quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Cursos no 46° CBG

Encerrou recentemente a votação para a escolha de cursos a serem ministrados durante o 46 Congresso Brasileiro de Geologia, que ocorrerá no final de setembro de 2012, na cidade de Santos/SP.
Dos 27 cursos para serem escolhidos, os 10 mais votados foram (em ordem de escolha), num total de votos de 1821.

1o - 221 votos: Reconhecimento de Paleossolos em sucessões sedimentares
2o - 151 votos: Carbonatos
3o - 147 votos: Evolução Tectônica da Bacias
4o - 126 votos: Interpretação Geofísica Aplicada a Industria de Petróleo
5o - 103 votos: Mapeamento de Áreas de Risco
6o - 85 votos: Geoquímica Ambiental
7o - 77 votos: Estruturas e Texturas de Rochas Vulcânicas
8o - 75 votos: AVALIAÇÃO DE GEOSSÍTIOS
9o - 75 votos: Geologia Estrutural Aplicada a Estabilização de Taludes
10o - 69 votos: Geologia Estrutural Aplicada a Hidrogeologia

Temos grandes chances de ter um curso na nossa área (Avaliação de Geossítios), tão importante para todos nós que nos preocupamos com a conservação de nossa geodiversidade.

(Por Marcos Nascimento)

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Conheça o Museu da Geodiversidade - UFRJ

Com um acervo de cerca de 20 mil minerais, rochas e fósseis, o Museu da Geodiversidade da UFRJ foi reinaugurado no mês de Setembro reforçando seu papel institucional como importante polo de divulgação e educação das Geociências no Brasil. O acervo abriga materiais raros, coletados por estudantes e professores do Departamento de Geologia, do Instituto de Geociências (Igeo) da UFRJ, em trabalhos de campo ao longo das últimas décadas. O espaço reúne uma das maiores coleções de fósseis no país, catalogada pelo sistema Paleo do Serviço Geológico do Brasil.

“O Museu da Geodiversidade não está preocupado apenas com rocha, fósseis e minerais. Está preocupado com o Sistema Terra, com as interações entre oceano e atmosfera, com as transformações climáticas, o que não é uma percepção muito comum nos museus, os quais geralmente têm uma visão muito cartesiana da questão do planeta”, explica o professor Ismar de Souza Carvalho, que também dirige o Instituto de Geociências da UFRJ





O trabalho no MGeo não se encerra com a organização e montagem das exposições. O acervo é permanentemente atualizado com novas descobertas trazidas pelo corpo docente e discente do Instituto de Geociências. Para que mantenha um caráter dinâmico, o espaço conta atualmente com o trabalho de duas museólogas, um historiador, um pedagogo e sete bolsistas. Para Patrícia Danza Greco, que ingressou em janeiro de 2009 como museóloga na UFRJ, o trabalho coletivo de técnico-administrativos, estudantes e professores contribuiu para consolidar o MGeo como instituição museológica.





“O museu é um processo de construção da identidade do próprio Instituto de Geociências, fazendo uma reflexão a respeito da necessidade de integrar Ensino, Pesquisa e Extensão e dar entendimento e visibilidade para os projetos que realizamos. Ao mesmo tempo, ele auxilia na construção de cidadania, pois futuras questões ambientais, transformações climáticas e desastres naturais serão uma tônica da nossa vida”, ressalta Ismar.




Conheça o Museu da Geodiversidade da UFRJ! É lindo!

Fonte: Jornal da UFRJ

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

UEPG Ganha Destaque com Trabalho de Professora na Europa


A professora Jasmine Cardozo Moreira do Departamento de Turismo e do Mestrado em Gestão do Território, da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) participou no período 9 a 13 deste mês, do Congresso Internacional de Geoturismo – Arouca 2011, realizado no Mosteiro da cidade de Arouca, Portugal. Na oportunidade Jasmine fez a apresentação do seu trabalho com o título “What do we mean when we say Geotourism" (O que queremos dizer quando abordamos Geoturismo), produzido em parceria com os professores Guillermo Melendez, do Departamento de Geologia, da Universidade de Zaragoza, Espanha; Georgia Fermeli, do Departamento de Historia Geológica e Palaeontológica, da Universidade de Atenas, Grécia; Angela Basso, do Departamento de Geologia da Universidade de Cagliari, Itália; e Julia Escorihuela, do Parque Geológico de Aliaga, Espanha.

O evento foi organizado pela Associação Geoparque Arouca (AGA) e pela Câmara Municipal de Arouca (CMA). A pesquisadora explica que este congresso buscou se firmar como um espaço de reflexão sobre os diversos aspectos que envolvem o turismo geológico e aparece como um segmento emergente dessa área, com visível expansão no mundo. O evento teve caráter inovador e integrou saídas de campo e visitas geoturísticas. Correspondendo à área administrativa do conselho daquela cidade portuguesa, o Arouca Geopark, com seus 41 sítios de interesse geológico (geossítios) inventariados é reconhecido pelo seu excepcional patrimônio geológico de relevância internacional, com destaque para as trilobites, (gigantes de Canelas), para as pedras parideiras da Castanheira e para os Icnofósseis do Vale do Paiva. Desde 2009, integra as Redes Europeia e Global de Geoparques sob a proteção da UNESCO.

