quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Geopark Araripe Apoia Eventos Desportivos

Foi realizado no sábado, 04/11, na sede do IBAMA Crato, a última etapa do campeonato cearense de maratona-mtb 6 horas. A prova reuniu 120 atletas de mountain bike dos estados de São Paulo, Pernambuco, Paraíba e Ceará que disputaram pontos no ranking do Ceará e o prêmio de R$500,00.

A competição, que está em sua 11ª edição, consiste num percurso de 9km em que os atletas têm que percorrer durante seis horas. O primeiro candidato a realizar o maior número de voltas, é o vencedor.

Para o diretor geral da Ecobikers, associação organizadora do mtb 6 horas, Ernesto Rocha, a importância do apoio do Geopark Araripe se deu no tocante às atividades do grupo, já que a organização trabalha com a conscientização dos atletas para a preservação da natureza. “O nosso objetivo é formar atletas ecologistas”, pontuou.

No blog http://caririmtb.blogspot.com/2010/11/mtb-6-horas-ceara-regulamento.htmlvocê pode acompanhar o resultado da competição.


Aproveito o espaço de divulgação do evento para expor algumas considerações pertinentes de nosso colega de grupo, Múcio Figueiredo, sobre a prática de trilhas em áreas protegidas:


"Pelo que tenho lido sobre impactos ambientais da prática de mountain bike em trilhas, a coisa é séria. Há diversos trabalhos demonstrando os mais diversos impactos. A IMBA (International Mountain Bike Association) tem se esforçado pelo lado da conservação e planejamento de trilhas, mas as pesquisas têm demonstrado que o melhor mesmo seria a prática deste esporte ser realizada em pistas especialmente construídas para esse fim.

Há muitas publicações de pesquisadores australianos e norte-americanos a respeito.

Mountain bike em trilhas comuns gera compactação do solo, com alterações nos índices de umidade, densidade de partículas, perda de matéria orgânica, etc. O conjunto de fatores torna o solo mais propenso à ação da erosão, resultando em rápido aprofundamento do leito da trilha. Isso leva os mountain-bikers a abandonar o leito antigo, criando trilhas paralelas que levarão ao mesmo problema.

Portanto, há de se realizar um minucioso planejamento do traçado ideal de trilhas para a prática de mountain-bike, levando em consideração aspectos como declividade, posição da trilha em relação ao sentido da encosta (ou vertente), classe de solo, características pedológicas físicas e químicas, entre outros aspectos não menos importantes e presentes nos diversos métodos de diagnóstico ambiental de trilhas de ambientes silvestres presentes na literatura técnica internacional."


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