geral, as autoridades responsáveis pela proteção do nosso património geológico;
  • Organizar e participar na investigação relevante para a geoconservação, em aspectos científicos e nos relacionados com o planeamento e gestão;
  • Envolver todos os países da Europa no intercâmbio aberto de ideias e de informação e possuir papel determinante na conservação global, incluindo a formulação de convenções e legislação;
  • Trabalhar com vista à formulação de uma listagem europeia integrada de geosítios de exceção, permitindo assim um total apoio ao trabalho de outras instituições internacionais, assim como iniciativas nacionais relacionadas com a proteção destes locais;
  • Alcançar uma abordagem integrada da Conservação da Natureza, promovendo uma abordagem holística à conservação de fenômenos biológicos e físicos.

Mais informações sobre a ProGeo você encontra no site < www.progeo.pt >

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Mestrado em Patrimônio Geológico e Geoconservação

O curso de mestrado em Patrimônio Geológico e Geoconservação teve início em 2005/2006 na Universidade do Minho, em Braga, Portugal. Desde então, mais de cinquenta alunos provenientes de Portugal, Brasil, Cabo Verde, e Moçambique frequentaram este curso cuja temática inovadora continua a atrair novos estudantes.

Os objetivos do mestrado são :

* Disponibilizar uma formação pós-graduada a técnicos nacionais e estrangeiros provenientes de instituições estatais, organizações não governamentais (ONGAs) e empresas privadas, já envolvidos em ações de Conservação da Natureza, permitindo que estes técnicos adquiram uma formação complementar e específica para a sua profissão;


*Possibilitar uma formação complementar a recém-licenciados nos domínios de Biologia, Geologia, Geografia, entre outros;


*Contribuir para o incremento da educação para a sustentabilidade, através do reforço das competências de docentes dos ensinos básico e secundário das áreas das Ciências Naturais e da Geografia;


*Permitir a troca de experiências de ações concretas de Geoconservação em desenvolvimento em áreas protegidas nacionais e estrangeiras;


*Possibilitar o desenvolvimento de trabalhos de investigação e de projeto no âmbito da Geoconservação que contribuam para o melhor conhecimento do património geológico e que tenham um real impacto na gestão de áreas com interesse patrimonial.


A quem se destina?

Profissionais das áreas de Geologia, Biologia, Geografia, Engenharia Geológica, Engenharia do Ambiente, Arquitetura Paisagista, bem como em qualquer outra licenciatura com caráter técnico-científico afim a estas áreas.


Docentes.

Para além dos docentes da Universidade do Minho, colaboram neste curso especialistas nacionais e estrangeiros.

A grade curricular conta com disciplinas como: Geodiversidade; Biodiversidade; Geomorfologia e Evolução da Paisagem; Ferramentas Aplicadas à Geoconservação; Estratégias de Geoconservação; Geoconservação e Sociedade; Patrimônio e Cultura e Temas e Exemplos de Geoconservação.

Mais informações no site:

mes

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Pontos Geoturísticos do Piauí

Este mapa é um anexo do mapa Geodiversidade do Piauí, lançado em 2009, pela Companhia de Pesquisas em Recursos Minerais - CPRM.

Quero destacar neste mapa o uso do termo "pontos geoturísticos" em sua legenda, configurando-se como um ótimo reconhecimento do trinômio por um órgão federal.

Observe o mapa:




No estado do Piauí, os círculos em lilás (destaque meu) são os pontos geoturísticos do estado apontados pela CPRM: ao norte, o litoral do Piauí, mas precisamente a Pedra do Sal, onde encontramos afloramentos de granitos; a nordeste, a região do Parque Nacional de Sete Cidades, o que abrange também os atributos geologico-geomorfológicos de Pedro II, Castelo do Piauí e podendo incluir também um astroblema que encontramos nesta região; temos também a região de Batalha, que apresenta a Cachoeira do Urubu e a sudeste, a região da Serra das Confusões, abrengendo também o Parque Nacional da Serra da Capivara.

O Piauí no entanto possui bem mais atrativos geomorfológicos que merecem ser pesquisados, como o Canyon do Rio Poty, o povoado Saco do Juazeiro, que apresenta formações belíssimas, as Nascentes do Rio Parnaíba na Chapada das Mangabeiras, dentre outros.
Há um destaque também para os geossítios (circunferencias amarelas; destaque meu). Um deles esta situado na capital, a Floresta Fóssil, encontradas às margens do rio Poty.
O mapa de geodiversidade do Piauí pode ser encontrado no site da cprm < http://www.cprm.gov.br/ > .