No trabalho apresentado, Jasmine Moreira constata que o Geoturismo está ganhando reconhecimento progressivo da comunidade científica e da sociedade em geral. Para a pesquisadora, nos últimos anos geólogos têm se empenhado para dar visibilidade a esses valores geológicos, entendo que se trata de uma chave para desenvolver turismo. No entanto, quando os geólogos falam sobre Geoturismo, o significado é diferente, sendo geralmente confundido com outras atividades científicas, tais como a disseminação da pesquisa, o ensino ao público de temas relacionados à geociências, e a explicação de Geologia para as pessoas. “Devemos ser capazes de compreender o Geoturismo como uma atividade turística e usar a Geologia para atrair admiradores”, diz Jasmine.

Para a professora, é importante estarmos conscientes de que, ao falar sobre Geoturismo e seus componentes turísticos, além de Geologia se fala também de infraestrutura turística, alojamento, restaurantes, a qualidade dos acessos e serviços, aspectos culturais, merchandising e marketing. “O tema é o que venho desenvolvendo no meu pós-doutorado na Universidade de Zaragoza e este trabalho é importante, pois envolve pesquisadores da área da geologia (da Espanha, Grécia e Itália) juntamente com minha contribuição no que diz respeito ao turismo, mostrando mais uma vez que a UEPG está na vanguarda no que diz respeito aos estudos dessa temática não só no Brasil, mas também no mundo”, frisa. Jasmine ressalta também essa parceria entre pesquisadores de instituições internacionais, fator que vem ao encontro do processo de internacionalização e à mobilidade acadêmica empreendida pela UEPG. “Congressos como este é que propiciam uma interação maior entre os pesquisadores e a realização de contatos que futuramente podem se tornar parcerias” comenta.

Fonte < portaluepg.br >

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Congresso Internacional de Geoturismo - Arouca 2011 - Parte II




Nos últimos dias, de 9 a 13 de novembro, ocorreu em Portugal, o Congresso Internacional de Geoturismo (Arouca) que contou com mais de uma centena de participantes provenientes de 10 países: Alemanha, Brasil, Eslovénia, Espanha, Estados Unidos, Estônia, França Islândia, Polônia e Portugal.

Deste encontro resultou a Declaração de Arouca, proposta pela Comissão Organizadora em parceria com o Centro para os Destinos Sustentáveis da National Geographic Society, que pretende classificar o conceito de "geoturismo".

Declaração Arouca estabelece o seguinte:

1. Reconhece-se a necessidade de clarificar o conceito de geoturismo. Deste modo entendemos que geoturismo deve ser definido como o turismo que sustenta e incrementa a identidade de um território, considerando a sua geologia, ambiente, cultura, valores estéticos, património e o bem-estar dos seus residentes. O turismo geológico assume-se como uma das diversas componentes do geoturismo;


2. O turismo geológico é uma ferramenta fundamental para a conservação, divulgação e valorização do passado da Terra e da Vida, incluindo a sua dinâmica e os seus mecanismos, e permitindo ao visitante entender um passado de 4600 milhões de anos para analisar o presente com outra perspetiva e projetar os possíveis cenários futuros comuns para a Terra e a Humanidade;


3. A valorização do património geológico deve procurar ser inovadora e privilegiar a utilização de novas tecnologias de informação, de preferência para melhorar o conteúdo veiculado pelos clássicos painéis de informação;


4. Recorrentemente as experiências de valorização e informação do património geológico não são inteligíveis pelo público em geral. Normalmente deparamos com autênticos tratados científicos que, ao usarem uma linguagem altamente especializada, implicam a incompreensão dos visitantes e limitam a sua utilidade turística. A disponibilização de informação deverá ser acessível e inteligível para o público em geral, vertida em poucos conceitos básicos e apresentados de forma clara, em resultado da conjugação dos esforços de cientistas, especialistas de interpretação e técnicos de design.


5. Entendemos assim ser tempo de relembrar os princípios básicos de interpretação propostos em 1957 por Freeman Tilden e de aplicá-los ao património geológico:

- Toda a valorização do património geológico que não se adeqúe, de uma forma ou de outra, à personalidade ou à experiência de vida de um visitante é estéril;
- A informação não é interpretação. A interpretação é uma revelação baseada na informação. As duas coisas são totalmente diferentes, mas toda a interpretação apresenta informação;
- A interpretação de um espaço natural deve provocar e despertar a curiosidade e a emoção muito mais do que ensinar;


6. Encorajamos os territórios a desenvolver o geoturismo, focado não apenas no ambiente e no património geológico, mas também nos valores culturais, históricos e cénicos. Neste sentido, incentivamos o envolvimento efetivo entre cidadãos locais e visitantes, para que estes não se restrinjam ao papel de turistas espectadores, ajudando assim a construir uma identidade local, promovendo aquilo que é autêntico e único no território. Desta forma conseguiremos que o território e os seus habitantes obtenham integridade ambiental, justiça social e desenvolvimento económico sustentado.

