quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Cursos no 46° CBG

Encerrou recentemente a votação para a escolha de cursos a serem ministrados durante o 46 Congresso Brasileiro de Geologia, que ocorrerá no final de setembro de 2012, na cidade de Santos/SP.
Dos 27 cursos para serem escolhidos, os 10 mais votados foram (em ordem de escolha), num total de votos de 1821.

1o - 221 votos: Reconhecimento de Paleossolos em sucessões sedimentares
2o - 151 votos: Carbonatos
3o - 147 votos: Evolução Tectônica da Bacias
4o - 126 votos: Interpretação Geofísica Aplicada a Industria de Petróleo
5o - 103 votos: Mapeamento de Áreas de Risco
6o - 85 votos: Geoquímica Ambiental
7o - 77 votos: Estruturas e Texturas de Rochas Vulcânicas
8o - 75 votos: AVALIAÇÃO DE GEOSSÍTIOS
9o - 75 votos: Geologia Estrutural Aplicada a Estabilização de Taludes
10o - 69 votos: Geologia Estrutural Aplicada a Hidrogeologia

Temos grandes chances de ter um curso na nossa área (Avaliação de Geossítios), tão importante para todos nós que nos preocupamos com a conservação de nossa geodiversidade.

(Por Marcos Nascimento)

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Conheça o Museu da Geodiversidade - UFRJ

Com um acervo de cerca de 20 mil minerais, rochas e fósseis, o Museu da Geodiversidade da UFRJ foi reinaugurado no mês de Setembro reforçando seu papel institucional como importante polo de divulgação e educação das Geociências no Brasil. O acervo abriga materiais raros, coletados por estudantes e professores do Departamento de Geologia, do Instituto de Geociências (Igeo) da UFRJ, em trabalhos de campo ao longo das últimas décadas. O espaço reúne uma das maiores coleções de fósseis no país, catalogada pelo sistema Paleo do Serviço Geológico do Brasil.

“O Museu da Geodiversidade não está preocupado apenas com rocha, fósseis e minerais. Está preocupado com o Sistema Terra, com as interações entre oceano e atmosfera, com as transformações climáticas, o que não é uma percepção muito comum nos museus, os quais geralmente têm uma visão muito cartesiana da questão do planeta”, explica o professor Ismar de Souza Carvalho, que também dirige o Instituto de Geociências da UFRJ





O trabalho no MGeo não se encerra com a organização e montagem das exposições. O acervo é permanentemente atualizado com novas descobertas trazidas pelo corpo docente e discente do Instituto de Geociências. Para que mantenha um caráter dinâmico, o espaço conta atualmente com o trabalho de duas museólogas, um historiador, um pedagogo e sete bolsistas. Para Patrícia Danza Greco, que ingressou em janeiro de 2009 como museóloga na UFRJ, o trabalho coletivo de técnico-administrativos, estudantes e professores contribuiu para consolidar o MGeo como instituição museológica.





“O museu é um processo de construção da identidade do próprio Instituto de Geociências, fazendo uma reflexão a respeito da necessidade de integrar Ensino, Pesquisa e Extensão e dar entendimento e visibilidade para os projetos que realizamos. Ao mesmo tempo, ele auxilia na construção de cidadania, pois futuras questões ambientais, transformações climáticas e desastres naturais serão uma tônica da nossa vida”, ressalta Ismar.




Conheça o Museu da Geodiversidade da UFRJ! É lindo!

Fonte: Jornal da UFRJ

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

UEPG Ganha Destaque com Trabalho de Professora na Europa


A professora Jasmine Cardozo Moreira do Departamento de Turismo e do Mestrado em Gestão do Território, da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) participou no período 9 a 13 deste mês, do Congresso Internacional de Geoturismo – Arouca 2011, realizado no Mosteiro da cidade de Arouca, Portugal. Na oportunidade Jasmine fez a apresentação do seu trabalho com o título “What do we mean when we say Geotourism" (O que queremos dizer quando abordamos Geoturismo), produzido em parceria com os professores Guillermo Melendez, do Departamento de Geologia, da Universidade de Zaragoza, Espanha; Georgia Fermeli, do Departamento de Historia Geológica e Palaeontológica, da Universidade de Atenas, Grécia; Angela Basso, do Departamento de Geologia da Universidade de Cagliari, Itália; e Julia Escorihuela, do Parque Geológico de Aliaga, Espanha.

