quarta-feira, 28 de março de 2012

Mini-Curso "Geodiversidade e Geoturismo"


Mini-curso: Geodiversidade e Geoturismo
Facilitador: Prof. Dr. Antônio Marcos Leite do Nascimento
Local: Auditório do CERES - UFRN
De 09 a 10 de abril de 2012.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Geoparque Seridó é Tema de Programa da Rede Tv

(texto de Marcos Nascimento)

Entre os dias 15 e 18 de março de 2012 a equipe de reportagem da Rede TV (afiliada de Fortaleza/CE) esteve no Seridó potiguar para as gravações do Programa Good News. O tema escolhido foi o Geoparque Seridó.

A equipe, durante esses dias, em companhia do Prof. Marcos Nascimento (UFRN) e Yves Guerra (SEBRAE), visitou vários geossítios, conversou com os moradores locais e artesãos, com guias/condutores de turismo e demais pessoas que fazem parte dessa mobilização para tornar o Geoparque Seridó uma realidade. A ideia é reforçar a importância científica, turística, social e cultural da região.

Os geossítios visitados foram Pico do Totoró, Cruzeiro, Cânion dos Apertados e Mina Brejuí (Currais Novos); Açude Gargalheiras e Cruzeiro (Acari); Sítio Arqueológico Xiquexique (Carnaúba dos Dantas); Açude Boqueirão e Serra da Igrejinha (Parelhas); e Serra Verde (Cerro Corá). Nestes locais a equipe teve a oportunidade de conhecer os valores científico, educativo e turístico e a importância da conservação dos mesmos.

Além dos geossítios foram visitados também o Museu Histórico/do Sertanejo em Acari, bem como os artesãos Dimas Ferreira (escultura em granito), Inácio Lima (artesanato em minerais e rochas) e Ambrósio Córdula (arte sacra).

Em alguns geossítios e no Museu Histórico/do Sertanejo a equipe da Rede TV foi guiada por profissionais que já trabalham na região, como Raiane Araújo (Pico Totoró e Cruzeiro de Currais Novos), Damião Carlos (Sítio Arqueológico Xiquexique), Roni Von (Serra Verde), Jorge Santos/Odon (Mina Brejuí) e Maria da Guia (Museu). No sábado a Rede TV ainda acompanhou na prática um grupo de turistas guiado pela equipe do Pé na Estrada Trilhas Ecológicas (http://www.penaestradatrilhas.com.br) sob o comando de Gilson Bezerra, onde foram visitados o Sítio Arqueológico Xiquexique e a Serra da Capelinha, neste último com direito a subida na serra com o grupo de jipeiros de Parelhas.

O Geoparque Seridó faz parte de um projeto maior, coordenado pelo Serviço Geológico do Brasil do Ministério de Minas e Energia do Governo Federal, denominado Geoparques do Brasil, contando hoje com 28 propostas avaliadas, em avaliação e programadas (http://www.cprm.gov.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=134). Dentre as quais a proposta Geoparque Seridó já se encontra finalizada, com o inventário realizado pela equipe do Serviço Geológico do Brasil em parceira com o Departamento de Geologia da UFRN (http://www.cprm.gov.br/geoecoturismo/geoparques/serido/index.html), sob a coordenação do Prof. Marcos Nascimento.

A equipe da Rede TV era formada pela repórter Clarissa Capistrano, cinegrafista Fred Marques e Auxiliar/Motorista Teixeira.

Vejam algumas fotos:

Foto 1 – Cânion dos Apertados, em Currais Novos, formado em quartzitos (rocha metamórfica rica em quartzo).


Foto 2 – Paisagem do Açude Gargalheiras formada por granitos com 580 milhões de anos.


Foto 3 – Filmagem próxima a barragem do Açude Gargalheiras.


Foto 4 – Artesão Dimas Ferreira esculpindo uma peça em granito.


Foto 5 – Geoforma Pedra da Santa.


Foto 6 – Seu Deca e Dona Pretinha protetores do Sítio Arqueológico Xiquexique.


Foto 7 – Guia Damião Carlos, de Carnaúba dos Dantas, falando sobre as pinturas rupestres.


Foto 8 – Metaconglomerados (rocha metamórfica rica em diferentes fragmentos).