Geopark Arouca, Portugal, 12 de novembro de 2011.

(Informação fornecida por Prof. Dr. José Brilha)

domingo, 6 de novembro de 2011

36° Assembléia Geral da UNESCO

Durante a 36° Assembléia Geral da UNESCO, ocorrida nos últimos dias em Paris, a Comissão de Ciência aprovou uma resolução que vem reforçar a ligação entre a UNESCO e a Rede Global de Geoparques. No documento, entre outras solicitações ao Diretor-Geral, destaca-se:

  • examinar a criação de um possível programa de Geoparques da UNESCO;
  • discutir e formalizar as linhas de base deste programa; seus métodos de trabalho, questões de competência, o envolvimento dos representantes e relevantes parceiros oficiais;
  • explorar as oportunidades de captação de recursos que permitiria à UNESCO fortalecer as redes internacionais e ajudar projetos de Geoparks em países emergentes, com foco especial na América Latina, Caribe e África;

"Está aberta a possibilidade da UNESCO vir a criar, no futuro, um programa oficial de Geoparks, reforçando a importância das Geociências nessa Instituição" (José Brilha).

Publicações 2011

Estamos chegando ao fim de mais um ano de pesquisas e temos uma parcial dos trabalhos produzidos e publicados ao logo do ano de 2011:

36 trabalhos no Simpósio de Geologia do SE
18 trabalhos no Simpósio de Geologia do NE
09 trabalhos no Simpósio de Geologia da Amazônia
03 trabalhos no Simpósio de Geologia do Centro-Oeste
57 trabalhos no Congresso Brasileiro de Paleontologia
15 trabalhos no Congresso Nacional de Educação Ambiental

Sem falar dos 100 trabalhos no I Simpósio Brasileiro de Patrimônio Geológico
Portanto, só em 2011 foram publicados 238 trabalhos em eventos.

(Levantamento realizado por Marcos Nascimento).

Núcleo de Pesquisa em Patrimônio Geológico da USP

Foi criado, no Instituto de Geociências da USP, o Núcleo de Pesquisa em Patrimônio Geológico e Geoturismo (GeoHereditas) e conta com membros da Escola de Artes, Ciências de Humanidades e do Instituto de Biociências, do Instituto Geológico e da Espanha.

Um das primeiras atividades do Núcleo foi a realização do I Workshop em Patrimônio Geológico e Geoturismo, ocorrido no dia 24 de setembro de 2011.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Projeto "Geoturismo: conhecendo Pernambuco"

O projeto está inserido no programa de apoio à divulgação e popularização de ciência e tecnologia, financiado pela Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (FACEPE). O programa propõe o desenvolvimento de medidas que venham a disseminar e popularizar a ciência, a fim de fortalecer e democratizar as informações aproximando de maneira informal um público bastante heterogêneo.

O Litoral Sul pernambucano na região que compreende os municípios do Cabo de Santo Agostinho e Ipojuca, apresenta características ímpares por conter em sua Geologia rochas vulcânicas e plutônicas com cerca de 102 m.a. Tais rochas marcam um dos estágios de separação da América do Sul e África, e consequente formação do oceano Atlântico. O conhecimento adequado, sua localização e importância para história geológica local e global tornam a área muito interessante do ponto de vista do turismo científico/educacional, e também do Geoturismo, já que este está intimamente relacionado à Geoconservação e a Geodiversidade, o que representa além da divulgação, a preservação do patrimônio geológico.

A área escolhida para elaboração deste projeto situada no município do Cabo é composta pelas praias de Gaibu, Calhetas, Paraíso e Suape, as mesmas apresentam geomorfologia bastante variada, onde aflora o granito do Cabo de Santo Agostinho. No território cabense encontra-se, também, o Parque Metropolitano Armando de Holanda Cavalcanti, localizado entre as praias de Gaibu e Suape (Vila de Nazaré) que abriga uma história fascinante e tem seus monumentos tombados pela FUNDARPE (Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco).

O objetivo é divulgar para o grande público (incluindo turistas que são atraídos pela beleza das praias) a ocorrência destas rochas, sua localização e importância, uma vez que marcam a separação entre Brasil e África e a conseqüente formação do oceano Atlântico.

A primeira etapa do projeto trata-se da fixação de placas informativas, desenvolvidas por equipe multidisciplinar, preocupada em manter uma linguagem clara e objetiva, a fim de alcançar o público mais diverso possível. Ainda foram inseridos mapas e fotografias, todos com legendas explicativas objetivando uma maior leveza as placas.

Parte da primeira etapa do projeto já se encontra concluída, três placas medindo 2,00 x 1,50m estão dispostas no Espaço Ciência, enorme museu a céu aberto localizado em Olinda/PE. Com o objetivo de trabalhar melhor a informação direcionada aos visitantes foram selecionados dois monitores graduandos em Geologia, que estão trabalhando no Espaço Ciência.

