quarta-feira, 9 de outubro de 2013

47° Congresso Brasileiro de Geologia



Olá amigos, 

o 47° Congresso Brasileiro de Geologia ocorrerá em Salvador, Bahia, no período de 21 a 26 de Setembro de 2014. 


O trinômio estará novamente em discussão com dois Simpósios Temáticos: SP24 Geodiversidade e Geoconservação e SP25 Geoparques e Geoturismo. 
O que acharam dos valores das inscrições? 


sexta-feira, 30 de agosto de 2013

I Encontro Paraibano sobre Geodiversidade


Ocorrerá nos dias 31 de outubro e 01 de novembro de 2013, o I Encontro Paraibano sobre Geodiversidade, em João Pessoa, Paraíba, no Campus I da UFPB.

O evento é uma realização do Departamento de Engenharia e Meio Ambiebte da UFPB e pelo Grupo de Pesquisa GeodiversidadePB. 

Contará com palestras e mesas redondas abordando a participação da geodiversidade em áreas como: turismo, unidades de conservação, arqueologia, paleontologia, etc.

II Simpósio Brasileiro de Patrimônio Geológico


Está chegando a hora gente!

O II Simpósio Brasileiro de Patrimônio Geológico abrigará o I Workshop Brasileiro de Patrimônio Geológico Construído.

Lembrando que o envio dos artigos completos é até o dia 20 de setembro de 2013.

Participem =D

Bacharelado em Geoturismo

Olá galera,

uma notícia bastante curiosa esta semana movimento nossa lista de discussões: a descoberta de cursos de nível superior específico sobre Geoturismo.

O primeiro curso de Geoturismo surgiu nos Estados Unidos.

Para quem tiver curiosidade sobre o assunto, veja o SITE

domingo, 4 de agosto de 2013

Geodiversidade é Capa de Revista

A geodiversidade é top, é capa de revista... rsrs
Oi gente! o blog está paradinho nos últimos dias, mês de julho nem sempre é sinônimo de férias rsrs mas vamos lá! Voltei com uma bela notícia: a Geodiveesidade volta a ser tema de capa da revista Conhecimento Prático: Geografia, desta vez, com um texto do nosso amigo Marcos Nascimento.
Corram para as bancas!



Você pode conferir o texto na íntegra através do SITE

Boa Leitura! =)

quinta-feira, 18 de julho de 2013

I Simpósio Argentino de Patrimônio Geológico, Geoparques e Geoturismo


Adiado para 15/08 a submissão de trabalhos para o
I Simpósio Argentino de Patrimonio Geologico, Geoparques y Geoturismo / III Encuentro Latinoamericano de Geoparques, em San Martin de los Andes, de 25 a 2 de novembro de 2013.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Anais do XV Simpósio Brasileiro de Geografia Física Aplicada

Apresentamos nesse volume dos Anais do XV Simpósio Brasileiro de Geografia Física Aplicada, com o tema "Uso e ocupação da terra e as mudanças das paisagens", os trabalhos apresentados em Comunicação Oral e em Pôsteres. Também constam as palestras resumidas de quase todos os palestrantes e conferencistas. Lamentamos que nem todas as palestras tenham sido enviadas.

Esses volumes resultam do esforço conjunto da Comissão Organizadora, bem como do Comitê Científico e dos parecerista ad hoc do evento, cuja contribuição é inestimável.

Gostaríamos de esclarecer que foi utilizado o mesmo ISSN do XIV SBGFA, realizado em Dourados - MS, em 2011, bem como a mesma logomarca, visando conceder aos Anais a propriedade de ser considerado como uma publicação periódica. Dessa forma, cumprimos o que foi proposto na Plenária Final do XIV SBGFA, esperando com isso que a logomarca e o ISSN das próximas edições fiquem mantidas, conferindo uma identidade a um dos mais importantes eventos científicos da área da Geografia.

LINK 
(disponível pelos próximos 60 dias)

domingo, 23 de junho de 2013

Uberaba quer Criar o Segundo Geoparque do Brasil


Consagrada como capital nacional dos dinossauros, o município de Uberaba, no Triângulo Mineiro, quer aproximar a ciência da população. A intenção é transformar a cidade num Geoparque. Por enquanto, o Brasil dispõe de apenas um geoparque reconhecido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), localizado em Araripe, no sertão do Ceará. Com a criação da estrutura em Minas Gerais, especialistas acreditam que os fósseis de Uberaba devam ganhar uma nova aplicação, não se limitando apenas ao conhecimento científico: eles poderão contribuir para o desenvolvimento regional sustentável, através do geoturismo.
O reconhecimento do parque já foi feito pelo Serviço Geológico Brasileiro. "Mas para se materializar, o projeto depende das ações da sociedade organizada local", explica Luiz Carlos Borges Ribeiro, responsável pelo Centro Paleontológico Price e Museu dos Dinossauros de Peirópolis.
Para o pesquisador, o que vem sendo feito na cidade nos âmbitos da pesquisa, projetos educacionais, divulgação científica, popularização da paleontologia e políticas públicas municipais de conservação do patrimônio paleontológico é considerável. No entanto, ele acredita que uma melhor sinalização e informações sobre o que deverá ser visitado são essenciais para a melhor caracterização de um Geoparque.
"Não há como falar de dinossauros sem falar de Uberaba. Das 24 espécies encontradas no Brasil, temos cinco numa única localidade. A relevância é muito grande", afirma o especialista.
Uberaba é referência no período Cretáceo
O município abrica um dos mais importantes sítios paleontológicos do período Cretáceo. A região de Uberaba é pesquisada desde 1945, quando apareceram os primeiros fósseis de dinossauros na localidade de Mangabeira. O nome do centro de pesquisa é uma homenagem a Llewellyn Ivor Price, considerado um dos primeiros paleontólogos brasileiros, e quem iniciou os trabalhos na região. Price estudou o local até 1974. O município compõe um dos mais importantes sítios paleontológicos do período Cretáceo.

