quinta-feira, 28 de março de 2013

Estátuas da Ilha de Páscoa tem Corpo



Então o que era conhecido por serem apenas grandes cabeças, sabe-se agora que essas estátuas escondem muitos segredos, como mais de metade do seu tamanho estar enterrado no subsolo e revelarem a existência de corpo e mãos.


Atribui-se a descoberta ao casal Routledge, mas outro grupo de pesquisa privado tem escavado recentemente uma estátua e descobriu muitos escritos sobre o corpo.

Localizada no Pacífico, a ilha vulcânica foi descoberta pelo navegador holandês Jakob Roggeveen, no domingo de Páscoa de 1722. Tornou-se posse chilena em 1888.

Enquanto ainda muitos mistérios cercam a ilha da Páscoa, a descoberta desses escritos colocados no subsolo podem iniciar muitos debates.

Na verdade, se quase todos os cientistas estão de acordo que foi após um ecocídio que a população (cerca de 4000) desapareceu, que aconteceu com estes gigantes de pedra enterrados?
Seriam assim desde o início quando foram feitas pelos Rapanui (civilizações antigas da ilha) ou foi o passar do tempo que as enterrou?

A hipótese mais provável é que um maremoto varreu a ilha e a sua civilização, que se perdeu nas brumas do tempo. Os turistas desconhecem que sob os seus pés há um tesouro escondido que se adivinha. As estátuas não devem ter sido enterrads, mas o fluxo de transporte da onda gigante trouxe muito entulho, poeira e sujeira que as enterrou e a civilização desapareceu como que apagada de uma só vez.

Volta a pensar-se no mito da Atlântida e do continente Mu cujas lendas ressurgiram com esta descoberta excepcional.

Fonte: uol.com.br

Mini-Cursos UFPR


Pesquisadora da UEPG Apresenta Painel nos EUA


Incentivar o diálogo e a troca de informações entre todas as pessoas envolvidas com a conservação de áreas protegidas em nível mundial. Esse foi um dos objetivos da Conferencia ‘George Wright’ de Áreas Protegidas 2013, realizada nos dias 13 e 16 de março último, na cidade de Denver, nos Estados Unidos. O evento foi bem além do sistema de áreas protegidas daquele país norte americano e inclui outros órgãos federais, como também tribos indígenas, agências estatais, organizações não governamentais, comunidade acadêmica e sistemas de parque e organizações de fora dos EUA. Na ocasião, a professora Jasmine Cardozo Moreira, Chefe do Departamento de Turismo, representou a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), tendo atuado como painelista. “O projeto de áreas protegidas, que Jasmine integra, criou o website http://go.ncsu.edu/monitoring/, que foi lançado durante o evento, pois quando se trata de parques, os pesquisadores voltam seus olhos para todo o planeta”, destaca.
Segundo Jasmine, o turismo está entre as maiores indústrias do mundo e a vertente do setor baseada na natureza em Área Protegidos (APs) vem sendo considerado como um segmento cuja aceitação cresce no mercado. Como um serviço de turismo importante dentro do ecossistema, com atuação da George Wright Society, esse viés tem condições de desempenhar um papel positivo na gestão sustentável dos recursos renováveis, junto à questão da conservação da biodiversidade e desenvolvimento comunitário. No entanto, se não tiver um planejamento adequado e se não receber gerenciamento competente, as operações e atividades turísticas, no que se refere à visitação, pode induzir efeitos adversos ecológicos e sociais e em torno de PAs. Há uma necessidade global de monitoramento de impactos, causados por visitantes, que permite avaliar a eficácia da gestão do turismo PA.
A professora da UEPG explica que o Monitoramento de Impacto de Visitante (VIM -sigla em inglês-) é um programa desenvolvido nos países com recursos significativos de PA, incluindo os Estados Unidos e o Brasil. No entanto, o nível e a consistência da execução do monitoramento tem sido fraca em muitas áreas protegidas. “As barreiras para a prática de supervisão eficaz incluem a falta de financiamento e de pessoal, compromisso institucional inconsistentes e fracos de monitoramento de gerenciamento de conexões”. A viagem de Jasmine teve o apoio do fundo University Global Partnership Network (UGPN), Rede de Parceria Global de Universidades, que congregra as Universidades de São Paulo (USP), da Carolina do Norte (NCSU- EUA) e de Surrey (Inglaterra), através do projeto Collaborative Learning Network for Visitor Impact Monitoring (Rede de Aprendizagem Colaborativa de Monitoramento de Impactos de Visitação).
Esse trabalho é realizado em parceria com os professores Yu-Fai Leung (NCSU- EUA) e Teresa Magro (USP). Do painel participou, igualmente, o pesquisador Steve Mcool, professor emérito da Universidade de Montana. Na mesma ocasião, foi apresentado, também, um pôster sobre a geodiversidade em parques nacionais brasileiros, trabalho realizado em parceria com os pesquisadores Fernando César Manosso, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Campus de Francisco Beltrão, e Edvaldo Dias da Silva Junior (UFPE). Os interessados em mais informações sobre o evento devem acessar o site http://www.georgewright.org/gws2013 ).
Fonte: http://portal.uepg.br/noticias.php?id=3974