Em um segundo momento serão fixadas placas in situ, em lugares estratégicos, como por exemplo, sobre o granito do Cabo, marco da história geológica da América do Sul.

Em sua segunda etapa serão confeccionadas cartilhas explicativas e educativas sobre a origem das rochas vulcânicas na região e sua importância como marcadoras da abertura do oceano Atlântico e a quebra do continente Gondwana. A cartilha será elaborada de forma a proporcionar o aprendizado com prazer.

Ainda fazem parte do projeto a criação de cartões postais com as placas das rochas em estudo, bem como a realização de cursos para formação de guias, com palestras, que serão apresentadas em escolas da rede pública e privada da região.

Com base em informações obtidas através de leituras pertinentes ao tema, observações feitas in loco e na troca de experiência com colegas da área reconhecemos que ainda há muito por fazer e aprender. No entanto, cremos que as medidas aqui propostas, atreladas a idéias que com certeza surgirão ao longo de outras pesquisas realizadas, conseguirão popularizar a ciência geológica e contribuir para sua maior absorção em meio à sociedade, independente de faixa etária, classe social ou meio de atuação.

A Equipe é formada por: Prof. Gorki Mariano (Coordenador); Thaís Guimarães (UFPE); Edjane Maria dos Santos (UFPE) e Rodrigo Tavares Andrade (UFPE)


Foto 01: Alunos do ensino Fundamental, recebendo algumas informações através do Prof. Gorki Mariano (Espaço Ciência, Olinda, 19/08/11).


Foto 02: Placa fixada no Espaço Ciência, com ênfase no Granito do Cabo. Praia de Gaibu - Cabo de Santo Agostinho/PE (Espaço Ciência, Olinda, 19/08/11)


Foto 03: Placa fixada no Espaço Ciência, referente ao Neck Vulcânico (Riolito) localizado em Ipojuca/PE. (Espaço Ciência, Olinda, 19/08/11)


Foto 04: Modelo de placa indicadora das placas do projeto no parque metropolitano Armando de Holanda Cavalcanti a ser exposta na próxima etapa do projeto. O objetivo é fixá-la in situ, em local de destaque.

(Texto de Thaís Guimarães)

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

E Mais Um Sucesso do Trinômio - SBPG!!

SUCESSO, esta é a palavra certa para definir o que foi o I Simpósio Brasileiro de Patrimônio Geológico e o II Congresso Latino-Americano e Caribenho de Iniciativas em Geoturismo, ocorrido entre os dias 14 e 17 de Setembro de 2011, na cidade do Rio de Janeiro (com certeza a capital da geodiversidade brasileira).

As palestras foram todas de alto nível com palestrantes carismáticos e que se preocuparam em transmitir de forma simples, direta e precisa seus temas abordados. Verdadeiras aulas. Um momento muito enriquecedor.

As discussões, trocas de informações e idéias foi outro ponto forte do evento. Estas permitiram um amadurecimento de todos que estudam/pesquisam os 4 GEO's (geodiversidade, geoconservação, geoturismo e geoparques) no Brasil e porque não, na América Latina e Caribe.

Os momentos de confraternização dentro e fora do evento também foram excelentes. Conhecer novas pessoas e suas culturas e gostos foi muito gratificante.

E o que falar do Museu da Geodiversidade e da Excursão Caminhos de Darwin? Vamos deixar para uma outra postagem no blog =)

Todos estão de PARABÉNS!

Algumas fotos...


Palestra de abertura com José Brilha (UMinho - Portugal)


Homenagem à Prof. Kátia Mansur (UFRJ)


Palestra com Jesus Salazar (Fundação Venezuelana de Geoparks)


Palestra de Matteo Garofano (Itália)

Exposições


Mais de 150 trabalhos apresentados


Muitos debates na palestra de Carlos Schobbenhaus (Serviço Geológico do Brasil)

Texto de Marcos Nascimento

sábado, 10 de setembro de 2011

Exposição Memórias da Terra

Próximo dia 14 de setembro de 2011, o Museu da Geodiversidade da UFRJ promoverá a Exposição Memórias da Terra.

O evento faz parte da programação do I Simpósio Brasileiro de Patrimônio Geológico.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Tese Sobre Geoconservação Vence Prêmio Científico Casa da América Latina / Santander

O Prêmio Científico Casa da América Latina/Santander Totta tem como por objetivo contribuir para o desenvolvimento de uma cultura de rigor e de excelência, estimulando e reconhecendo a formação de estudantes portugueses e latino-americanos em temas de qualquer interesse mútuo para Portugal e a América Latina ou que constituam a contribuição de estudantes portugueses para assuntos referentes à América Latina e vice-versa. Este Prêmio visa distinguir a melhor tese de Doutoramento de um aluno oriundo de Portugal ou de um país da América Latina que tenha concluído o 3° ciclo em uma Universidade portuguesa ou latino-americana no âmbito dos estudos acima referidos. O Prêmio contempla duas categorias: 1. Ciências Sociais e Humanas e 2. Tecnologias e Ciências Naturais.