Em 2010, a Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) e o Serviço Geológico do Brasil iniciaram as tratativas para a criação do Geoparque Uberaba. Para a Unesco, geoparque é uma área delimitada que tenha significativas exposições paleontológicas e que seja grande o suficiente para o desenvolvimento sustentável. Além disso, é preciso haver em seu interior uma população que seja beneficiada com sua criação.
O professor Ismar de Souza Carvalho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), explica que o processo de implantação do geoparque tem diferentes etapas. "No momento encontra-se em fase de execução o levantamento das potencialidades regionais e a quantificação do patrimônio geológico existente."  Segundo ele, com as informações já obtidas, observa-se um grande potencial na área para a implementação de um geoparque.
Para o pesquisador, o estabelecimento de um geoparque em Uberaba serviria como estímulo ao turismo nacional e internacional, especialmente o turismo científico, possibilitando uma ampla difusão da história geológica do município, bem como da própria territorialidade nacional.

Patrimônio paleontológico

A pesquisa da fauna da região de Uberaba não se restringe aos dinossauros. Dos sítios paleontológicos de Peirópolis, a 20 km do município mineiro, foram descobertas 17 espécies novas, únicas no mundo, como crocodilos, tartarugas e peixes, o que proporcionou o desenvolvimento de várias publicações científicas.

Carvalho explica que Uberaba se localiza sobre uma bacia sedimentar (Bacia Bauru), que abrange rochas de um intervalo temporal de 85 a 65 milhões de anos. "A área registra importantes eventos relacionados ao final do período Cretáceo, o qual no hemisfério sul é responsável por grandes mudanças ambientais", observa, ao fazer menção ao período em que América do Sul e África se separam por completo.
Especialistas acreditam que os dinossauros da região talvez sejam os últimos a habitar o planeta. Os fósseis são encontrados em rochas cujas idades são atribuídas ao Maastrichtiano, último intervalo de tempo geológico do Período Cretáceo. Há 65 milhões de anos desapareceram da Terra os grandes animais que dominaram o planeta por mais de 200 milhões de anos. "As aves atuais são seus representantes vivos, isto é um consenso da comunidade científica internacional", observa Ribeiro.
Fonte: terra.com.br

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Museu Geológico da Bahia - Comemorações

Confira a programação das comemorações ao Dia do Geólogo do Museu Geológico da Bahia

- Lançamento do livro "Geologia do Brasil", do Prof. Celso Dal Ré Carneiro (UNICAMP)



- Palestra "Mudança Climática, História Geológica e Tectônica Global"

- Lançamento do livro "Geologia da Bahia", do Prof. Johildo S.F. Barbosa (UFBA) e Rafael Avena (CBPM)

- Palestra "Síntese da Geologia da Bahia" - Prof. Johildo Barbosa

- Entrega da Medalha Teodoro Sampaio e confraternização.


Local: Museu Geológico da Bahia – Auditório do Museu
Horário: Abertura às 14h dia 19 de junho 
Organizador: SBG – Sociedade Brasileira de Geologia – Núcleo Bahia
Contatos: sbgbase@gmail.com | (71) 3235-6789

Geoparque Morro do Chapéu - Convite


segunda-feira, 3 de junho de 2013

Prorrogado o Prazo dos Resumos II SBPG

Atenção Amigos!

O prazo limite para submissão de resumos ao II Simpósio Brasileiro de Patrimônio Geológico foi prorrogado para 23/06.

SITE DO EVENTO

domingo, 2 de junho de 2013

Fóssil Gigante é Encontrado em Corrente - PI

Cientistas da Universidade Federal do Piauí (UFPI) e da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) descobriram em Corrente (874 km de Teresina) o fóssil de uma preguiça gigante. O animal é pré-histórico, media de 5 a 6 metros e pesava cerca de 5 toneladas, o mesmo peso do maior elefante que hoje existe.


A descoberta foi feita na localidade de Riacho Grande, interior do município, durante uma semana de estudos na região, pelo grupo de cientistas composto pelo zoólogo Paulo Auricchio, o paleontólogo Juan Cisneros, a arqueóloga Mayana de Castro e a bióloga Cláudia Madella. 

O professor Paulo Auricchio relatou que ficou sabendo da informação de que havia algo em Corrente num congresso, onde ouviu o relato de uma aluna sua afirmando que havia um professor em Corrente que andava pela cidade carregando um osso muito grande nas costas. “Ela, que era daqui, fez alguns telefonemas e logo identificou que se tratava do professor Marcelo. Entrei em contato e depois de quatro meses pude vir pessoalmente a Corrente e constatei que de fato o osso que o professor carregava se tratava de um úmero muito grande, já fragmentado”, contou.

Ao levar o fóssil a Teresina, o professor montou as partes fragmentadas e constatou que se tratava de um osso pertencente a uma preguiça gigante. O paleontólogo e especialista em Megafauna, Juan Cisneros auxiliou o professor Paulo Auricchio nos estudos preliminares do fóssil e a partir de então montaram um projeto com o objetivo de virem pessoalmente a Corrente.