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Museu de Paleontologia do Cariri Será Reaberto

Símbolo do Museu de Paleontologia de Santana do Cariri

O Museu de Paleontologia de Santana do Cariri, detentor de um dos maiores acervos de fósseis do Brasil, será reaberto até o final deste mês de Junho, segundo a direção do mesmo.


[...]Alexandre Kellner, professor do Museu Nacional de Universidade Federal do Rio de Janeiro, escolheu os fósseis do Araripe como foco de sua pesquisa e desde a década de 1980 vai à região pesquisar principalmente os répteis fósseis e mais especificamente os fósseis de pterossauros.


[...]O professor fez uma abordagem em palestra na Universidade Regional do Cariri sobre "A importância dos museus de paleontologia: por que investir neles?". Ele destacou a situação de museus de outros lugares e o que eles fazem para ter diálogo com a sociedade. "Museu que não dialoga com a sociedade, está condenado à extinção. E uma sociedade que não investe em museus, está parcialmente extinta", afirma ao acrescentar que é esta mensagem, que dá com exemplos concretos com museus da Argentina, o que ganharam e conquistaram como menos fósseis do que o Cariri.


[...]Para quem conhece praticamente todos os locais de destaque nessa área de pesquisa, Kellner salienta que a quantidade de fósseis do Araripe e a preservação são excepcionais. Ele destaca o fóssil mais famoso do Brasil, o dinossauro terópode Santaraptor placidus, encontrado na região, com o tecido mole preservado, ou seja, o couro do animal,com fibras musculares e vasos sanguíneos petrificados.

[...] “Vejo um potencial inexplorado. Temos que formar pesquisadores na região. A riqueza está no quintal de casa. Formar gente aqui é ciência que vai ser produzida. Essa região vai ser fantástica”, disse ele.

(Fonte: Jornal Diário do Nordeste, 16 de Junho de 2010. Mais informações sobre musealização e sua importância para a geodiversidade, você encontra em um trabalho de dissertação disponível para download no blog intitulado "Geoconservação e Musealização)

terça-feira, 15 de junho de 2010

Potencial Brasileiro para Criação de Geoparques

O Projeto Geoparques do Serviço Geológico do Brasil objetiva identificar, descrever, classificar, catalogar, georreferenciar e divulgar os parques geológicos do Brasil, bem como definir diretrizes para o seu desenvolvimento sustentável.

O mapa abaixo indica algumas áreas do Brasil que já foram catalogadas ou que estão em fase de conclusão dos seus relatórios. (clique no mapa para visualizar melhor)







O destaque neste mapa é o Quadrilátero Ferrífero, em Minas Gerais, que está entre os 3 maiores candidatos à se tornarem Geoparks no Brasil.
A Profa Dra Úrsula Ruchkys (UFMG) elaborou sua tese denominada "Patrimônio Geológico e Geoconservação no Quadrilátero Ferrífero - MG: potencial para criação de um geoparque da UNESCO", onde aponta os potenciais geoturisticos desta região.

Para sua identificação, um parque geológico deve ter uma área suficientemente grande para incluir diversos sítios que podem ser seguidos e visitados através de roteiros definidos que, tomados em conjunto, mostram registros importantes da história geológica da região e/ou do planeta ou beleza cênica excepcional, podendo incluir aspectos arqueológicos, ecológicos, históricos e culturais.

O mapa abaixo mostra mais áreas que também apresentam potencial e que necessitam ser estudadas. (clique no mapa para visualizar melhor)


Até o momento, o Brasil possui um único geoparque reconhecido pela UNESCO, o Geopark Araripe, no sul do Ceará. O próximo a passar pela avaliação é o da Bodoquena-Pantanal, seguido pelo Quadrilátero Ferrífero.

Temos muito o que pesquisar! =D

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Você Conhece o GeoPark Araripe?

O Geopark Araripe está localizado nas antigas terras dos índios kariris, ao sul do Ceará, no nordeste do Brasil. Nesta região há um importante pólo industrial, comercial, religioso e cultural nos municípios de Juazeiro do Norte, Crato, Barbalha, Missão Velha, Nova Olinda e Santana do Cariri.