O juri de atribuição do Prêmio, reunido em 27 de julho de 2011, deliberou por unanimidade, premiar na categoria Tecnologias e Ciências Naturais, Ricardo Galeno Fraga de Araújo Pereira, brasileiro, pela sua tese desenvolvida no Departamento de Ciências da Terra da Escola de Ciências da UMinho (Portugal), sob orientação do Prof. Dr. José Bernardo Brilha, intitulada "Geoconservação e Desenvolvimento Sustentável na Chapada Diamantina, Bahia, Brasil".

A cerimônia de entrega do prêmio será em Lisboa no dia 08 de novembro de 2011.

Parabéns Ricardo!!
a propósito, eu utilizo na minha dissertação a metodologia de quantificação do patrimônio geológico elaborada por ele, em sua tese.

Resumo da Tese:
A conservação de elementos do património natural constitui uma necessidade para a manutenção da qualidade de vida de todas as espécies que habitam o planeta Terra. Mais do que isto, a conservação destes elementos reveste-se de um valor científico incalculável, uma vez que eles guardam a explicação para origem e evolução deste planeta e de todas as formas de vida que nele habitam. É importante considerar que a conservação deste património, não consiste apenas em ações restritivas, mas o seu uso para o lazer, na forma do turismo, ou para fins educativos e científicos, pode contribuir para o fortalecimento de identidades territoriais e representar uma atividade geradora de renda, fomentando o desenvolvimento sustentável. O património natural é composto por elementos bióticos, que integram a biodiversidade, e elementos abióticos, que compõem a geodiversidade. Historicamente, todas as iniciativas voltadas para a conservação deste património estiveram focadas, na sua quase totalidade, na conservação dos seus componentes bióticos, de modo que a conservação da natureza acabou por ser quase que um sinónimo exclusivo desta vertente. Todavia, a conservação dos elementos de destaque da geodiversidade, cujo conjunto representa o património geológico, é conhecida por geoconservação e foi relegada a um papel menor, ou mesmo inexistente, dentro das temáticas de conservação da natureza. No final da década de 80, do século XX, a geoconservação começa a despontar no cenário mundial. Antes desta época, as iniciativas focadas na conservação do património geológico se davam de maneira esparsa ou isolada, e praticamente restrita ao continente europeu. Entretanto, após a criação da Global Indicative List of Geological Sites - GILGES, no ano de 1989, pela International Union of Geological Sciences - IUGS, esta temática começa a ser sistematizada e difundida em nível global. A Chapada Diamantina é uma região situada na porção central do estado da Bahia, no nordeste brasileiro, dentro do contexto geológico do Cráton do São Francisco. Este território abriga uma geodiversidade constituída por um conjunto de rochas sedimentares, localmente com baixo grau de metamorfismo, de idade proterozóica, reunidas estratigraficamente nos Grupos Rio dos Remédios, Paraguaçu, Chapada Diamantina e Una. Sobre estas rochas se desenvolveram relevos serranos, planaltos e sistemas cársticos, que hoje em dia representam importantes atrativos turísticos. Para além disto, esta geodiversidade guarda informações importantes para a compreensão da evolução geológica do planeta Terra, desde o Éon Proterozóico. No âmbito desta tese de doutoramento foi realizado um inventário do património geológico da Chapada Diamantina, que resultou em um levantamento de 40 geossítios, na sua maioria de interesse geomorfológico. Em seguida estes geossítios foram sujeitos a uma valoração, através de uma proposta de metodologia baseada em quatro categorias de valores: intrínseco (Vi), científico (Vci), turístico (Vt) e de uso e gestão (Vug). A partir destes valores foram calculados os usos potenciais para fins científicos (VUC), turísticos (VUT), de conservação (VC) e a Relevância (R) dos locais inventariados. Para os locais que obtiveram VC acima da média obtida para o conjunto de geossítios, foram propostas ações de interpretação, valorização, divulgação e monitoramento. Estas ações integram um plano de geoconservação, cuja implementação poderá contribuir para a criação de geoparques. Neste sentido, foi também proposta, no âmbito deste plano, uma metodologia para a delimitação destas unidades, baseando-se na interseção dos limites municipais, com os limites geológicos, estruturais e morfológicos da Chapada Diamantina. Como resultado desta metodologia propôs-se a criação de três geoparques na região. O plano de geoconservação e a proposta para criação de geoparques deverão contribuir para conservação, valorização e promoção e do património geológico da Chapada Diamantina. Estas propostas também vão contribuir para a criação de alternativas sustentáveis de geração de renda através do geoturismo, favorecendo a consolidação do desenvolvimento sustentável naquele território e o fortalecimento da sua identidade cultural.

sábado, 3 de setembro de 2011

Encontro de Ecologia - UFPB

Ocorrerá entre os dias 23 e 25 de novembro de 2011 o Encontro de Ecologia da UFPB, Campus IV, na cidade Rio Tinto - PB.

O evento terá como um dos eixos temáticos "Geodiversidade, Geoconservação e Geoturismo" e ainda a palestra "O ambiente é o todo: inclusão da geodiversidade no debate ecológico" ministrada pelo Prof. Dr. Marcos Nascimento.