Juan afirmou que o que mais despertou seu interesse foi o fato de que não há registros de que esse tipo de animal tenha sido encontrado nesta região, havendo registros apenas na região de São Raimundo Nonato e cidades vizinhas. “Trata-se de um local novo destas descobertas sobre estes animais que viveram na Era do Gelo e sabe-se muito pouco a seu respeito”, esclareceu o professor.
Os fósseis encontrados e coletados serão encaminhados ao laboratório de paleontologia da UFPI, onde passará por diversos processos. “Primeiramente será feito um tratamento de limpeza e conservação desses ossos, que é um processo que leva vários meses,  pois são extremamente frágeis e requerem muito cuidado. Posteriormente confirmaremos que espécie de animal se trata, embora tenhamos uma boa ideia que se trata de uma preguiça gigante, da família dos Megatheriidæ, que são as maiores preguiças que já existiram”, afirmou o Dr. Juan Cisneros.

As preguiças gigantes já foram descobertas em várias localidades do Brasil e podiam ficar apoiados nas patas traseiras para poderem se alimentar das plantas mais altas, chegando a altura de uma casa de dois andares. Pertenceram ao período Pleistoceno, podendo ter a idade de 10 mil a dois milhões de anos, embora as maiores preguiças pertençam no máximo a 100 mil anos.

Os fósseis encontrados em Corrente foram achados quando a argila começou a ser retirada para fabricação de telhas e tijolos, e ao encontrarem os ossos a população não sabia do que se tratava, sendo que vários ossos foram retirados. Os cientistas enfatizam a necessidade de que se propicie uma educação à comunidade no sentido de que, ao serem encontrados esses tipos de ossos, de forma alguma se mexa no local, pois mesmo que seja feito com muito cuidado, até a posição deles são de fundamental importância para os estudos. 

“Essa descoberta é muito importante para entendermos o passado do Piauí. A população precisa se conscientizar do cuidado que se deve ter com esses ossos e também com qualquer vestígio de presença humana, enfatizou o professor Paulo Auricchio, que ainda destacou que esses fósseis não possuem qualquer valor comercial.

Fonte: cidadeverde.com

Dia do Geógrafo e Geólogo

Saudações aos geocientistas!

Quero parabenizar os geógrafos e geólogos pelos seus dias, comemorados nesta última semana.

Dia 29 de maio, dia do geógrafo.
Dia 30 de maio, dia do geólogo.

um VIVA! às Ciências da Terra! 


quarta-feira, 22 de maio de 2013

Mini-Curso Geodiversidade



No último dia 17 de maio, estudantes dos cursos de Agroecologia e Mineração do IFPB (Campus Picuí)   acompanhados pelo geólogo e professor da instituição Francisco de Assis Souza, participaram de um mini-curso "Geodiversidade e Turismo: quantificação de geossítios de valor turístico, ministrado por nosso amigo Prof. Dr. Marcos Nascimento.

O curso teve como objetivo  fornecer informações básicas aos participantes quanto aos conceitos de geodiversidade, geossítios, patrimônio geológico, geoturismo e geoconservação. Conhecer o geoturismo e sua relação com outros segmentos do turismo de natureza. identificar potenciais atrativos geoturístico. descrever as especificidades e métodos de trabalho para quantificação de geossítios de valor/interesse turístico.

Os temas abordados no  foram, Geodiversidade e Patrimônio geológico: definição e origem do conceito, os valores e ameaças á geodiversidade, tipologias do patrimônio geológico. Geoturismo: definição do conceito geoturismo x Ecoturismo, eventos científicos publicações, divulgação, geoparques e geoparques do Brasil, interpretação ambiental. e Geoconsevação: aonde foi abordado a geoconservação  e os cuidados com o patrimônio geológico, iniciativas de geoconservação, inventário e quantificação de geossitios de valor/interesse turístico.

Para o professor e técnico em mineração  Antonio de Pádua Sobrinho, o curso foi de extrema importância, pois além de capacitar os presentes, ensinando  como inventariar e quantificar geossítios de interesse turístico, ainda trouxe vários conceitos sobre a temática abordada, chamando a atenção dos participantes para o reconhecimento do patrimônio geológico como parte importante do patrimônio natural.” Em breve estaremos desenvolvemos trabalhos aqui em nossa região explorando nossa Geodiversidade.’ disse.

Fonte: sobrinhopicui.blogspot.com

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Geodiversidade é Tema de Concurso Fotográfico


O 1° Concurso Fotográfico “Planeta Terra na Geo” é uma ação da Biblioteca do IGc que vai premiar as melhores fotos sobre a Geodiversidade e se estende a fotógrafos a Comunidade do IGc/USP.

O Concurso acontece de 27/05/13 a 21/06/13, para que no dia 24/06/13 seja divulgado o grande resultado. Os vencedores serão premiados.

Cada participante poderá inscrever uma fotografia que deverá ser entregue juntamente com o formulário de inscrição na Biblioteca do IGc (Balcão de Atendimento). As fotografias deverão ser na dimensão de 20 cm o lado menor e 30 cm o lado maior.



Workshop 2013


terça-feira, 7 de maio de 2013

A Magnitude do Tempo Geológico


Uma curiosidade... 

Comprimindo-se o tempo geológico de 4,5 Ba em um só ano, teríamos:

1)    As rochas mais antigas reconhecidas datam de fevereiro.
2)    Os seres vivos apareceram nos mares em maio.
3)    As plantas e animais terrestres surgiram em no final de novembro.
4)    Os dinossauros dominaram nos meados de dezembro e devem ter desaparecidos em torno do dia 26 de dezembro.
5)    Os humanóides devem ter aparecidos na Terra em algum momento da noite de 31 de dezembro.
6)    Roma governou o mundo ocidental por apenas 5 segundos para o final do ano.
7)    Colombo descobriu a América faltando 3 segundos para terminar a noite de 31 de dezembro.
8)    As ciências geológicas nasceram com JAMES HUTTON há pouco mais de 1 segundo antes do final do ano.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Atlântida Brasileira?