terça-feira, 26 de março de 2013

História Geológica no Lixão?

A falta de legislação específica, que proteja sua geodiversidade e dê suporte ao geoturismo, pode provocar uma tragédia em registros raros no País. Segundo especialistas, sítios de mais de 600 milhões de anos estão abandonados no Brasil.   

A edição 48 da revista Conhecimento Prático Geografia trouxe uma excelente reportagem sobre as ameaças sofridas pelos geossítios. Vale muito a pena conferir!



Diversos eventos geológicos ocorreram ao longo da história do planeta. Ocorrências que provocaram alterações nas condições do meio ambiente e levaram à extinção diversas espécies animais e vegetais. Essas mudanças foram cruciais para a evolução dos seres vivos na Terra e para a geodiversidade. Com a evolução da civilização, ficou bem nítida a sua dependência dos recursos geológicos. Por consequência, as diversas etapas de desenvolvimento tecnológico estão ligadas ao uso ininterrupto de materiais geológicos: Idades da Pedra, do Cobre, do Bronze e do Ferro. Nos tempos modernos, a industrialização foi “refém” das reservas de carvão que alimentaram as máquinas a vapor e transformaram a sociedade.

Durante o século passado, a dependência por combustíveis fósseis, derivados do petróleo, só aumentou. Atualmente, considera-se que vivemos na Idade do Silício, elemento químico utilizado em dispositivos eletrônicos e encontrado em grande parte das rochas da crusta terrestre. Diante disso, o desafio da humanidade é a conservação dos solos e a gestão dos materiais geológicos que permitam um desenvolvimento tecnológico equilibrado.

Para a manutenção desses registros históricos, existe a possibilidade da criação de geoparques e geossítios, sendo o primeiro um território com uma gestão baseada na existência de um patrimônio geológico de exceção (único), que engloba iniciativas para a melhoria das condições de vida dos seus habitantes de maneira sustentável. Localizados, normalmente, em zonas rurais, os geoparques baseiam parte da sua estratégia de gestão no geoturismo e na promoção dos valores culturais locais. Já o segundo ocorre quando existe um ou mais elementos da geodiversidade, é delimitado geograficamente, e tem valor singular no universo científico, pedagógico, cultural e turístico.

Esses espaços são importantes, porque neles os geólogos estudam minerais, fósseis, rochas e os processos da dinâmica terrestre. Para isso, existe a necessidade de que essas áreas sejam protegidas, de modo a garantir que as futuras gerações de cientistas possam continuar a investigar, usando técnicas e métodos cada vez mais sofisticados. Contudo, considerados registros raros por especialistas, muitos sítios geológicos brasileiros não têm recebido a devida atenção dos entes federativos, seja dos Estados, seja dos municípios. Esses espaços, como já foi mencionado, contam a história de uma região e podem levar cientistas a estudos reveladores sobre o planeta. Além disso, esses lugares poderiam ser explorados através de uma nova tendência mundial, a do geoturismo. Por enquanto, a “briga” é para mantê-los preservados. “Uma obra de arte, quando está deteriorada, pode ser restaurada e recolocada num museu, mas um monumento geológico é impossível de ser restaurado”, explica o geólogo e historiador, membro do Conselho de Monumentos Geológicos, Virginio Mantesso.

A estimativa é de que, no Brasil, existam 200geossítios classificados, número baixo, segundo especialistas, se comparado ao tamanho do País e quando observados os 3 mil pontos classificados na Inglaterra. Exemplo de abandono é o sítio geológico em um bairro de Pirapora do Bom Jesus (SP). Era para ser uma praça, com informações sobre a importância do local e apta a receber visitas de estudantes e interessados em saber a história da Terra; contudo, o local precisa da atuação permanente de professores e alunos dedicados à geociência, para evitar que vire um lixão. “Estamos, sem sucesso, há 15 anos em contato com sucessivas gestões da prefeitura de Pirapora, mas é muito difícil”, explica o professor da Universidade de São Paulo (USP), Paulo Boggiani. “Compramos pedra, areia e cimento e, um dia, fomos até lá e colocamos uma placa no local, distribuímos panfletos para a população, mostrando que ali era um local importante”, lembra.