Foto 9 – Vista sobre a Serra da Capelinha formada por metaconglomerados.

Foto 10 – Final do dia abençoado com um belo pôr do sol.


Foto 11 – Guia Roni Von, de Cerro Corá, explicando a Casa de Pedra em Serra Verde.


Foto 12 – Cinegrafista filmando a Pedra do Nariz em Serra Verde.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Morre Aziz Nacib Ab'Sáber

UM OCEANO DE CONHECIMENTO.. UM DESERTO DE VAIDADE...



Hoje recebi, via internet, uma das notícias mais tristes dos últimos tempos. Faleceu, em sua casa, na cidade de Cotia (SP), meu grande ídolo, o professor Aziz Nacib Ab'Sáber. Ele foi um dos maiores expoentes da geografia do Brasil desde o século XX. Meu sentimento é de perda de um grande amigo e a Geografia estará se luto por todo o sempre. Obrigada Aziz! ='(


O geógrafo nasceu em São Luiz do Paraitinga, no interior paulista, em 24 de outubro de 1924. Filho de imigrante libanês e mães brasileira,ingressou na Faculdade de Geografia e História da Universidade de São Paulo aos 17 anos. Pouco depois, tornou-se professor universitário. Mesmo aposentado, o intelectual continou atuante. Segundo a SBPC, Aziz visistou na tarde da quinta-feira 15 a sede da instituição, que presidiu entre 1993 e 1995, e entregou um DVD com toda sua obra publicada para divulgação. Uma de suas marcas era o forte posicionamento político. Durante as discussões sobre o novo Código Florestal, fez declarações criticando o texto que, segundo ele, não considerava os diferentes climas do país.

A Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP decretou luto oficial nesta sexta-feira, com suspensão das aulas. O velório ocorrerá a partir das 19h no Salão Nobre da instituição.

Em nota, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que “Aziz Ab’Saber foi, sem dúvida, um dos maiores geógrafos que o Brasil já teve. Seu profundo conhecimento da geografia e seu compromisso inabalável com o povo brasileiro foram fonte de inspiração para todos nós”

Lula contou ter convivido “intensamente” no Instituto Cidadania, no Governo Paralelo e, sobretudo, nas Caravanas da Cidadania com o professor. “Juntos, percorremos todos os cantos do Brasil, conhecendo a diversidade do nosso país e do nosso povo. A presença do professor Aziz, com sua inteligência e sabedoria, transformou essa experiência em algo extraordinário”.

Segundo o ex-presidente a presença “sempre ativa, crítica e opinativa foi fundamental e ajudou a construir muitas das políticas públicas brasileiras”. “E foi assim que ele se manteve até seus últimos momentos”.

Por fim, Lula disse que “Aziz deixará muita saudade, mas o conhecimento que ele transmitiu a todos nós continuará, com toda certeza, presente em nossas ações”. “Nessa hora de tristeza prestamos nossa solidariedade a seus familiares”, encerrou.


Artigo: A Historia da Geomorfologia no Brasil: a contribuição de Aziz Nacib Ab'Sáber


Fonte: Carta Capital

sábado, 10 de março de 2012

Grupo Universitário de Pesquisas Espeleológicas


O Grupo Universitário de Pesquisas Espeleológicas foi fundado em 25 de Agosto de 1985, na cidade de Ponta Grossa – PR. Mais de duas décadas que o GUPE existe e vem realizando atividades educacionais e pesquisas com o objetivo de conservar as cavidades subterrâneas da região, trabalhos realizados com grandes esforços pelos membros fundadores e os primeiros sócios.

Quando ainda as estradas eram todas de terra, que ao chover se tornavam lamacentas, no tempo em que não era fácil adquirir veículos automotores, quando ainda não havia internet, na época em que poucos conheciam as belezas naturais da região, o GUPE estava começando as explorações e prospecções em cavernas de Ponta Grossa e região, aqueles dedicados desbravadores construíam a história e eternizavam o nome do Grupo Universitário de Pesquisas Espeleológica.