O evento foi organizado pela Associação Geoparque Arouca (AGA) e pela Câmara Municipal de Arouca (CMA). A pesquisadora explica que este congresso buscou se firmar como um espaço de reflexão sobre os diversos aspectos que envolvem o turismo geológico e aparece como um segmento emergente dessa área, com visível expansão no mundo. O evento teve caráter inovador e integrou saídas de campo e visitas geoturísticas. Correspondendo à área administrativa do conselho daquela cidade portuguesa, o Arouca Geopark, com seus 41 sítios de interesse geológico (geossítios) inventariados é reconhecido pelo seu excepcional patrimônio geológico de relevância internacional, com destaque para as trilobites, (gigantes de Canelas), para as pedras parideiras da Castanheira e para os Icnofósseis do Vale do Paiva. Desde 2009, integra as Redes Europeia e Global de Geoparques sob a proteção da UNESCO.

No trabalho apresentado, Jasmine Moreira constata que o Geoturismo está ganhando reconhecimento progressivo da comunidade científica e da sociedade em geral. Para a pesquisadora, nos últimos anos geólogos têm se empenhado para dar visibilidade a esses valores geológicos, entendo que se trata de uma chave para desenvolver turismo. No entanto, quando os geólogos falam sobre Geoturismo, o significado é diferente, sendo geralmente confundido com outras atividades científicas, tais como a disseminação da pesquisa, o ensino ao público de temas relacionados à geociências, e a explicação de Geologia para as pessoas. “Devemos ser capazes de compreender o Geoturismo como uma atividade turística e usar a Geologia para atrair admiradores”, diz Jasmine.

Para a professora, é importante estarmos conscientes de que, ao falar sobre Geoturismo e seus componentes turísticos, além de Geologia se fala também de infraestrutura turística, alojamento, restaurantes, a qualidade dos acessos e serviços, aspectos culturais, merchandising e marketing. “O tema é o que venho desenvolvendo no meu pós-doutorado na Universidade de Zaragoza e este trabalho é importante, pois envolve pesquisadores da área da geologia (da Espanha, Grécia e Itália) juntamente com minha contribuição no que diz respeito ao turismo, mostrando mais uma vez que a UEPG está na vanguarda no que diz respeito aos estudos dessa temática não só no Brasil, mas também no mundo”, frisa. Jasmine ressalta também essa parceria entre pesquisadores de instituições internacionais, fator que vem ao encontro do processo de internacionalização e à mobilidade acadêmica empreendida pela UEPG. “Congressos como este é que propiciam uma interação maior entre os pesquisadores e a realização de contatos que futuramente podem se tornar parcerias” comenta.

Fonte < portaluepg.br >

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Congresso Internacional de Geoturismo - Arouca 2011 - Parte II




Nos últimos dias, de 9 a 13 de novembro, ocorreu em Portugal, o Congresso Internacional de Geoturismo (Arouca) que contou com mais de uma centena de participantes provenientes de 10 países: Alemanha, Brasil, Eslovénia, Espanha, Estados Unidos, Estônia, França Islândia, Polônia e Portugal.

Deste encontro resultou a Declaração de Arouca, proposta pela Comissão Organizadora em parceria com o Centro para os Destinos Sustentáveis da National Geographic Society, que pretende classificar o conceito de "geoturismo".

Declaração Arouca estabelece o seguinte:

1. Reconhece-se a necessidade de clarificar o conceito de geoturismo. Deste modo entendemos que geoturismo deve ser definido como o turismo que sustenta e incrementa a identidade de um território, considerando a sua geologia, ambiente, cultura, valores estéticos, património e o bem-estar dos seus residentes. O turismo geológico assume-se como uma das diversas componentes do geoturismo;


2. O turismo geológico é uma ferramenta fundamental para a conservação, divulgação e valorização do passado da Terra e da Vida, incluindo a sua dinâmica e os seus mecanismos, e permitindo ao visitante entender um passado de 4600 milhões de anos para analisar o presente com outra perspetiva e projetar os possíveis cenários futuros comuns para a Terra e a Humanidade;


3. A valorização do património geológico deve procurar ser inovadora e privilegiar a utilização de novas tecnologias de informação, de preferência para melhorar o conteúdo veiculado pelos clássicos painéis de informação;


4. Recorrentemente as experiências de valorização e informação do património geológico não são inteligíveis pelo público em geral. Normalmente deparamos com autênticos tratados científicos que, ao usarem uma linguagem altamente especializada, implicam a incompreensão dos visitantes e limitam a sua utilidade turística. A disponibilização de informação deverá ser acessível e inteligível para o público em geral, vertida em poucos conceitos básicos e apresentados de forma clara, em resultado da conjugação dos esforços de cientistas, especialistas de interpretação e técnicos de design.