Geólogos brasileiros anunciaram nesta segunda-feira (6) que foram encontrados, a 1.500 km da costa do Rio de Janeiro, indícios de que estaria ali um pedaço de continente que submergiu durante a separação da África e da América do Sul, época em que surgiu o Oceano Atlântico.



De acordo com Roberto Ventura Santos, diretor de geologia de recursos minerais do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), há dois anos, durante um serviço de dragagem (retirada de solo oceânico para análise) na região do Elevação do Rio Grande -- uma cordilheira marítima em águas brasileiras e internacionais -- foram encontradas amostras de granito, rocha considerada continental.
Ele explica que, inicialmente, levantou-se a hipótese de que o recolhimento de tais amostras fora engano ou acidente. No entanto, no último mês, uma expedição com cientistas do Brasil e Japão, a bordo do equipamento submersível Shinkai 6.500, observou a formação geológica que está em frente à costa brasileira e, a partir de uma análise, passou a considerar que a região pode conter um pedaço de continente que ficou perdido no mar por milhões de anos.
“Pode ser a 'Atlântida' do Brasil. Estamos perto de ter certeza, mas precisamos fortalecer essa hipótese. A certificação final deve ocorrer ainda este ano, quando vamos fazer perfurações na região para encontrar mais amostras”, explicou Ventura ao G1.
O diretor do CPRM não especificou a idade dessas rochas, no entanto, contou que os pedaços de crosta continental que foram encontrados são mais antigos que as rochas encontradas no assoalho oceânico, nome dado à superfície da Terra que fica abaixo do nível das águas do mar.
De acordo com Ventura, o próximo passo será enviar ao governo brasileiro uma solicitação para que o país reclame a área, que está em águas internacionais, junto à Autoridade Internacional de Fundos Marítimos (ISBA, na sigla em inglês), organismo ligado à Organização das Nações Unidas, para que seja realizada no local prospecção de recursos minerais e estudos relacionados ao meio ambiente.

Fonte: G1

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Novo Sítio - SIGEP


Novo Geossítio cadastrado no site da
Comissão Brasileira de  Sítios Geológicos e Paleobiológicos

Mar de Bolas do Lajedo do Pai Mateus, Cabaceiras, PB
Campo de matacões graníticos gigantes e registros rupestres de civilização pré-colombiana - de Geysson de Almeida Lages; Marcelo de Souza Marinho; Marcos Antonio Leite do Nascimento; Vladimir Cruz de Medeiros; Elton Luiz Dantas; Djair Fialho.


confira no LINK

Livro Geologia do Brasil


A Biblioteca do Instituto de Geociências (USP) tem o prazer de convidá-los(as) para o lançamento do Livro: "GEOLOGIA DO BRASIL" com preço especial de lançamento R$ 100,00.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Geoparque Costões e Lagunas - Facebook


Curtam a página do Geoparque Costões e Lagunas do Rio de Janeiro no facebook =)

Fósseis de mais de 10 Mil Anos são Encontrados em Sergipe


A pior seca das últimas décadas revelou um cenário de extrema importância para a pesquisa paleontológica em Sergipe. No Sertão, pesquisadores encontraram fósseis de mamíferos que viveram na região há mais 10 mil anos.

“Aproveitamos esse período da seca para lavar os tanques e encontramos na região cerca de 16 espécies de fósseis, entre elas preguiças, tigres e tatus”, garante o pesquisador da Universidade Federal de Sergipe, Mario Dantas.

De acordo com pesquisadores, em pelo menos seis municípios de Sergipe, há registros de achados semelhantes, que indicam que  animais gigantes viveram aqui, na época da  pré-história.

Os estudiosos da palenteologia explicam que os moradores da região acabaram quebrando muitos fósseis por desconhecimento dos materiais encontrados. “Nós identificamos os fósseis através dos fragmentos nestes casos”, explica Mário.

O agricultor Joildo da Silva, do município de Poço Verde, disse que encontrou alguns ossos mas ficou sem saber de quem eram. “Fiquei curioso porque sei que os ossos não eram de gado, mas não reconheci a estrutura óssea”, afirma.


Fonte: G1

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Dia da Terra


Parabéns sua linda! =D

domingo, 21 de abril de 2013

sábado, 20 de abril de 2013

I Colóquio Diálogos Sobre Geoconservação e Geodiversidade


o que chamou minha atenção neste banner foi o logo da AGB. é isso ai! 
Participem! =)

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Chuva de Meteoros em Abril


O mês de abril registra, anualmente, uma grande chuva de meteoros. Assim, até o próximo dia 25, o céu estará repleto de “estrelas cadentes”, sendo facilmente observadas a olho nu no Brasil, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste, se não houver muitas nuvens. Essa chuva de meteoros é chamada de “Liríadas”, pois irradia da constelação de Lira, e terá seu ápice na madrugada do dia 22.
Os meteoros são pequenos corpos celestes que se deslocam no espaço e entram na atmosfera da Terra, queimando parcial ou totalmente devido ao atrito com a atmosfera terrestre e ao contato com o oxigênio. Este fenômeno deixa um risco luminoso no céu, que é popularmente chamado de “estrela cadente”.
Uma chuva de meteoros ocorre quando a Terra cruza a órbita de algum cometa, o que faz com que pequenos fragmentos que o cometa deixa ao longo da sua órbita penetrem a atmosfera num curto intervalo de tempo e em trajetórias quase paralelas. Nas Liríadas, conhecidas como “estrelas de abril”, o fluxo de entrada na atmosfera terrestre é de 10 a 20 meteoros por hora, quantidade que pode chegar até a 100.
As chuvas de meteoros não representam riscos para a Terra e acontecem em praticamente todos os meses, algumas com mais intensidade e ampla visibilidade, como as Liríadas.