Atualmente, o GUPE possui 25 membros mais o Conselho Deliberativo, envolvendo acadêmicos de Geografia, Biologia, Direito e Engenharia de Materiais (UEPG) e Engenharia Eletrônica (UTFPR), professores da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e membros da comunidade. O GUPE possui parceria com o Projeto Caverna – Geoturismo e Roteiros Pedagógicos, Grupo de Escalada Cidade de Pedra (GECP), XETÁ – Experiência ao ar livre, RESSEG – Ecologia e Aventura e SOLO – Esportes radicais.

A atual Coordenadoria do GUPE parabeniza e saúda aos Membros Fundadores deste Grupo que possui uma longa história construída através de muito trabalho e dedicação. Nossos sinceros votos de estima e apreço aos Membros Fundadores: José Mario Budny, Mario Cezar Lopes, Moisés Ferreira de Lima, Gilmar Budny, Silvia Méri Carvalho, Leonardo Wambier e Wadislaw Budny (in memorian).

Vídeo Memórias da Terra

Passeio pela exposição interativa Memórias da Terra, em cartaz no Museu da Geodiversidade, no Rio de Janeiro, onde o visitante é conduzido a uma viagem pela história geológica da Terra.


Sabe que Dia é HOJE?


10 de março de 2012.

Hoje o nosso blog comemora 3 anos de existência. =D

Quero agradecer à todos os leitores pelas visitas!

E que venham mais anos de muito trabalho!


segunda-feira, 5 de março de 2012

Portugal: primeiro inventário do país indica locais a preservar

A inventariação geológica completa do território português é de importância científica e estratégica fundamental e foi concluído recentemente sob coordenação do Departamento de Ciências da Terra da Escola de Ciências da Universidade do Minho.

Segundo José Brilha, docente e coordenador do projecto, que envolveu mais de 70 cientistas de universidades e associações e a Fundação para a Ciência e Tecnologia, “já existia um levantamento feito ao nível da fauna e da flora, mas era fundamental classificar locais de valor abiótico [influências que os seres vivos recebem num ecossistema], com interesse científico, revelando a importância de ser gerido e preservado pelas autoridades nacionais que tratam da conservação da natureza”.


Prof° José Brilha, coordenador do projeto

A inventariação localizou 326 locais com interesse científico fundamental para o conhecimento geológico do país. O levantamento teve em conta, não só o valor científico dos locais, mas também a vulnerabilidade deste património. Alguns dos geo-sítios apresentam risco de destruição devido à ausência de políticas adequadas de gestão. A lista geral inclui, por exemplo, o granito de Lavadores (Gaia), o fojo das Pompas (Valongo), os blocos erráticos de Valdevez (Gerês), as minas da Borralha (Montalegre), os fósseis da Pereira do Valério (Arouca) e o inselberg de Monsanto (Idanha-a-Nova).

José Brilha enfatiza que “há locais que não devem ser destruídos, pois são importantes testemunhos científicos dos acontecimentos-chave que marcaram a história do planeta, nomeadamente do território português”. Por isso, o estudo deverá agora conhecer uma fase de “validação junto do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas, conseguindo que este organismo passe a gerir também este património natural”. A investigação vai dar origem a um livro que pretende dar a conhecer a riqueza geológica nacional.

O projecto dá a Portugal os instrumentos necessários para implementar uma política de geoconservação, com base neste conjunto de locais que correspondem às ocorrências da geodiversidade com valor científico. Paralelamente, o objectivo dos investigadores é “cruzar informação com os colegas espanhóis, que realizaram em Espanha um estudo semelhante, para, em conjunto, definir um inventário à escala Ibérica”.

Numa fase posterior, é objectivo articular, nomeadamente com a França e Itália, a inventariação do sul da Europa, visando num médio prazo classificar geologicamente a Europa. “Em Portugal tínhamos um ligeiro atraso neste campo, pelo que agora estamos em condições de comparar o nosso património geológico com o dos outros países. Aliás, para a sua área geográfica, Portugal é dos países europeus com maior geodiversidade”, acrescenta


sábado, 3 de março de 2012

Artigo - Painéis Interpretativos no Parque Nacional do Iguaçu

Divulgando...

Artigo sobre painéis interpretativos no Parque Nacional do Iguaçu, que saiu agora na Geoheritage.

GeoPortugal - Vídeo

RTP2, UNESCO e a Farol de Ideias produziram um documentário sobre o património geológico de Portugal e o papel das Ciências da Terra para o desenvolvimento sustentável.