Mais informações no SITE

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Participação Confirmada de Matteo Garofano no SBPG


Está confirmada a presença no I Simpósio Brasileiro de Patrimônio Geológico do italiano Matteo Garofano, autor, em 2003, do primeiro livro a levar o título (e conteúdo específico) "Geoturismo".

Ele é responsável por um site dedicado à temática LINK

No site há uma página com diversos livros dedicados ao geoturismo.





Informação prestada por Virgínio Mantesso-Neto

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Lançamento do Livro "Geoturismo no Karst"


Durante o I Simpósio Brasileiro de Patrimônio Geológico haverá o lançamento do livro "Geoturismo no Karst" de nosso amigo Gil PieKarz, que já me presenteou com outro livro de sua autoria "Geoturismo em Curitiba".

Este livro faz parte da série Roteiros Geoturísticos do Paraná, programa iniciado pelo Serviço Geológico do Estado do Paraná (MINEROPAR). Esta série procura difundir o conhecimento geocientífico por meio do turismo, como recurso de educação informal. Além disso, o levantamento do patrimônio geológico desperta a consciência ambiental e conduz à preservação de sítios geológicos importantes, dentro dos princípios da geoconservação.


quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Quadrilátero Ferrífero Concorre para ser Reconhecido na Rede Geopark

Considerada a maior província mineral do Brasil, o Quadrilátero Ferrífero está perto de ser reconhecido não só por seus minérios, mas por seus valores ecológicos, arqueológicos, históricos e culturais, tornando-se um dos 77 Geoparks reconhecidos pela Rede Global de Geoparks.

Foi esse o compromisso firmado na última reunião do dia 11 de agosto, no qual a reitoria da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) indicou os professores Carlos Alberto Pereira e Issamu Endo para integrarem o Comitê de Gestão do Geopark Quadrilátero Ferrífero. Além deles, o geólogo Paulo de Tarso Amorim, um dos participantes do Dossiê de Candidatura, também foi indicado.

Entre as ações deste Comitê está a implantação de um Mapa Turístico do Geopark, uma importante ferramenta no reconhecimento e melhor aproveitamento do patrimônio geológico, que deverá ser lançada na próxima semana.

A região do Quadrilátero Ferrífero é sede de Áreas de Proteção Ambiental e Unidades de Conservação como o Parque Estadual do Itacolomi, a Floresta Uaimii e a Estação Ecológica de Tripuí.

A avaliação para a adesão do Geopark Quadrilátero Ferrífero à Rede Global de Geoparks acontece entre os dias 27 de agosto e 02 de setembro.

O Dossiê completo do Geopark pode ser baixado através do SITE

12° Simpósio de Geologia do Sudeste


O 12° Simpósio de Geologia do Sudeste e o V Simpósio Nacional de Ensino e História das Ciências de Terra serão realizados na cidade de Nova Friburgo - RJ, entre os dias 8 e 11 de novembro de 2011.

No próximo dia 31 de agosto encerra o prazo de submissão dos resumos, lembrando que há uma sessão, desde 2005, dedicada ao Patrimônio Geológico.

Mais informações no site do EVENTO

46° CBG - Participe e Vote nos Mini-Cursos


O 46 CBG abriu uma votação para escolher quais os minicursos que serão realizados no evento. Assim você votando irá auxiliar a Comissão na definição de quais serão realizados. A votação se encerra no dia 23 de outubro de 2011.

Dentre os vários temos três diretamente relacionados aos 3 GEO´s, são eles:

02
06
24

Portanto pessoal votem e ajude a termos pelo menos um desses minicursos selecionados. Quem sabe os três.

Para votar basta ir em http://www.46cbg.com.br/index.php/minicursos.html

Obrigada pela informação Marcos Nascimento ;)

domingo, 21 de agosto de 2011

Excursão Caminhos de Darwin - SBPG


A excursão Caminhos de Darwin será realizada durante o I Simpósio Brasileiro de Patrimônio Geológico, a ser realizado entre os dias 14 a 17 de setembro de 2011 na cidade do Rio de Janeiro.

A atividade será realizada dia 17 (sábado) com saída da praça XV de Novembro (centro)

Programação:

  • Praça XV - contexto histórico da passagem de Darwin pelo Brasil e geoturismo urbano;

  • Travessia da Baía da Guanabara;

  • Darwin na Praia Grande (Niterói);

  • Mirante do MAC - Museu de Arte Contemporânea de Niterói e a Baía de Guanabara;
  • MAI - Museu de Arqueologia de Itaipu e sítio arqueológico;
  • Caminho de Darwin no Parque Estadual da Serra da Tiririca (caminha de 1h);
  • Fazenda Itaocaia;
  • Confraternização com samba, chorinho, e feijoada no Quilombo do Grotão.
Vagas limitadas. Mais informações no site do evento

E quem foi Darwin?