Fonte: Observatorio Nacional

terça-feira, 16 de abril de 2013

Livros CPLP

O I Congresso Internacional "Geociências na CPLP" disponibilizou os 3 livros com os artigos publicados no evento.

Livro 1: Para Conhecer a Terra 

Livro 2: Para Aprender com a Terra 

Livro 3: Para Desenvolver a Terra (sem link)

Confira o Sumário. 

segunda-feira, 15 de abril de 2013

ProGeo no Facebook

A Associação Europeia para a Conservação do Património Geológico (ProGeo), tem agora uma página no Facebook! Informações sobre eventos, notícias, fotos de geossítios, etc.

CONFIRA

domingo, 14 de abril de 2013

Livro Sobre Geopark Araripe Será Lançado Nesta Segunda-Feira


O Governo do Estado, por meio da Secretaria das Cidades e da Universidade Regional do Cariri (URCA), lança nesta segunda-feira (15), o livro “Geopark Araripe:Histórias da Terra, do Meio Ambiente e da Cultura. A publicação é uma parceria entre as instituições e resgata a história paleontológica da Região e retrata com propriedade as diversas nuances e contrastes culturais do Cariri. Durante a solenidade também será realizado a inauguração das placas de sinalização dos geossítios localizados na região sul do Estado. Na oportunidade, o secretário das Cidades, Camilo Santana, entregará as chaves de dois veículos para uso da sede do Geopark Araripe, bem como mobiliário para escritório.


A publicação, dividida em tópicos e capítulos traça o perfil social, econômico e cultural dos municípios da região do Cariri, além de destacar, por meio de estudos e pesquisas, os diversos aspectos históricos e arqueológicos descobertos ao longo do período nos espaços geográficos da Região. A literatura abrange ainda, em imagens, as diferentes leituras realizadas por turistas e nativos que contemplam os atrativos proporcionados pelos parques milenares do Cariri.

Para o secretário Camilo Santana, o lançamento do livro do Geopark Araripe, é mais uma ferramenta de trabalho que contribuirá para promover o conhecimento e o crescimento dos geossítios instalados na Região. “Acredito que essa literatura além de informar, será mais uma fonte de estudo e pesquisa para ilustrar os diversos aspectos de uma das maiores regiões do nosso Estado”, destaca o secretário.

Atualmente o Geopark Araripe é um dos projetos prioritários do Programa Cidades do Ceará – Cariri Central, executado pela SCidades. O programa visa estimular a economia, desempenhar ações de desenvolvimento regional e melhorar a infraestrutura.

sábado, 13 de abril de 2013

Site do Ar: II SBPG


Em setembro de 2013 será realizado em Ouro Preto, Minas Gerais, o GeoBRheritage - II Simpósio Brasileiro de Patrimônio Geológico. Organizado conjuntamente pela UFOP e UFMG, com apoio do Geopark Quadrilátero Ferrífero, esse evento pretende avançar nos rumos traçados durante o I Simpósio, realizado no Rio de Janeiro, em 2011. Nele teremos a oportunidade de discutir temas relativos ao patrimônio geológico natural, construído e mineiro segundo as vertentes da geoconservação, do ensino e da sustentabilidade e de projetos geoturísticos.

Neste encontro, a exemplo do realizado no Rio de Janeiro, contaremos com a participação de pesquisadores de diversos países da comunidade internacional para alguns dias de intercâmbio de experiências, conhecimento mútuo e busca pelos melhores caminhos para a realidade nacional.

Por que Minas Gerais se candidatou a realizar o GeoBRheritage - II Simpósio Brasileiro de Patrimônio Geológico?

A utilização de rochas, minerais e água como recursos em Minas Gerais se confunde com sua história. A exploração dos recursos minerais deixou legados importantes sob o ponto de vista histórico e cultural em Minas Gerais. Vários são os autores que afirmam que o berço da sociedade urbana do interior do Brasil se deve à exploração desses recursos. Ouro Preto, Mariana, Sabará, Diamantina, Serro e Minas Novas dentre tantas outras são exemplos da sociedade urbana mineira dos séculos XVIII e XIX. São muitas as iniciativas de preservação do patrimônio histórico dessas cidades. Hoje, as iniciativas de preservação, divulgação e valorização do patrimônio geológico e mineiro são pauta de importantes eventos nacionais e internacionais. É chegada a hora de Minas Gerais - a terra que tanto depende de sua geodiversidade para sustentar a sua sociedade - abrigar um evento que toca nesses temas.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Novidades



Vem ai o II Simpósio Brasileiro de Patrimônio Geológico que acontecerá na cidade de Ouro Preto, Minas Gerais, no período de 24 a 28 de setembro de 2013.

Aguardem! Site em breve.

Cientistas Encontram Embriões de Dinossauros na China



Fósseis dos ovos datam de 190 milhões de anos atrás. Descoberta pode ajudar a compreender desenvolvimento do animal.

Cientistas descobriram na China o fóssil do embrião de um dinossauros que data de 190 milhões de anos atrás. O achado pode ajudar a explicar como era a fase inicial do desenvolvimento dos animais, ainda dentro do ovo, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira (10).

O achado é "extraordinariamente raro nos registros paleontológicos e é valioso tanto por sua antiguidade como pela oportunidade que oferece de estudar a embriologia dos dinossauros", disse o paleontólogo canadense Robert Reisz, da Universidade de Toronto Mississauga, em comunicado de imprensa da universidade australiana James Cook.