O tema foi amplamente discutido no 46º Congresso Brasileiro de Geologia, que aconteceu na cidade de Santos (SP), entre os meses de A estimativa é de que, no Brasil, existam 200 geossítios classificados, setembro e outubro de 2012, e tratou sobre geossítios, geodiversidade, geoconservação, geoparques e geoturismo. Segundo as discussões, a situação mais grave é a da chamada Cava Histórica do Jaraguá, nos bairros de Jardim Britânia e Morro Doce, em São Paulo (SP), onde aconteceram as primeiras explorações de ouro do Brasil no século 16, que sofre com o mesmo problema registrado em Pirapora do Bom Jesus.



GEOTURISMO 

Este cenário de abandono dificulta a prática do geoturismo no País, termo que passou a ser divulgado na Europa em 1995, enquanto, no Brasil, passou a ser utilizado somente no início dos anos 2000. Esse segmento do turismo tem como atrativo a geodiversidade. O Brasil possui inúmeras características geológicas distintas, que podem ser utilizadas com objetivos turísticos, mas, para ter êxito, é necessário o desenvolvimento de políticas públicas no setor.



Para o geólogo e doutor em Geodinâmica e Geofísica e professor do Departamento de Geologia da Universidade Federal do Rio Grande no Norte (UFRGN), Marcos Antonio Leite Nascimento, autor do artigo “Geoturismo no Brasil: realidades e desafios”, uma das primeiras providências para o desenvolvimento dessa vertente do turismo no Brasil é a catalogação de aspectos geológicos que sejam, ou possam vir a ser, atrações turísticas. “Essa tarefa, por si só, num país com as nossas dimensões, é muito trabalhosa”, analisa. Ele cita exemplos de locais de interesse geoturístico e que já são, mesmo sem a consciência pública disso, atrações geoturísticas, como: Cataratas de Iguaçu (PR); Pão de Açúcar (RJ); Gruta de Ubajara (CE); Serra da Capivara (PI); e Chapada Diamantina (BA). De acordo com o geólogo, eventos científicos abordando o tema já são realidade desde 2004. Como exemplos, ele cita o Congresso Brasileiro de Geologia, que vem realizando simpósios específicos, tais como “Desenvolvimento Sustentável, Geologia e Turismo” e “Monumentos Geológicos” (XLII CBGeo, em Araxá); “Geoconservação e Geoturismo: uma nova perspectiva para o patrimônio natural” (XLIII CBGeo, em Aracaju); e “Monumentos Geológicos, Geoconservação e Geoturismo/Geoparks” (neste XLIV CBGeo, em Curitiba). “Sem falar que, nos simpósios regionais de geologia, sempre há uma sessão temática abordando o assunto”, lembra Nascimento, que observa a existência de um movimento bem estabelecido de atividades de pesquisas e divulgação do geoturismo no Brasil. “Entretanto, infelizmente, a sociedade brasileira ainda é pouco sensível à importância do patrimônio geológico e os próprios geocientistas começaram a despertar para o valor patrimonial da geologia há pouco tempo”, lamenta.



O Escritório do Geógrafo

enquanto isso no facebook... =D



13° Simpósio de Geologia da Amazônia

A Sociedade Brasileira de Geologia, Núcleo Norte tem a honra de convidar os profissionais e estudantes das Geociências, áreas afins e demais interessados para participarem do 13° Simpósio de Geologia da Amazônia, entre os dias 22 e 26 de setembro de 2013, em Belém, Pará.



E tem GGG no Simpósio hein!

Sessão Temática 10 Geodiversidade (geologia ambiental, geoturismo, geologia médica, patrimônio geológico, espeleologia e arqueologia) e a Excursão 4: Geoturismo na Região do Parque Martírios-Andorinha. 

Submissão de trabalhos de 30 de março a 30 de junho.