Nascido no século XIX, Charles Robert Darwin (1809-1882) é o cientista mais conhecido do século XXI. Ele foi o criador da teoria evolutiva que explica a origem de todas as espécies por meio da seleção natural.

Foi pioneiro na geologia, criando teorias importantes para o surgimento de ilhas oceânicas e explicações corretas para os mecanismos que geram movimentos ascendentes da cordilheira dos Andes. Foi ainda o iniciador da etologia, ciência que estuda o comportamento dos animais. Mentor da moderna ecologia, por ter criado os conceitos de "nicho ecológico" e "ecossistema".

Naturalista, biólogo, etólogo, taxonomista, geólogo, ecólogo e ainda, pai da biogeografia. Suas contribuições fundamentais em todas as ciências podem explicar porque Darwin é um gigante entre gigantes!

Veja esse vídeo com uma palestra proferida por Aziz Nacib Absáber durante o evento Leituras de Darwin, ocorrido em 2009, em São Paulo >> VÍDEO.

Curso de Geoturismo


Olá leitores,

depois de quase um mês sem postagens, não por falta de informações, mas por falta de tempo mesmo, venho divulgar o Curso de Geoturismo promovido pelo Geoparque Bodoquena-Pantanal.

O curso será ministrado pela Prof. Dr. Jasmine Cardozo Moreira, docente do Departamento de Turismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa.

Será de 23 a 25 de Agosto de 2011 na UFMS - Campus Bonito, das 13h às 18h e será gratuito.

Programa:

  • Geoturismo: definição e características;
  • Geodiversidade e Geoconservação: aspectos principais em relação ao geoturismo;
  • Interpretação ambiental do patrimônio geológico;
  • Educação ambiental e exemplos de Projetos Educacionais através do geoturismo e patrimônio geológico;
  • Geoparques: Rede Mundial de Geoparques;
  • Potencial brasileiro para o geoturismo e atividades que já estão sendo realizadas.
Mais informações: 3255-5409


terça-feira, 26 de julho de 2011

GGG no II Congresso Nacional de Educação Ambiental



Abaixo temos os primeiros trabalhos aprovados para o tema Geodiversidade e Geoconservação no II Congresso Nacional de Educação Ambiental que ocorrerá entre 12 e 15 de outubro de 2011, em João Pessoa/PB.

Lembrando que a data final para envio dos trabalhos é 30/07 (sábado)

EIXO 16 - GEODIVERSIDADE E GEOCONSERVAÇÃO

“Potencial Geoturístico Em Unidades de Conservação: Um Estudo do Parque Estadual da Pedra da Boca – PB”.

Márcio Balbino Cavalcante

“Evolução e Caracterização Geomorfológica de Juazeiro do Norte/CE: Uma Contribuição ao Estudo dos Impactos Ambientais Urbanos.”

Geislam Gomes de Lima

“Caracterização Geoambiental da Borda Oriental da Microrregião do Litoral Sul da Paraíba, Brasil”.

Tamires Silva Barbosa

“Características Geofísicas e Ambientais do Inselbergue Espinho Branco do Município de Patos – PB”.

Elenide de Sousa Martins

“Educação Ambiental em Áreas de Geopark: A Formação do Cidadão Ecológico”.

Paulo Wendell Alves de Oliveira

“Geoconservação e Desenvolvimento Socioeconômico no Parque Nacional de Pedra Caída – MA”

Rosilda Costa de Almeida

“Geopark Araripe Possibilidades para a Educação Ambiental”

Ayslanne Amâncio Lucas

Detalhes em www.cnea.com.br

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Museu de Paleontologia Disponibiliza Hospedagem para Pesquisadores



O Museu de Paleontologia de Santana do Cariri/URCA, instalou 03 dormitórios com capacidade para atender 13 pessoas e uma lanchonete. A medida é para atender a demanda de pesquisadores e estudantes que visitam o Museu.

Tanto o dormitório quanto a lanchonete estão localizados nas dependências técnicas do prédio. Atualmente a cidade Santana do Cariri não possui rede hoteleira para atender aos visitantes. Essa medida, segundo o diretor técnico do MPSC, João Kerensky, é para suprir a carência da cidade em termos de hospedagem. "Os pesquisadores antes tinham que se hospedar em Nova Olinda ou no Crato, dificultando o acesso ao Museu e a pesquisa", ressalta.

O técnico explica ainda que os interessados devem entrar em contato com antecedência pelos telefones (88) 3545-1206 (85) 8708-1736, falar com Roberta Távora ou João Kerensky. O preço das diárias variam : estudantes de graduação (R$10,00); estudantes de mestrado ou doutorado (R$ 15,00) e para demais pesquisadores (R$20,00).

Aproveitem e conheçam o site do Geopark Araripe

Projeto Geoparque Costões e Lagunas - RJ

Cabo Frio - RJ
Fonte: google imagens


A geologia do Rio de Janeiro, vai conceber mais um benefício ambiental para o Estado. Em setembro, o Departamento de Recursos Minerais (DRM), apresentará à Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), o Projeto Geoparques Costões e Lagunas, que visa a criação do segundo Geoparque das Américas, com abrangência de 15 municípios do litoral fluminense, de Maricá a São João da Barra.