A equipe dirigida por Reisz, que era formada por cientistas da Alemanha, Austrália, China e Taiwan, realizou escavações na província de Yunnan e analisou mais de 200 ossos de exemplares de dinossauros em diferentes períodos de desenvolvimento embrionário, assim como a geologia da jazida.

"Trata-se da primeira vez em que podemos seguir o crescimento dos embriões de dinossauro à medida em que se desenvolvem. Nosso descobrimento terá um forte impacto no entendimento da biologia desses animais", assinalou Reisz.

A maioria dos embriões de dinossauros estudados até o momento pertecem ao Cretáceo, período que se desenvolveu entre 145,5 milhões e 65,5 milhões de anos atrás, aproximadamente. Por isso, o descobrimento na jazida situada próxima da cidade de Lufeng, no sudoeste da China, representa uma grande novidade dado o grau de antiguidade.

Os ovos, que estão entre os mais antigos já encontrados, são muito pequenos, mas se encontram em excelentes condições. Eles correspondem a 20 exemplares embrionários da espécie Lufengosaurus (que significa "réptil de Lufeng"), que foi o dinossauro mais comum na região durante a primeira etapa do período Jurássico.

O cientista australiano Eric Roberts, da Universidade James Cook, explicou que seu estudo se centrou em analisar partes dos ossos e rochas que continham os restos ósseos na busca de chaves vinculadas a sua preservação e entender o ambiente, a idade e a causa da morte.

"Desse modo pudemos compreender que o leito ósseo se formou por uma inundação baixa e lenta de uma colônia de ninhos", ressaltou Roberts.

Assim, os cientistas acharam diversos ossos desarticulados pertencentes a diferentes ninhos e em diferentes períodos embrionárias, o que permitiu à equipe de cientistas internacionais estudar os patrões de crescimento.

Os especialistas dirigidos por Reisz se concentraram na análise do maior osso embrionário, o fêmur, e comprovaram que a taxa de crescimento se duplicou em tamanho de 12 a 24 milímetros enquanto o dinossauro se desenvolvia dentro do ovo.

A análise da anatomia e a estrutura interna também revelou que os músculos tiveram um papel importante na forma do fêmur em desenvolvimento e que os dinossauros, como as aves modernas, podiam se movimentar dentro do ovo.

Os especialistas também acharam evidências de fibras de colágeno no fêmur, uma proteína característica dos ossos, e que o chamado "réptil de Lufeng", de pescoço longo e que chegou a medir uns 8 metros, também tinha um período de incubação muito curto.

Fonte: G1

segunda-feira, 1 de abril de 2013

I Simpósio Brasileiro de Dinossauros


O I Simpósio Brasileiro de Dinossauros ocorrerá entre os dias 21 e 24 de abril, em Ituiutaba, Minas Gerais. 

O programa do 1st Brazilian Dinosaur Symposium é abrangente e diversificado, com conferências, mini cursos, oficina, exposições, lançamento de  livro e apresentação de trabalhos científicos. Este evento promove a cooperação  entre profissionais, pesquisadores, acadêmicos de pós-graduação e graduação interessados na temática dinossauros brasileiros e suas relações.

Os mini-cursos oferecidos abrangem o ensino de novas técnicas e a discussão de temas em voga na moderna paleontologia de dinossauros. Os ministrantes compõem  um grupo multidisciplinar de pesquisadores e educadores com vasta experiência nos  temas que serão abordados. Não serão cobrados valores para participação nos minicursos. As inscrições deverão ser feitas pelo e-mail dinosymposecretary@yahoo.com.br,  a respectiva inscrição só será considerada se o postulante estiver concluído e pago a sua  inscrição no evento. 

1. Minicurso Dinosaur tracks and footprints: principles, methods and  applications 
Dr. Rafael Costa da Silva (CPRM) 


2. Time and fossils: thoughts on Natural History 
Doutoranda Drielli Peyerl (UNICAMP) 

3. Saurischian dinosaurs (Theropoda-Sauropodomorpha) of South 
América. 
Dr. Juan Ignácio Canale (Museo Municipal "Ernesto Bachmann"/Neuquén/Argentina) 
e Dr. Alejandro Otero (Museo de la Plata, La Plata/Buenos Aires/Argentina) 

4. Tafonomia, Biomecânica e Geoquímica: uma análise multidisciplinar 
para a recuperação de dados paleobiológicos 
Mestranda Camila Bernardes Almeida Augusto Neves (UNIRIO) e Mestrando Victor 
Hugo Dominato Fernandes (UFRJ) 


5. Introdução à Paleoarte: Como recriar dinossauros? 
Msc.Aline Marcele Ghilardi - Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Rio de 
Janeiro, RJ. 

Oficina de Paleoarte
Noções de Paleoarte: a importância dos dinossauros 
Paleoartista: Maurílio Oliveira (Museu Nacional)

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quinta-feira, 28 de março de 2013

Estátuas da Ilha de Páscoa tem Corpo



Então o que era conhecido por serem apenas grandes cabeças, sabe-se agora que essas estátuas escondem muitos segredos, como mais de metade do seu tamanho estar enterrado no subsolo e revelarem a existência de corpo e mãos.


Atribui-se a descoberta ao casal Routledge, mas outro grupo de pesquisa privado tem escavado recentemente uma estátua e descobriu muitos escritos sobre o corpo.

Localizada no Pacífico, a ilha vulcânica foi descoberta pelo navegador holandês Jakob Roggeveen, no domingo de Páscoa de 1722. Tornou-se posse chilena em 1888.

Enquanto ainda muitos mistérios cercam a ilha da Páscoa, a descoberta desses escritos colocados no subsolo podem iniciar muitos debates.