A região do Cariri abriga um oásis verde em meio à caatinga, graças às rochas de seu subsolo, que absorvem as águas das chuvas e devolvem ao meio ambiente sob forma de inúmeras fontes cristalinas no sopé da chapada do Araripe. Abaixo destas nascentes, há depósitos sedimentares cheios de fósseis, o registro da rica biodiversidade que havia na região há cerca de 100 milhões de anos. No alto da chapada existe uma floresta singular que abriga espécies raras e endêmicas de aves e samambaias.

Foram selecionados 10 geossítios para realizar atividades de preservação, educação ambiental e geoturismo, são eles:


01. Geossítio Colina do Horto: é o mais antigo, pois tem as rochas mais velhas do Cariri, de quase 650 milhões de anos. Está aos pés do Padre Cícero em Juazeiro do Norte, que deixou sábias palavras que ainda hoje confortam a vida de milhares de romeiros que visitam a colina, e da qual levam, como grata lembrança, peças de um artesanato colorido muito típico.


02. Geossítio Cachoeira de Missão Velha: neste geossítio, o rio Salgado escavou mais de 12 m de uma rocha cinzenta formada quando ainda não existiam plantas nos continentes (quase 450 minhões de anos atrás) e a região foi invadida por um mar bem raso. As cachoeiras de água fresquinha que se formaram neste belo recanto ja eram utilizadas tamébm pelos índios kariris.


Cachoeira Missão Velha

03. Geossítio Floresta Petrificada do Cariri: fica em Missão Velha. É uma grota com arenitos avermelhados com camadas de seixos onde se encontram fragmentos de maneira petrificada de pinheiros que ali viveram há quase 150 milhões de anos atrás. Então, ai você pode ver o que restou de uma bela floresta, parecida com a FLONA que existe agora sobre a chapada do Araripe.

04.Geossítio Batateira: é um lugar lindo dentro do Parque Estadual do Sítio do Fundão, onde o rio da Batateira cai formando uma cascata do Lameiro e deixa ver rochas claras e escuras formadas há cerca de 113 milhões de anos atrás. Estas águas já fizeram funcionar uma usina no início do século passado, quando o rio era cheio d'água e havia bastante correnteza para gerar energia.

05.Geossítio Pedra do Cariri: nele você vai encontrar fósseis. Eles são abundantes: grilos, formigas, besouros, mariposas, baratas, peixes, algas e até restos de pterossauros! A tentação de levá-los no bolso é muito grande, mas isso é ilegal no Brasil, afora quando se tem autorização do DNPM, que tem um escritório no Crato.

06.Geossítio do Pontal da Santa Cruz: se vê de longe! É um mirante próximo à Santana do Cariri, de onde você tem uma belíssima vista da região. Os arenitos avermelhados da escarpa são as rochas mais jovens do Araripe (têm cerca de 100 milhões de anos). Eles absorvem a água da chuva e a acumula nas camadas mais baixas, formando as nascentes no sopé da escarpa.



Pontal da Santa Cruz


07. Geossítio Ibupi: é uma pedreira onde se vê camadas de argilas esbranquiçada que se formou por evaporação do lago da Pedra Cariri quando houve um período de aquecimento global, tornando as águas muito salgadas e precipitando seus sais minerais. A gipsita é explorada no Araripe, transformando-se em gesso e corretivo de solo, oferecendo muitos empregos na região.

08. Geossítio Parque dos Pterossauros: você vai ver nas paredes das escavações, concreções calcárias, com peixes, pterossauros, tartarugas e vegetais fósseis dentro delas. Estes seres viveram dentro ou próximo a lagunas costeiras há quase 105 milhões de anos atrás. E no Museu de Paleontologia você pode admirar toda a biodiversidade e a rara preservação destes fósseis.

09.Geossítios Riacho do Meio: fica dentro do Parque Ecológico Riacho do Meio, em Barbalha. É uma área com trilhas e fontes naturais, onde a fauna e a flora nativas do Araripe são preservadas, como o soldadinho-do-araripe e a samabaia-açu. Lá também está a pedra do morcego, o lugar onde Lampião e seu bando de cangaceiros acampavam quando estavam na região.