5. Entendemos assim ser tempo de relembrar os princípios básicos de interpretação propostos em 1957 por Freeman Tilden e de aplicá-los ao património geológico:

- Toda a valorização do património geológico que não se adeqúe, de uma forma ou de outra, à personalidade ou à experiência de vida de um visitante é estéril;
- A informação não é interpretação. A interpretação é uma revelação baseada na informação. As duas coisas são totalmente diferentes, mas toda a interpretação apresenta informação;
- A interpretação de um espaço natural deve provocar e despertar a curiosidade e a emoção muito mais do que ensinar;


6. Encorajamos os territórios a desenvolver o geoturismo, focado não apenas no ambiente e no património geológico, mas também nos valores culturais, históricos e cénicos. Neste sentido, incentivamos o envolvimento efetivo entre cidadãos locais e visitantes, para que estes não se restrinjam ao papel de turistas espectadores, ajudando assim a construir uma identidade local, promovendo aquilo que é autêntico e único no território. Desta forma conseguiremos que o território e os seus habitantes obtenham integridade ambiental, justiça social e desenvolvimento económico sustentado.

Geopark Arouca, Portugal, 12 de novembro de 2011.

(Informação fornecida por Prof. Dr. José Brilha)

domingo, 6 de novembro de 2011

36° Assembléia Geral da UNESCO

Durante a 36° Assembléia Geral da UNESCO, ocorrida nos últimos dias em Paris, a Comissão de Ciência aprovou uma resolução que vem reforçar a ligação entre a UNESCO e a Rede Global de Geoparques. No documento, entre outras solicitações ao Diretor-Geral, destaca-se:

  • examinar a criação de um possível programa de Geoparques da UNESCO;
  • discutir e formalizar as linhas de base deste programa; seus métodos de trabalho, questões de competência, o envolvimento dos representantes e relevantes parceiros oficiais;
  • explorar as oportunidades de captação de recursos que permitiria à UNESCO fortalecer as redes internacionais e ajudar projetos de Geoparks em países emergentes, com foco especial na América Latina, Caribe e África;

"Está aberta a possibilidade da UNESCO vir a criar, no futuro, um programa oficial de Geoparks, reforçando a importância das Geociências nessa Instituição" (José Brilha).

Publicações 2011

Estamos chegando ao fim de mais um ano de pesquisas e temos uma parcial dos trabalhos produzidos e publicados ao logo do ano de 2011:

36 trabalhos no Simpósio de Geologia do SE
18 trabalhos no Simpósio de Geologia do NE
09 trabalhos no Simpósio de Geologia da Amazônia
03 trabalhos no Simpósio de Geologia do Centro-Oeste
57 trabalhos no Congresso Brasileiro de Paleontologia
15 trabalhos no Congresso Nacional de Educação Ambiental

Sem falar dos 100 trabalhos no I Simpósio Brasileiro de Patrimônio Geológico
Portanto, só em 2011 foram publicados 238 trabalhos em eventos.

(Levantamento realizado por Marcos Nascimento).

Núcleo de Pesquisa em Patrimônio Geológico da USP

Foi criado, no Instituto de Geociências da USP, o Núcleo de Pesquisa em Patrimônio Geológico e Geoturismo (GeoHereditas) e conta com membros da Escola de Artes, Ciências de Humanidades e do Instituto de Biociências, do Instituto Geológico e da Espanha.

Um das primeiras atividades do Núcleo foi a realização do I Workshop em Patrimônio Geológico e Geoturismo, ocorrido no dia 24 de setembro de 2011.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Projeto "Geoturismo: conhecendo Pernambuco"

O projeto está inserido no programa de apoio à divulgação e popularização de ciência e tecnologia, financiado pela Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (FACEPE). O programa propõe o desenvolvimento de medidas que venham a disseminar e popularizar a ciência, a fim de fortalecer e democratizar as informações aproximando de maneira informal um público bastante heterogêneo.