Na verdade, se quase todos os cientistas estão de acordo que foi após um ecocídio que a população (cerca de 4000) desapareceu, que aconteceu com estes gigantes de pedra enterrados?
Seriam assim desde o início quando foram feitas pelos Rapanui (civilizações antigas da ilha) ou foi o passar do tempo que as enterrou?

A hipótese mais provável é que um maremoto varreu a ilha e a sua civilização, que se perdeu nas brumas do tempo. Os turistas desconhecem que sob os seus pés há um tesouro escondido que se adivinha. As estátuas não devem ter sido enterrads, mas o fluxo de transporte da onda gigante trouxe muito entulho, poeira e sujeira que as enterrou e a civilização desapareceu como que apagada de uma só vez.

Volta a pensar-se no mito da Atlântida e do continente Mu cujas lendas ressurgiram com esta descoberta excepcional.

Fonte: uol.com.br

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Pesquisadora da UEPG Apresenta Painel nos EUA


Incentivar o diálogo e a troca de informações entre todas as pessoas envolvidas com a conservação de áreas protegidas em nível mundial. Esse foi um dos objetivos da Conferencia ‘George Wright’ de Áreas Protegidas 2013, realizada nos dias 13 e 16 de março último, na cidade de Denver, nos Estados Unidos. O evento foi bem além do sistema de áreas protegidas daquele país norte americano e inclui outros órgãos federais, como também tribos indígenas, agências estatais, organizações não governamentais, comunidade acadêmica e sistemas de parque e organizações de fora dos EUA. Na ocasião, a professora Jasmine Cardozo Moreira, Chefe do Departamento de Turismo, representou a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), tendo atuado como painelista. “O projeto de áreas protegidas, que Jasmine integra, criou o website http://go.ncsu.edu/monitoring/, que foi lançado durante o evento, pois quando se trata de parques, os pesquisadores voltam seus olhos para todo o planeta”, destaca.
Segundo Jasmine, o turismo está entre as maiores indústrias do mundo e a vertente do setor baseada na natureza em Área Protegidos (APs) vem sendo considerado como um segmento cuja aceitação cresce no mercado. Como um serviço de turismo importante dentro do ecossistema, com atuação da George Wright Society, esse viés tem condições de desempenhar um papel positivo na gestão sustentável dos recursos renováveis, junto à questão da conservação da biodiversidade e desenvolvimento comunitário. No entanto, se não tiver um planejamento adequado e se não receber gerenciamento competente, as operações e atividades turísticas, no que se refere à visitação, pode induzir efeitos adversos ecológicos e sociais e em torno de PAs. Há uma necessidade global de monitoramento de impactos, causados por visitantes, que permite avaliar a eficácia da gestão do turismo PA.
A professora da UEPG explica que o Monitoramento de Impacto de Visitante (VIM -sigla em inglês-) é um programa desenvolvido nos países com recursos significativos de PA, incluindo os Estados Unidos e o Brasil. No entanto, o nível e a consistência da execução do monitoramento tem sido fraca em muitas áreas protegidas. “As barreiras para a prática de supervisão eficaz incluem a falta de financiamento e de pessoal, compromisso institucional inconsistentes e fracos de monitoramento de gerenciamento de conexões”. A viagem de Jasmine teve o apoio do fundo University Global Partnership Network (UGPN), Rede de Parceria Global de Universidades, que congregra as Universidades de São Paulo (USP), da Carolina do Norte (NCSU- EUA) e de Surrey (Inglaterra), através do projeto Collaborative Learning Network for Visitor Impact Monitoring (Rede de Aprendizagem Colaborativa de Monitoramento de Impactos de Visitação).
Esse trabalho é realizado em parceria com os professores Yu-Fai Leung (NCSU- EUA) e Teresa Magro (USP). Do painel participou, igualmente, o pesquisador Steve Mcool, professor emérito da Universidade de Montana. Na mesma ocasião, foi apresentado, também, um pôster sobre a geodiversidade em parques nacionais brasileiros, trabalho realizado em parceria com os pesquisadores Fernando César Manosso, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Campus de Francisco Beltrão, e Edvaldo Dias da Silva Junior (UFPE). Os interessados em mais informações sobre o evento devem acessar o site http://www.georgewright.org/gws2013 ).
Fonte: http://portal.uepg.br/noticias.php?id=3974

terça-feira, 26 de março de 2013

História Geológica no Lixão?

A falta de legislação específica, que proteja sua geodiversidade e dê suporte ao geoturismo, pode provocar uma tragédia em registros raros no País. Segundo especialistas, sítios de mais de 600 milhões de anos estão abandonados no Brasil.   

A edição 48 da revista Conhecimento Prático Geografia trouxe uma excelente reportagem sobre as ameaças sofridas pelos geossítios. Vale muito a pena conferir!



Diversos eventos geológicos ocorreram ao longo da história do planeta. Ocorrências que provocaram alterações nas condições do meio ambiente e levaram à extinção diversas espécies animais e vegetais. Essas mudanças foram cruciais para a evolução dos seres vivos na Terra e para a geodiversidade. Com a evolução da civilização, ficou bem nítida a sua dependência dos recursos geológicos. Por consequência, as diversas etapas de desenvolvimento tecnológico estão ligadas ao uso ininterrupto de materiais geológicos: Idades da Pedra, do Cobre, do Bronze e do Ferro. Nos tempos modernos, a industrialização foi “refém” das reservas de carvão que alimentaram as máquinas a vapor e transformaram a sociedade.

Durante o século passado, a dependência por combustíveis fósseis, derivados do petróleo, só aumentou. Atualmente, considera-se que vivemos na Idade do Silício, elemento químico utilizado em dispositivos eletrônicos e encontrado em grande parte das rochas da crusta terrestre. Diante disso, o desafio da humanidade é a conservação dos solos e a gestão dos materiais geológicos que permitam um desenvolvimento tecnológico equilibrado.

