sábado, 9 de outubro de 2010

Geoturismo Urbano - Possibilidades de Geoconservação

Olá!!

há algum tempo venho procurando material sobre Geoturismo Urbano para publicar aqui no blog. As variadas possibilidades de se desenvolver o geoturismo ultrapassa a noção de que a beleza geológica só pode ser observada em ambientes naturais.

O resumo abaixo é de autoria dos colegas do grupo de discussão Antônio Liccardo, Gil Piekarz e Virgínio Mantesso-Neto. Boa leitura!!!


Ouro Preto - MG

Dados demográficos recentes do Brasil apontam que o número de habitantes nas cidades superou o de habitantes da zona rural, acompanhando uma tendência mundial. Com as premissas que a maior parte da população se encontra em cidades e que o geoturismo propõe a disponibilização de conhecimento geológico para as pessoas, é lógico supor que ações de divulgação sobre geoturismo e geopreservação sejam implementadas nas cidades.

Pesquisas neste sentido já existem em vários países, onde guias geoturísticos apresentam as características geológicas dos atrativos naturais, da geomorfologia e das rochas usadas na construção de cidades (por exemplo, Pietre e Marmi di Firenze, livro que descreve as rochas usadas nas catedrais e monumentos de Florença e as antigas pedreiras que forneceram o material).

No Brasil as idéias de geoturismo tendem a privilegiar áreas naturais, muito em função da urgência na preservação. Entretanto, mudanças acontecem na esfera cultural e, ampliar o alcance do entendimento da geodiversidade passa necessariamente pela difusão para a comunidade. Exemplos, contudo, já acontecem no Brasil: em Ouro Preto, MG, um projeto para preservação da técnica de cantaria resultou em livro (2006) que é destinado aos turistas, que já visitavam a cidade em função dos aspectos culturais. Hoje está sendo estudado um caminhamento turístico pelo centro histórico para conhecer os tipos de rocha e trabalhos de entalhe realizados.

Há vários casos de geoturismo urbano ligados diretamente à arte da cantaria, como a visitação de igrejas antigas ou arquitetura colonial. Ainda em Ouro Preto, antigas galerias de mineração de ouro do século XVIII passaram recentemente a receber geoturistas. Em 2006, um levantamento de rochas ornamentais em shopping centers de São Paulo propôs o uso desta informação como atrativo cultural adicional a estes estabelecimentos, mas até o momento essas observações continuam restritas ao meio acadêmico. Em Salvador, foram colocados painéis com informação geológica em linguagem acessível, mas foram vandalizados, retirados e não substituídos.

O projeto Geoturismo em Curitiba (Mineropar) foi o primeiro a adotar esta abordagem urbana para desenvolvimento do geoturismo, com atrações muito variadas e resultados expressivos, inclusive para a geoconservação. No Rio de Janeiro, os trabalhos do DRM também apresentaram abordagens ligadas ao contexto urbano da geologia. A visitação turística a cemitérios já é tradicional, por exemplo, em Paris e Buenos Aires. Estes locais apresentam forte conteúdo cultural, manifestado, entre outras maneiras, no uso para cantaria e estatuária de rochas que frequentemente refletem a geodiversidade regional. Os cemitérios de Curitiba, Ribeirão Preto e outros já têm estudos que poderão resultar em geoturismo. Em São Paulo o turismo cemiterial já é timidamente realizado, mas apenas focado nos aspectos histórico e escultórico.

A proposta do geoturismo urbano é que a informação geológica, associada aos locais de visibilidade, ofereça ao observador uma possibilidade a mais de conhecer - condição básica necessária para valorizar - o meio que o rodeia. O geoturismo urbano apresenta um destacado aspecto democrático, pois as atrações estão facilmente acessíveis, a um custo menor, para um grande número de pessoas, e todas as cidades têm potencial para desenvolvê-lo.

(Resumo publicado nos Anais do 45° Congresso Brasileiro de Geologia)

Second Global Geotourism Conference

Oi gente,

no site da II Conferência Global de Geoturismo está disponível em pdf as apresentações dos palestrantes, dentre eles, Newsome e Ross Dowling.

Segue o link < http://www.globalgeotourism.com/keynotes.php >

Confiram é muito interessante!

Valeu Marcos =D


quinta-feira, 7 de outubro de 2010

CBG e o Simpósio Monumentos Geológicos, Geoturismo, Geoconservação e Geoparques

Meu queridos,

O Simpósio 27 - Monumentos Geológicos, Geoturismo, Geoconservação e Geoparques, no 45° Congresso Brasileiro de Geologia foi um sucesso. Ao todo foram aceitos 66 trabalhos (sendo 24 orais e 51 poster's - alguns deles foram apresentados nas duas modalidades) e apenas 01 oral e 05 poster's não foram apresentados.