Trata-se de uma rodagem que vai desde Arouca, na Grande Área Metropolitana do Porto, à Ilha das Flores, nos Açores, passando pelos impactos da erosão costeira, a importância do alargamento da Plataforma Continental, sem esquecer os aquíferos e os impactos das alterações climáticas na qualidade de vida.

Qual a importância das geociências?
No fundo, o conhecimento da litosfera, o «mundo das pedras», é tão importante e interessante quanto o da hidrosfera, da atmosfera e da biosfera. Todas estas «esferas» estão interligadas. A vida não seria possível sem essa relação que as Ciências da Terra estabelecem de uma forma holística, global.

GeoPortugal é um documentário escrito por Ivo Costa, com imagem de Tiago Mendes e Sérgio Morgado com edição de Marco Miranda e realização de Arminda Sousa Deusdado.

confira do vídeo < GeoPortugal >

Praça Geológica Lavas Almofadadas de Pirapora do Bom Jesus.

Próximo à cidade de São Paulo, às margens do Rio Tietê, em antiga rota dos Bandeirantes, rumo ao interior, antigo Sertão, existe uma feição geológica rara que somente agora passa a ser divulgada de forma mais efetiva para a sociedade.

A feição é de estruturas globulares de aproximadamente 50 cm originadas pelo rápido resfriamento de lava em ambiente subaquático, provavelmente marinho. Com o resfriamento quase que instantâneo, forma-se uma crosta endurecida, mas o material ainda plástico do interior rompe esta casca e origina outras estruturas globulares (figura abaixo), de tal forma que o conjunto todo parece uma pilha de almofadas, daí o nome “lavas almofadadas” ou em inglês “pillow lavas”.



Lava almofadada recente (“pillow lava”) obtida em fundo oceânico.

As estruturas globulares em rocha basáltica de Pirapora do Bom Jesus eram consideradas como produto de alteração pelo intemperismo, processo muito comum em nosso país, devido às chuvas e calor, que promove o esfarelamento das rochas duras e as tormam mais mole, parecendo estar podre, na forma de camadas concêntricas e arredondadas, como casca de cebola.

Em preparação de aula de campo para o curso de Geologia, em 1980, professores do Instituto de Geociências da USP estiveram na região, quando o Professor Mário Figueiredo se espantou ao ver as tais estruturas e exclamou: - isto são “pillow lavas!”, uma vez que tinha visto, durante seu doutoramento no Canadá, um filme da BBC de atividade vulcânica subaquática onde a constatação de como se formam é muito didática.

Desde aquela época, todo ano são feitas aulas de campo com alunos para visita de outro afloramento, um pouco melhor, numa área já urbanizada de Pirapora do Bom Jesus. A parada de ônibus com vários alunos olhando e fotografando o barranco chama a atenção dos moradores locais, sem ao menos saberem do que se tratava, ao ponto que o terreno ficou conhecido como “Terreno da USP”.

No dia 1º de março de 2012, foi dado o primeiro passo para suprir uma deficiência ainda comum no meio científico – que é a de não divulgar o que tem sido pesquisado e descoberto no âmbito universitário. Incentivados pelo Professor Colombo Tassinari, que tem um estudo mais recente sobre estas rochas vulcânicas, alunos do curso de Licenciatura em Geociências e Educação Ambiental (LiGEA), Elthon Nakashima e Thiago Henrique, fizeram uma placa e folhetos com explicação simples e objetivas sobre a estrutura. Foi colocada a placa e inicia-se o processo de criação da Praça Geológica Lavas Almofadadas de Pirapora do Bom Jesus, que conta com apoio e interesse do Prefeito de Pirapora – José Carlos Alves, conhecido como Bananinha, e do Secretário de Turismo Hermar Pião, o qual tem a intenção de incluir esse ponto no roteiro turístico dos Bandeirantes.

O próximo passo será o desenvolvimento de projetos educacionais junto às escolas, a fim de promover a educação patrimonial e a preservação do local, que é um patrimônio geológico, em função da sua raridade e estado de preservação.

O presente projeto conta com financiamento do Fundo de Cultura e Extensão da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão da USP.

Placa com texto explicativo sobre as lavas almofadadas e sua origem e importância


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