Para dar chancela a UNESCO leva em consideração quesitos com biodiversidade, importância científica, geológica, histórica, cultural e turística da região. Atualmente existem 77 geoparques no mundo e o único latino-americano é o Geopark Araripe, criado em 2006, no Ceará. Os estados de Minas Gerais e Mato Grosso do Sul já apresentaram propostas e pleiteiam o selo, que garante o reconhecimento mundial, através da Rede Global de Geoparks, estimulando o turismo científico e cultural.

"A nossa intenção é levar à população o conceito de que Geologia, arqueologia e a ação do homem tem papel relevante para a humanidade. É preciso preservar essa cultura e melhorá-la, transformando estes locais em pontos turísticos. O conceito de geoparque vem ao encontro da ideia de trazer desenvolvimento voltado para a vocação da região, explorando não só o turismo, mas outras atividades que gerem renda à população e incentive a criação de empregos, sem perder o enfoque da conservação" - afirma Débora Toci, diretora do departamento de Mineração e Meio Ambiente do DRM.

A sede ficará na Fazenda Campos Novos, em Cabo Frio e prevê a construção de um museu para reunir objetos e documentos que contem a história e relevância científica dos 104 geossítios já mapeados , unidades de conservação e outros recursos naturais envolvidos. Estão previstas atividades de educação ambiental, criação de novas trilhas ecológicas e atrações turísticas. Os representantes das cidades envolvidas tem participação ativas nas audiências públicas e palestras promovidas pelo DRM.

O projeto que já envolve 40 instituições públicas e privadas como a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e de Zurique, da Alemanha, teve início a partir do Projeto Caminhos Geológicos, que inclui o trajeto percorrido pelo naturalista Charles Darwin, em 1832. O objetivo é divulgar a origem dos monumentos geológicos do Estado e garantir sua preservação através da identificação por placas e a realização de atividades educativas.

Fonte: geodireito.com
Meus agradecimentos à Maria Aparecida pela informação. =D

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Guia Geológico de Fernando de Noronha


Quem for visitar Fernando de Noronha, não pode deixar de conferir o Guia Geológico de Fernando de Noronha escrito por Jasmine Moreira e com fotos de Nice Guerrieiro

Para comprar o livro acesse o LINK

E para ler, acesse o LINK


Palestra Geoparque dos Costões Rochosos e Lagunas

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Serviços Públicos de São João da Barra (SEMASP) convida a todos a participarem, no dia 29/07/2011, sexta-feira, às 9 horas, na recém-restaurada Casa da Câmara e Cadeia Pública, de 1797, atual Casa de Cultura João Oscar do Amaral Pinto, da palestra "Geoparque dos Costões Rochosos e Lagunas" - importante projeto de nível nacional e internacional que engloba vários municípios entre Maricá e São João da Barra, no Estado do Rio de Janeiro - a ser ministrada pelas Dras. Kátia Mansur (UFRJ) e Gisele Vasconcelos (ETH Zurich) e o Dr. Álvaro Cruz (Secretaria Estadual de Trabalho e Renda).

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Piauí é Rico em Ferro

O superintendente regional do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), residência Teresina, Antônio Reinaldo Soares Filho, informou que a instituição concluiu os mapeamentos geológicos feitos nos municípios Coronel José Dias e Avelino Lopes, sudeste do Piauí. O trabalho foi encerrado com duas folhas (mapas) que foram enviados para o Departamento de Marketing da CPRM , para que sejam impressas e lançadas em outubro, em audiência pública, no Palácio de Karnak, sede do Governo.

Segundo Reinaldo Soares, nos dois municípios foram encontradas grandes ocorrências de ferro.

"São regiões potencialmente mineradoras, geradoras de muita riqueza, mas a gente precisar incentivar as empresas que vierem explorar o minério a beneficiá-lo com uma cadeia de siderúrgicas. Não é preciso ser uma grande siderúrgica, mas uma minisiderúrgica. Com isso a gente agrega valor ao nosso mineral, gerando riqueza na região".

Os solos da região de Coronel José Dias e Avelino Lopes estão sob estruturas Cristalinas. Existem máquinas de desmonte para extrair o minério em grande profundidades, mas nesta região o minério está aflorando. As mineradoras já podem explorar o ferro na superfície.

Os últimos mapeamentos feitos pela CPRM no Piauí ja passam de dez anos. O último mapeamento tinha sido feito na região de Riacho Queimado, que corresponde aos municípios de Paulistana e Queimada Nova, que serviram como guia para a seleção de áreas que as grandes mineradoras estão fazendo pesquisas para exploração de ferro e manganês.

A Companhia Siderúrgica Nacional está interessada em pesquisar e explorar os minerais ferromagnesianos do Piauí. A empresa é de Volta Redonda, Rio de Janeiro.

Atualmente são oito geólogos responsáveis pelo mapeamento da área.

Temos aí uma excelente área carente em pesquisas ;)

Fonte: Portal Meio Norte.
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