quarta-feira, 6 de outubro de 2010

CPRM e UFRN Iniciam Estudos Técnicos para Criação do Geoparque Cabo de Santo Agostinho - PE


Entre os dias 16 e 18 de setembro, técnicos do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) e da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) estiveram na região do Cabo de Santo Agostinho e Ipojuca (municípios do litoral de Pernambuco), para iniciar o inventário dos sítios geológicos daquela região que integrará o estudo técnico e diagnóstico para criação do Geoparque Cabo de Santo Agostinho. Essa região é conhecida pelo caráter excepcional de seu patrimônio geológico (premissa básica para a proposição do geoparque) e sua belíssima paisagem natural que já foi cenário de momentos importantes da história e cultura de Pernambuco e do Brasil. Importantes sítios geológicos em estudo relacionam-se a rochas ígneas e sedimentares da bacia sedimentar de Pernambuco (incluindo um raro granito de idade cretácea – 102 Ma, considerado o último ponto de ligação entre América do Sul e África, antes da ruptura final desses dois continentes).

O geólogo Carlos Schobbenhaus, coordenador nacional do Projeto Geoparques, o geógrafo Rogério Valença, coordenador regional do projeto na Superintendência Regional de Recife da CPRM, o Prof. Marcos Nascimento, do Departamento de Geologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e o geólogo Wilson Wildner, especialista em petrologia de rochas vulcânicas da Superintendência Regional de Porto Alegre da CPRM, visitaram diversos geossítios durante o período, entre eles o granito do Cabo de Santo Agostinho e rochas vulcânicas associadas, os traquitos da Praia de Itapoama, o riolito da Usina Ipojuca, os arenitos praiais (beachrocks), além de vários monumentos históricos do século XVI a XVIII.

A proposta de criação do Geoparque do Cabo de Santo Agostinho, que coincide em parte com a área do Parque Metropolitano Armando de Holanda Cavalcanti, tem como premissas básicas:

· contribuir para o desenvolvimento sustentável através do geoturismo, reforçando a identificação da população com sua região (popularização das geociências), promovendo o respeito ao meio ambiente e estimulando a atividade sócio-econômica;

· educar e ensinar ao grande público sobre temas geológicos e ambientais (educação) e prover meios de pesquisas para as geociências; e

· preservar o patrimônio geológico para futuras gerações (geoconservação).

Em Suape, foram apresentadas duas palestras “Projeto Geoparques do Brasil”, ministrada por Schobbenhaus, e “Patrimônio Geológico do Cabo de Santo Agostinho”, pelo professor Nascimento. Estava presente a equipe do Conselho de Administração do Programa de Recuperação e Implantação do Parque Metropolitano Armando de Holanda Cavalcanti (coordenado por Regina Arakaki ryy), incluindo representantes da Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho, Iphan, Fundarpe, Porto de Suape, EtnoAmbiental, entre outros.


(Fonte <> )

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