10. Geossítio Ponte de Pedra: mostra uma passagem natural preservada em arenito sobre um estreito e profundo vale, resultante da erosão da água e do vento sobre as rochas do alto da chapada do Araripe nos últimos 50 milhões de anos. Próximo existem registros da presença dos ídios kariris.


O Araripe é uma região plena de curiosidades da natureza, habitada por um povo cordial e alegre, com um cultura ímpar. No Geopark Araripe foram inventariados 59 geossítios que mostram de modo singular a geodiversidade da região, quer por seu valor científico e pedagógico, quer por seu valor cultural e turístico.

A Construção do Desenvolvimento Sustentável Através da Geoconservação e dos Geoparques

(Geólogo M.Sc. Ricardo Fraga Pereira
Aluno de doutoramento da Universidade do Minho – Braga/PT)

Ao longo dos anos 70 do século XX, comescimento econômico, assistido principalmentenos países do “primeiro mundo”, que ocasionou a expansão dos núcleos urbanos e a deterioração da qualidade de vida nas grandes cidades, as questões ambientais começam a ganhar destaque nos debates políticos em nível internacional. Estes debates culminaram com o surgimento de um novo paradigma de desenvolvimento econômico, que passou a incorporar as questões sociais e ambientais nos indicadores de desenvolvimento.

Logo a seguir, na década de 80 do século XX, foi cunhado o conceito de desenvolvimento sustentável, definido como sendo um modelo de desenvolvimento através do qual a exploração dos recursos naturais, os avanços tecnológicos e a aplicação de investimentos devem atender as demandas da sociedade atual, sem comprometer as necessidades das gerações futuras. Apesar de aliar as questões ambientais com as estratégias de desenvolvimento e gestão, este conceito tem um caráter essencialmente antropocêntrico, tratando dos elementos da natureza sob uma ótica essencialmente funcional, de estar a serviço da humanidade, negligenciando o valor intrínseco do patrimônio natural.

Estabelecer mecanismos que garantam a conquista do desenvolvimento sustentável em escala local, ou mesmo global, vem constituindo-se em um grande desafio mundial, já que boa parte das sociedades e governos concordam com a necessidade de se implementar este modelo de desenvolvimento, utilizando-se dos termos e conceitos vinculados com a ideia do desenvolvimento sustentável em seus discursos e modelos de gestão. Todavia, na maioria das vezes, práticas efetivas e sistemáticas de desenvolvimento sustentável vêm-se mostrando como uma tarefa muitas vezes inalcançável, ou mesmo como um conjunto de ações pontuais e isoladas.

Foi também no decorrer dos anos 80 do século XX, que a conservação dos elementos abióticos da natureza, denominada de geoconservação, começa a despontar no cenário mundial. Antes desta época, as iniciativas de geoconservação se davam de maneira esparsa ou isolada, e estavam praticamente restritas ao continente europeu. Entretanto, após a criação da Global Indicative List of Geological Sites - GILGES, no ano de 1989, pela International Union of Geological Sciences - IUGS, esta temática começa a ser sistematizada e difundida em nível global.

Mais tarde, no ano de 2004, foi criada a Rede Global de Geoparques, sob os auspícios da UNESCO. Esta rede, que já nasce sob o paradigma do desenvolvimento sustentável, surge com uma filosofia do compartilhamento de experiências entre seus membros e preconiza a união entre a geoconservação e o ecodesenvolvimento.

Mais do que estar focado apenas na proteção do patrimônio geológico, os geoparques têm como objetivo a criação de oportunidades para o uso sustentável deste patrimônio, através do geoturismo, fomentando a identidade cultural dos territórios onde se inserem e a valorização de produtos regionais. Desta forma, a implementação dos geoparques consiste em um exemplo prático de criação de alternativas sustentáveis de geração de renda, advindo de práticas geoconservacionistas.

Podemos então dizer que a geoconservação representa um novo modelo de conservação da natureza, baseado no uso sustentável de elementos do meio físico e na valorização das culturas locais, que vem sendo difundido em diversos locais do planeta Terra, como um instrumento de valorização e conservação do patrimônio geológico, através da filosofia dos geoparques, desempenhando assim um papel ativo na consolidação do desenvolvimento regional sustentável (Figura-01).