O Litoral Sul pernambucano na região que compreende os municípios do Cabo de Santo Agostinho e Ipojuca, apresenta características ímpares por conter em sua Geologia rochas vulcânicas e plutônicas com cerca de 102 m.a. Tais rochas marcam um dos estágios de separação da América do Sul e África, e consequente formação do oceano Atlântico. O conhecimento adequado, sua localização e importância para história geológica local e global tornam a área muito interessante do ponto de vista do turismo científico/educacional, e também do Geoturismo, já que este está intimamente relacionado à Geoconservação e a Geodiversidade, o que representa além da divulgação, a preservação do patrimônio geológico.

A área escolhida para elaboração deste projeto situada no município do Cabo é composta pelas praias de Gaibu, Calhetas, Paraíso e Suape, as mesmas apresentam geomorfologia bastante variada, onde aflora o granito do Cabo de Santo Agostinho. No território cabense encontra-se, também, o Parque Metropolitano Armando de Holanda Cavalcanti, localizado entre as praias de Gaibu e Suape (Vila de Nazaré) que abriga uma história fascinante e tem seus monumentos tombados pela FUNDARPE (Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco).

O objetivo é divulgar para o grande público (incluindo turistas que são atraídos pela beleza das praias) a ocorrência destas rochas, sua localização e importância, uma vez que marcam a separação entre Brasil e África e a conseqüente formação do oceano Atlântico.

A primeira etapa do projeto trata-se da fixação de placas informativas, desenvolvidas por equipe multidisciplinar, preocupada em manter uma linguagem clara e objetiva, a fim de alcançar o público mais diverso possível. Ainda foram inseridos mapas e fotografias, todos com legendas explicativas objetivando uma maior leveza as placas.

Parte da primeira etapa do projeto já se encontra concluída, três placas medindo 2,00 x 1,50m estão dispostas no Espaço Ciência, enorme museu a céu aberto localizado em Olinda/PE. Com o objetivo de trabalhar melhor a informação direcionada aos visitantes foram selecionados dois monitores graduandos em Geologia, que estão trabalhando no Espaço Ciência.

Em um segundo momento serão fixadas placas in situ, em lugares estratégicos, como por exemplo, sobre o granito do Cabo, marco da história geológica da América do Sul.

Em sua segunda etapa serão confeccionadas cartilhas explicativas e educativas sobre a origem das rochas vulcânicas na região e sua importância como marcadoras da abertura do oceano Atlântico e a quebra do continente Gondwana. A cartilha será elaborada de forma a proporcionar o aprendizado com prazer.

Ainda fazem parte do projeto a criação de cartões postais com as placas das rochas em estudo, bem como a realização de cursos para formação de guias, com palestras, que serão apresentadas em escolas da rede pública e privada da região.

Com base em informações obtidas através de leituras pertinentes ao tema, observações feitas in loco e na troca de experiência com colegas da área reconhecemos que ainda há muito por fazer e aprender. No entanto, cremos que as medidas aqui propostas, atreladas a idéias que com certeza surgirão ao longo de outras pesquisas realizadas, conseguirão popularizar a ciência geológica e contribuir para sua maior absorção em meio à sociedade, independente de faixa etária, classe social ou meio de atuação.

A Equipe é formada por: Prof. Gorki Mariano (Coordenador); Thaís Guimarães (UFPE); Edjane Maria dos Santos (UFPE) e Rodrigo Tavares Andrade (UFPE)


Foto 01: Alunos do ensino Fundamental, recebendo algumas informações através do Prof. Gorki Mariano (Espaço Ciência, Olinda, 19/08/11).


Foto 02: Placa fixada no Espaço Ciência, com ênfase no Granito do Cabo. Praia de Gaibu - Cabo de Santo Agostinho/PE (Espaço Ciência, Olinda, 19/08/11)


Foto 03: Placa fixada no Espaço Ciência, referente ao Neck Vulcânico (Riolito) localizado em Ipojuca/PE. (Espaço Ciência, Olinda, 19/08/11)


Foto 04: Modelo de placa indicadora das placas do projeto no parque metropolitano Armando de Holanda Cavalcanti a ser exposta na próxima etapa do projeto. O objetivo é fixá-la in situ, em local de destaque.

(Texto de Thaís Guimarães)

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