Para a manutenção desses registros históricos, existe a possibilidade da criação de geoparques e geossítios, sendo o primeiro um território com uma gestão baseada na existência de um patrimônio geológico de exceção (único), que engloba iniciativas para a melhoria das condições de vida dos seus habitantes de maneira sustentável. Localizados, normalmente, em zonas rurais, os geoparques baseiam parte da sua estratégia de gestão no geoturismo e na promoção dos valores culturais locais. Já o segundo ocorre quando existe um ou mais elementos da geodiversidade, é delimitado geograficamente, e tem valor singular no universo científico, pedagógico, cultural e turístico.

Esses espaços são importantes, porque neles os geólogos estudam minerais, fósseis, rochas e os processos da dinâmica terrestre. Para isso, existe a necessidade de que essas áreas sejam protegidas, de modo a garantir que as futuras gerações de cientistas possam continuar a investigar, usando técnicas e métodos cada vez mais sofisticados. Contudo, considerados registros raros por especialistas, muitos sítios geológicos brasileiros não têm recebido a devida atenção dos entes federativos, seja dos Estados, seja dos municípios. Esses espaços, como já foi mencionado, contam a história de uma região e podem levar cientistas a estudos reveladores sobre o planeta. Além disso, esses lugares poderiam ser explorados através de uma nova tendência mundial, a do geoturismo. Por enquanto, a “briga” é para mantê-los preservados. “Uma obra de arte, quando está deteriorada, pode ser restaurada e recolocada num museu, mas um monumento geológico é impossível de ser restaurado”, explica o geólogo e historiador, membro do Conselho de Monumentos Geológicos, Virginio Mantesso.

A estimativa é de que, no Brasil, existam 200geossítios classificados, número baixo, segundo especialistas, se comparado ao tamanho do País e quando observados os 3 mil pontos classificados na Inglaterra. Exemplo de abandono é o sítio geológico em um bairro de Pirapora do Bom Jesus (SP). Era para ser uma praça, com informações sobre a importância do local e apta a receber visitas de estudantes e interessados em saber a história da Terra; contudo, o local precisa da atuação permanente de professores e alunos dedicados à geociência, para evitar que vire um lixão. “Estamos, sem sucesso, há 15 anos em contato com sucessivas gestões da prefeitura de Pirapora, mas é muito difícil”, explica o professor da Universidade de São Paulo (USP), Paulo Boggiani. “Compramos pedra, areia e cimento e, um dia, fomos até lá e colocamos uma placa no local, distribuímos panfletos para a população, mostrando que ali era um local importante”, lembra.

O tema foi amplamente discutido no 46º Congresso Brasileiro de Geologia, que aconteceu na cidade de Santos (SP), entre os meses de A estimativa é de que, no Brasil, existam 200 geossítios classificados, setembro e outubro de 2012, e tratou sobre geossítios, geodiversidade, geoconservação, geoparques e geoturismo. Segundo as discussões, a situação mais grave é a da chamada Cava Histórica do Jaraguá, nos bairros de Jardim Britânia e Morro Doce, em São Paulo (SP), onde aconteceram as primeiras explorações de ouro do Brasil no século 16, que sofre com o mesmo problema registrado em Pirapora do Bom Jesus.



GEOTURISMO 

Este cenário de abandono dificulta a prática do geoturismo no País, termo que passou a ser divulgado na Europa em 1995, enquanto, no Brasil, passou a ser utilizado somente no início dos anos 2000. Esse segmento do turismo tem como atrativo a geodiversidade. O Brasil possui inúmeras características geológicas distintas, que podem ser utilizadas com objetivos turísticos, mas, para ter êxito, é necessário o desenvolvimento de políticas públicas no setor.



Para o geólogo e doutor em Geodinâmica e Geofísica e professor do Departamento de Geologia da Universidade Federal do Rio Grande no Norte (UFRGN), Marcos Antonio Leite Nascimento, autor do artigo “Geoturismo no Brasil: realidades e desafios”, uma das primeiras providências para o desenvolvimento dessa vertente do turismo no Brasil é a catalogação de aspectos geológicos que sejam, ou possam vir a ser, atrações turísticas. “Essa tarefa, por si só, num país com as nossas dimensões, é muito trabalhosa”, analisa. Ele cita exemplos de locais de interesse geoturístico e que já são, mesmo sem a consciência pública disso, atrações geoturísticas, como: Cataratas de Iguaçu (PR); Pão de Açúcar (RJ); Gruta de Ubajara (CE); Serra da Capivara (PI); e Chapada Diamantina (BA). De acordo com o geólogo, eventos científicos abordando o tema já são realidade desde 2004. Como exemplos, ele cita o Congresso Brasileiro de Geologia, que vem realizando simpósios específicos, tais como “Desenvolvimento Sustentável, Geologia e Turismo” e “Monumentos Geológicos” (XLII CBGeo, em Araxá); “Geoconservação e Geoturismo: uma nova perspectiva para o patrimônio natural” (XLIII CBGeo, em Aracaju); e “Monumentos Geológicos, Geoconservação e Geoturismo/Geoparks” (neste XLIV CBGeo, em Curitiba). “Sem falar que, nos simpósios regionais de geologia, sempre há uma sessão temática abordando o assunto”, lembra Nascimento, que observa a existência de um movimento bem estabelecido de atividades de pesquisas e divulgação do geoturismo no Brasil. “Entretanto, infelizmente, a sociedade brasileira ainda é pouco sensível à importância do patrimônio geológico e os próprios geocientistas começaram a despertar para o valor patrimonial da geologia há pouco tempo”, lamenta.



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