(Ricardo está desenvolvendo a tese Geoconservação e Desenvolvimento Sustentável na porção oeste da Chapada Diamantina - BA pela UMinho, em Braga, Portugal. Meus agradecimentos pela contribuição)

domingo, 13 de junho de 2010

Mais Publicações Disponíveis!


Olá,
estão disponíveis mais dois livros, uma tese e uma dissertação:
* Livro: Concepts and principles of geoconservation, de C. Sharples
*Livro: New Challenges With Geotourism, de Neto Carvalho.
* Tese: Patrimônio geológico e geoconservação no Quadrilátero Ferrífero - MG: potencial para a criação de um Geoparque da UNESCO, de Úrsula Ruchkys.
*Dissertação: Geoturismo: conceptualização, implementação e exemplo de aplicação no Vale do Rio Douro no Sector Porto Pinhão, de Eugénia Araújo.
Lembrando que eu fiz umas correções nos links de algumas obras da janela MATERIAL PARA DOWNLOAD; algumas pessoas não conseguiam acessar, mas agora está tudo em ordem. Apenas os boletins eletrônicos não tiveram solução, vou fazer mais uma tentativa.
Boa leitura a todos!

Aplicação do Conceito de Geoparques no Brasil e sua Relação com o SNUC

(texto de Paulo Boggiani - Professor do Instituto de Geociências da USP e Coordenador do Curso de Licenciatura em Geociências e Educação Ambiental)

Serra do Rio do Rastro - SC
Fonte: google

Após a criação do Geopark Araripe no sertão do Ceará, o primeiro no Brasil a ser reconhecido pela UNESCO, o conceito geoparque passou a ser mais discutido em nosso país. O conceito em sua profundidade e real entendimento é, no entanto, ainda pouco conhecido, mesmo entre os geocientistas. Além disso, o nome “parque” atrelado à denominação tem gerado discussões sobre as relações como o Sistema Nacional de Unidades de Conservação – SNUC, lei na qual se regulamenta a criação de diversas categorias de unidades de conservação no Brasil assim como seus planos de manejo.

A primeira reação é a de que um geoparque não pode ser criado no Brasil, pois não há previsão dessa categoria no SNUC. O entendimento que se deve ter é que um geoparque não é uma unidade de conservação no sentido do SNUC, e por isso não há necessidade de criação de categoria específica e nem uma legislação para geoparques no Brasil, da mesma forma que não é necessário para as reservas de biosfera, outra importante modalidade da UNESCO que também vem sendo implementada no Brasil em seus diferentes biomas.

Ao enquadrar o conceito de geoparque em uma lei, iríamos justamente ao sentido contrário do que se pretende aos geoparques. Ao enquadrar o conceito em uma lei específica, ou com uma alteração no SNUC, iríamos engessar o processo e tirar o caráter inovador e dinâmico que ele apresenta e o que o torna diferente de outras modalidades de conservação.




Anfiteatro Natural de Castelo Novo
Fonte: geoturismo_brasil

[...]Devido ao fato de não ser atrelado à nenhuma legislação específica, e o entendimento é o de que não deve realmente ter, não há engessamento do processo de criação, o que permite uma ampla gama de gestão, podendo até ser privado. Por outro lado, a área de um geoparque pode englobar unidades de conservação, previstas no SNUC, como parques, APA’s, RPPN’s, ou mesmo as da UNESCO, como Patrimônio da Humanidade e Reserva da Biosfera e até áreas tombadas. Um geoparque passa ser uma nova forma de gestão do território e um articulador entre as diversas unidades e projeto envolvidos. Qualquer pessoa, qualquer instituição, entidade ou empresa que tiver interesse, é sempre bem vinda num geoparque e não será excluída do processo.

[...]Para se ter uma idéia do conceito de geoparque, é importante saber como foi criado. O mesmo foi discutido inicialmente em 1996, durante o Congresso Internacional de Geologia na China por representantes da França, Alemanha, Espanha e Grécia onde já se desenvolviam atividades de geoturismo. [...] Posteriormente foi criada a Rede Européia de Geoparques em 2000, e em seguida, em 2004, a Rede Mundial de Geoparques da UNESCO, que congrega atualmente 57 geoparques reconhecidos no mundo, 33 na Europa, 20 na China, um no Irã, um na Malásia, um na Austrália e um no Brasil.