Teve ainda 2 excelentes e comentadas palestras - Perspectivas actuales y futuras del trabajo en geoconservation proferida pro Luis Carcavilla Urquí do Instituto Geológico y Minero de España e Geoturismo Urbano – possibilidades para a geoconservação proferida por Antonio Liccardo da Universidade Estadual de Ponta Grossa.

Sucesso de público, com a sala do Simpósio sempre cheia: em média 80 pessoas por turno, em uma sala com 100 cadeiras. Porém, muitas vezes tínhamos mais de 100 pessoas, já que muitos assistiram às palestras em pé.

Durante o 45º Congresso Brasileiro de Geologia foi lançado o Livro “Sítios Geológicos e Paleontológicos do Brasil – volume II” pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM), dos editores Manfredo Winge, Carlos Schobbenhaus, Célia Souza, Antonio Fernandes, Emanuel Teixeira, Mylène Berbert-Born e Diógenes Campos, em parceria com a SIGEP (Comissão Brasileira de Sítios Geológicos e Paleobiológicos). Além desse livro a CPRM trouxe ainda para a sociedade em geral os conceitos a cerca dos 4 GEOs através do folder do Projeto Geoparques.

Os Anais do Simpósio 27 foi prontamente disposto no grupo Geoturismo_brasil por Marcos Nascimento e aproveito para anexa-lo ao blog na janela Material para Download. Aproveitem porque tem excelentes trabalhos! Está disponível no grupo também os resultados do Simpósio, parte dele eu trouxe nesta postagem também.

Marcos muito obrigada por compartilhar o material =D

E até o próximo CBG que será em Santos- SP, em 2012!!!

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

CPRM e UFRN Iniciam Estudos Técnicos para Criação do Geoparque Cabo de Santo Agostinho - PE


Entre os dias 16 e 18 de setembro, técnicos do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) e da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) estiveram na região do Cabo de Santo Agostinho e Ipojuca (municípios do litoral de Pernambuco), para iniciar o inventário dos sítios geológicos daquela região que integrará o estudo técnico e diagnóstico para criação do Geoparque Cabo de Santo Agostinho. Essa região é conhecida pelo caráter excepcional de seu patrimônio geológico (premissa básica para a proposição do geoparque) e sua belíssima paisagem natural que já foi cenário de momentos importantes da história e cultura de Pernambuco e do Brasil. Importantes sítios geológicos em estudo relacionam-se a rochas ígneas e sedimentares da bacia sedimentar de Pernambuco (incluindo um raro granito de idade cretácea – 102 Ma, considerado o último ponto de ligação entre América do Sul e África, antes da ruptura final desses dois continentes).

O geólogo Carlos Schobbenhaus, coordenador nacional do Projeto Geoparques, o geógrafo Rogério Valença, coordenador regional do projeto na Superintendência Regional de Recife da CPRM, o Prof. Marcos Nascimento, do Departamento de Geologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e o geólogo Wilson Wildner, especialista em petrologia de rochas vulcânicas da Superintendência Regional de Porto Alegre da CPRM, visitaram diversos geossítios durante o período, entre eles o granito do Cabo de Santo Agostinho e rochas vulcânicas associadas, os traquitos da Praia de Itapoama, o riolito da Usina Ipojuca, os arenitos praiais (beachrocks), além de vários monumentos históricos do século XVI a XVIII.

A proposta de criação do Geoparque do Cabo de Santo Agostinho, que coincide em parte com a área do Parque Metropolitano Armando de Holanda Cavalcanti, tem como premissas básicas:

· contribuir para o desenvolvimento sustentável através do geoturismo, reforçando a identificação da população com sua região (popularização das geociências), promovendo o respeito ao meio ambiente e estimulando a atividade sócio-econômica;

· educar e ensinar ao grande público sobre temas geológicos e ambientais (educação) e prover meios de pesquisas para as geociências; e

· preservar o patrimônio geológico para futuras gerações (geoconservação).

Em Suape, foram apresentadas duas palestras “Projeto Geoparques do Brasil”, ministrada por Schobbenhaus, e “Patrimônio Geológico do Cabo de Santo Agostinho”, pelo professor Nascimento. Estava presente a equipe do Conselho de Administração do Programa de Recuperação e Implantação do Parque Metropolitano Armando de Holanda Cavalcanti (coordenado por Regina Arakaki ryy), incluindo representantes da Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho, Iphan, Fundarpe, Porto de Suape, EtnoAmbiental, entre outros.


(Fonte <> )

Artigos VIII SINAGEO

Através do link < http://www.4shared.com/file/hqfPWpE2/eixo6.html > você já pode baixar os artigos do eixo 06 ( Conservação e Patrimônio Natural) do VIII SINAGEO que ocorreu no mês de setembro, em Recife.

... e até 2012, com o XIX SINAGEO na cidade maravilhosa, Rio de Janeiro!!!
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