Espera-se portanto que o conceito de geoparques no Brasil venha atrelado fortemente ao objetivo de trazer melhorias para as comunidades locais o que passa a ser, assim, uma proposta ambientalista diferenciada, uma vês que tem objetivo principal, além da proteção do patrimônio geológico, e também da biodiversidade, o benefício às pessoas, tanto as que vivem no local, quanto aos visitantes.


É preciso ressaltar que quem defende a criação de geoparques não se contrapõe aos propósitos do SNUC, o qual foi montado e se aplica muito bem para a necessária proteção da biodiversidade. O que se pretende com os geoparques é apresentar uma nova fórmula de uso do território com valorização e participação da comunidade local, o que pode muito bem se aplicar às áreas do entorno de algumas unidades de conservação. É portanto uma proposta complementar à proposta de proteção de biodiversidade do SNUC.

(Este texto você encontra na íntegra na Revista Eletrônica Patrimônio Geológico e Cultura, organizada por Antonio Liccardo, disponível em: http://www.geoturismobrasil.com/ , acessem! )

sábado, 12 de junho de 2010

Atrativos dos PARNA's Brasileiros x Nível de Pesquisas

O gráfico abaixo, foi elaborado pelo geógrafo Fernando Manosso, para fazer uma comparação entre os conteúdos das atrações dos Parques Nacionais brasileiros dividindo-os em: Biodiversidade, Geodiversidade, Geo E Biodiversidade e Histórico-cultural.

Observem os resultados:





Ao total foram 415 atrativos em 47 Parques distrubuídos em todas as regiões brasileiras, isto de acordo com o Guia Philipis, Parques Nacionais - Brasil (2003), observando todas as atrações de cada parque e verificando o conteúdo de cada uma delas. Como podem ver, há uma predominância dos atrativos relativos à Geodiversidade (coluna amarela).

Agora observem estes gráficos em relação as pesquisas encontradas em site de busca da internet, também elaborado por Fernando Manosso:


Vejam as discrepâncias que existem entre as pesquisas acerca de Geodiversidade (primeira dupla de colunas) em relação às pesquisas em Biodiversidade (segunda dupla de colunas) e principalmente quando se trata de pesquisas disponíveis na língua portuguesa (coluna azul) e em língua inglesa (coluna vermelha).

Neste momento, quando digitado o termo geodiversidade no Google, encontramos cerca de 50.600 resultados, enquanto, se digitado o termo biodiversidade, encontramos cerca de 2.600.000 resultados!

Temos muito o que pesquisar hein?!

*O Guia Philips (2003) pode ser encontrado neste site < http://www.submarino.com.br/produto/1/71251?franq=100966#A1 >

Livro Patrimônio Geológico e Geoconservação


Olá pessoas,

já está disponível no blog o livro Patrimônio Geológico e Geoconservação: a conservação da natureza na sua vertente geológica, de José Brilha, coordenador do Mestrado em Patrimônio Geológico e Geoconservação da UMinho, em Braga, Portugal.

O livro foi disponibilizado pelo proprio autor ao nosso grupo de discussão. Mais uma vez lembro que este blog não tem fins lucrativos e nada mais importante do que adquirir a obra. A internet é uma boa ferramenta para divulgação de obras como esta, mas nada mais gostoso do que ler o proprio livro. =D

Também disponibilizei as dissertações: "Proposta Metodológica para a Inventariação do Patrimônio Geológico Brasileiro", de Flávia Lima e "Geoconservação e Musealização", de Aline Souza.

Todos estas obras são encontradas no link "Material para Download" na coluna esquerda do blog.

Boa Leitura.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Tem Trinômio no SBPC

Caros leitores,

Na semana de 25 a 30 de julho de 2010, a UFRN em Natal estará recebendo a 62a. Reunião Anual da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciências) com uma programação que envolve dezenas de conferências, simpósios, mesas-redondas, minicursos, sessões especiais, encontros e assembléia.
A programação completa está no link abaixo: http://www.sbpcnet.org.br/natal/arquivos/programacao.pdf
Aproveito para informá-los que temos algumas atividades voltadas para as Geociências, com detaque para uma conferência com o Prof. Aziz Ab´Saber, uma mesa redonda com o Papel Atual dos Museus de Ciências, um simpósio sobre Planejamento e Gestão de Unidades de Conservação Marinhas e mini curso sobre A História Geológica da Terra para Iniciantes.
Além disso teremos sessões especiais com os candidatos a Presidência da República, porém para nós nada mais importante do que 2 eventos, são eles:
* Mesa Redonda: Terça-Feira (27/07) das 15h30 às 18h00
Tema: Geodiversidade Brasileira: Conhecendo a Geologia da Terra e do Mar
Promoção: SBGeo (Núcleo Nordeste e Nacional)
Local: Escola de C&T - Anfiteatro D
Coordenador: Marcos Antonio Leite do Nascimento (UFRN).
Participantes: Kátia Mansur (DRM/RJ), Virginio Mantesso-Neto (Conselho Estadual de Monumentos Geológicos/SP) e Úrsula Azevedo Ruchkys (UFMG).
*Mini Curso:Terça (27/07) a Sexta (30/07) das 8h às 10hMC-10 -
Confecção de Painéis Interpretativos em Geociências: A Experiência do Projeto Caminhos Geológicos do Rio de Janeiro
Promoção SBGeo
Responsável: Kátia Mansur (DRM/RJ).
Aguardamos vcs lá.
Mais informações sobre a SBPC em http://www.sbpcnet.org.br/natal/home/
(por Marcos Nascimento)

Entrevista: Geoturismo, com Antonio Liccardo

Entrevista sobre Geoturismo para o Jornal o Estado do Paraná com Antônio Liccardo

*Lígia Martone (jornalista) - Quais as expectativas com relação ao Geoturismo?
Antonio Liccardo – Esse segmento tem apresentado um crescimento surpreendente no Brasil todo e em vários estados existem pesquisadores desenvolvendo teses e trabalhos a este respeito. No meio acadêmico houve uma mudança fundamenta no modo de pensar desde o início das discussões sobre geoturismo e geodiversidade. Houve uma abertura do conhecimento a ser difundido na sociedade. Acho que esta é a essência do geoturismo. Quando falamos em geoturismo automaticamente estamos falando no trinômio geodiversidade-geoconservação-geoturismo. Acredito que a quantidade de trabalhos sendo desenvolvidos e o tanto de gente boa trabalhando em cima disso, a expectativa são de que em poucos anos, esse tema seja corriqueiro e passe a servir de subsídio para o setor do turismo.

*L.M. – De que forma o geoturismo contribui para a sustentabilidade e de forma ele pode gerar renda para uma determinada região?
A. L. – Creio que o papel do geoturismo, assim como do turismo em geral, é aguçar a consciência das pessoas em relação ao meio. Parto do princípio de que a gente só conserva aquilo que conhece ou que está consciente. Acho que as pessoas estragam, poluem e destroem por total inconsciência! Antigamente atribuía-se o turismo o papel de destruidor. Até hoje existe quem pense assim. A gente vê muito de uma política de fiscalização ao turista quando se trata de visitas à natureza. Acho que é preciso um investimento mais intenso de energia e recursos na educação do turista e da população, que eu traduziria como um despertar da consciência. Ora, uma pessoa que gosta de ler não queima livros, um apreciador da arte não destrói pinturas e esculturas. Assim acho que devemos fazer as pessoas apreciarem mais a natureza e elas não destruirão. Um delas é oferecendo informação da maneira mais palatável possível. Turistas hoje são vistos como um poderoso agente de manutenção dos pontos turísticos, afinal eles trazem dinheiro para as comunidades e sustentam os custos da conservação. O geoturismo, assim como o turista cultural atrai o melhor perfil de turista possível: aquele que é informado, consciente apreciador das culturas e das peculiaridades regionais e com maior poder aquisitivo. Ações que estimulem este tipo de turismo fazem a população orgulharem-se de sua natureza, fortalece a identidade local, melhoram a educação em ciências e as relações com o meio-ambiente. Acho que isso associado aos aspectos econômicos – geração de renda para a comunidade, capacitação de pessoas – como guias, funcionários de hotéis e restaurantes – é a fórmula básica para o desenvolvimento sustentável.

*L.M – O geoturismo e sustentabilidade estão diretamente envolvidos; deste modo você acha interessante a implantação de base de conhecimentos de sítios geológicos voltados ao turismo, nas escolas de ensino fundamental? Tem conhecimento, na atualidade, de que forma isto é passado para as crianças de 5° e 6° série?
A. L – Não tenho dúvida de que o conhecimento mínimo em geologia faz muita falta no ensino fundamental. Acho que se fala hoje em natureza de maneira muito distanciada e falta mais contato mesmo como o reino mineral. Temos um desafio enorme pela frente como sociedade: precisamos crescer, ampliar o conforto adquirido para todas as pessoas como casas, água encanada e etc. Tudo isso sub-entende ampliar a exploração mineral. Se evoluímos materialmente, como computadores, equipamentos, carros, estradas, prédios, tudo mesmo, significa que estamos aumentando nosso consumo de bens materiais. Então como ficará o meio-ambiente? Não basta colocar o problema na mídia e as pessoas ficarem chocadas com o que o homem está fazendo. É preciso encarar o desafio do desenvolvimento sustentável. Isso deve acontecer com qualquer ser humano desde o primeiro momento de compreensão , pois vamos precisar das soluções que estas crianças proporem. Existem algumas ações que dão bons sinais. A internet difunde muito rapidamente, inclusive entre crianças. A Mineropar tem um programa para levar a geologia às escolas do Paraná. É um projeto interessantíssimo, com distribuição de kits de amostras de minerais e rochas e cadernos de estudos específicos para a geologia e aproveitamento mineral.

( a entrevista na íntegra você encontra no site http://www.geoturismobrasil.com/)

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Revista Patrimônio Geológico e Cultura

É com prazer que apresento aos meus caros leitores mais um avanço do Trinômio, a Revista Eletrônica Patrimônio Geológico e Cultura.

A revista Patrimônio Geológico e Cultura propõe a valorização do conhecimento geocientífico como um fator de desenvolvimento cultural. O conhecimento, seja ele de qualquer segmento do pensamento humano, contribui com a formação intelectual do indivíduo. Conhecer a natureza faz com que o homem se relacione melhor com o seu habitat e resulta numa evolução de consciência e cidadania.

As idéias difundidas pela mídia eletrônica alcançam hoje uma visibilidade inimaginável há poucos anos. Esta revolução na comunicação contribuiu e continua contribuindo com a máxima disponibilização e democratização de conceitos e informações preciosas. Expor as idéias sobre a geodiversidade e sua interface com a cultura humana fortelecerá, sem dúvida, o papel das geociências no entendimento da vida moderna e as discussões sobre geoconservação, ainda tão pouco compreendidas.

Com a grande quantidade de material sendo produzido por pesquisadores atualmente, uma revista eletrônica é o espaço ideal para divulgar novas informações e dar visibilidade às pesquisas e seus resultados. Os profissionais envolvidos nesta temática são formadores de opinião e poderão potencializar esta ação por meio da revista Patrimônio Geológico e Cultura.

Informações e colaborações neste sentido podem ser enviadas para revista@geoturismobrasil.com (texto em word com até 600 palavras e até 5 imagens em JPG).


(Só tenho a desejar meus Parabens à Antonio Liccardo por essa bela iniciativa!)

A Conferência da Terra

Olá!!

Já faz um tempo que não posto nada no blog, mas é tudo culpa do mestrado que tem me ocupado muito!





Pois bem, neste mes de maio, participei da Conferência da Terra que ocorreu em Olinda - PE, onde apresentei o trabalho "Geoconservação e Geoturismo no Parque Nacional de Sete Cidades (PI)" no grupo de trabalhos "Paisagem, turismo e bem estar".

Na mesma sala houve a apresentação do trabalho intitulado "Geoturismo no Cariri Cearense e o Geopark Araripe", de Luciana Silveira Lacerda, mestra da UFC.

Os resultados não poderiam ter sido melhores! Nossos trabalhos geraram muitas discussões na sala, todos muito interessados neste tal de TRINÔMIO! rs. Percebi que a maioria dos ouvintes, principalmente os professores que coordenaram as apresentações não conheciam a temática e ficaram impressionados com a riqueza de informações que podemos ter nesta nova linha de pesquisa.

Os trabalhos estão disponíveis no site do evento : < http://www.conferenciadaterra.com/ > mais precisamente no volume III.

Boa Leitura! e VIVA ao Geoturismo =D
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