Confira o SITE com toda a programação! =D

sábado, 23 de março de 2013

USP Leste Recebe Acervo Pessoal de Aziz


Apesar de ainda não estarem devidamente catalogados e analisados, os mais de 1,6 mil volumes da biblioteca pessoal do geógrafo e professor Aziz Nacib Ab'Saber já estão organizados e numerados nas prateleiras da biblioteca que vai levar seu nome na USP Leste. O acervo foi doado à unidade pela viúva, Cléa. O intelectual morreu há pouco mais de um ano, no dia 16 de março de 2012, aos 87 anos.
O acervo chegou à unidade em fevereiro. Além dos 1,6 mil volumes em livros, há também quantidade parecida de periódicos - que ainda não foram avaliados. Segundo a bibliotecária Sandra Tokarevicz, da área de processamento técnico e aquisição da USP Leste, chama a atenção a quantidade de obras das décadas de 1940 e 1950. "Há ainda algumas obras de 1909 e 1911. A maior parte de geografia, geomorfologia e também uma parte de temas ambientais, que eram sua área de estudo", diz ela.
Ao longo de décadas de pesquisa, Saber, que era professor da USP, elaborou teorias fundamentais para o conhecimento dos aspectos naturais do Brasil, mantendo-se ativo até a véspera de sua morte. Foi um dos mais importantes estudiosos da geomorfologia brasileira, desenvolvendo ao longo da carreira mais de 300 artigos e tratados de significativa relevância internacional nas áreas de ecologia, biologia evolutiva, fitogeografia, geologia e de geografia. Teve também um papel de liderança no desenvolvimento de uma consciência conservacionista.
A relevância real do acervo ainda será mensurada. "Já fizemos a higienização dos livros, alguns vão passar por restauração. Mas ainda vamos começar a descobrir esse acervo. Vamos contactar especialistas para descobrir a importância desse material", explicou Sandra. Segundo ela, a unidade não foi informada se a doação era uma vontade de Saber durante a vida. "Ele havia visitado nossa biblioteca em um simpósio e gostou bastante. Talvez a motivação da doação tenha saído daí."
A inauguração da Sala Aziz Ab'Saber integra a comemoração dos dez anos da pedra fundamental da USP Leste, completados hoje. A unidade abriga a Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH).

sexta-feira, 22 de março de 2013

Abequa 2013


XIV Congresso da Associação Brasileira de Estudos do Quaternário 



A Associação Brasileira de Estudos do Quaternário (ABEQUA), criada em 1984, é uma entidade científica sem fins lucrativos, que se destina a reunir os pesquisadores do Quaternário. A cada dois anos, é realizado o Congresso da ABEQUA, tendo como objetivo reunir pesquisadores e alunos atuantes nesta área das Geociências, a fim de divulgar as produções científicas resultantes dos estudos realizados, em sua maioria, no meio acadêmico, contando também com a participação de outras instituições de pesquisa e da indústria no Brasil e exterior, com propósitos voltados para o desenvolvimento da ciência, dos aspectos sócio-econômicos e do homem.

A ABEQUA tem como objetivos principais:
 - congregar todos que se dediquem aos múltiplos aspectos da pesquisa do Quaternário;
 - incentivar estudos do Quaternário e manter intercâmbio com associações congêneres de outros países, como a INQUA (International  Union for Quaternary Research) e outros organismos internacionais;
 - promover o aperfeiçoamento de pesquisadores nas diversas especialidades abrangidas pelas pesquisas do Quaternário;
 - realizar periodicamente reuniões científicas onde sejam relatados e debatidos assuntos de interesse para o desenvolvimento do estudo do Quaternário no Brasil;
 - manter publicações periódicas contendo trabalhos que divulguem informações de interesse para os membros da Associação.

O XIII Congresso da ABEQUA, realizado em outubro de 2011 em Búzios(RJ), a exemplo dos congressos anteriores, foi um sucesso, contando com ampla participação de pesquisadores brasileiros e estrangeiros.

Pretendemos também repetir o sucesso dos eventos anteriores durante o XIV Congresso da ABEQUA, na cidade de Natal (RN), no período de 04 a 08 de agosto de 2013, no Hotel PraiaMar. Na oportunidade, trabalhos científicos completos serão reunidos para submissão à revista nacional Quaternary & Environmental Geosciences e uma revista internacional (em negociação).

A motivação para organizar e sediar o XIV Congresso da ABEQUA na cidade do Natal, nasceu da possibilidade de se ampliar a discussão sobre o Quaternário da região Nordeste do Brasil, que apresenta características diferenciadas de outras regiões do Brasil.

O tema central do XIV Congresso da ABEQUA será “QUATERNÁRIO: PROCESSOS NATURAIS E ANTRÓPICOS. UM DESAFIO PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL”, reconhecendo a importância de se compreender a relação entre os processos naturais e antrópicos no Quaternário, para decifrar diversos eventos atuais e pretéritos, desde a origem e evolução da vida humana às mudanças climáticas, visando contribuir para uma melhor compreensão das alterações ambientais futuras e, aomesmo tempo, subsidiar o desenvolvimento econômico-social sustentável nos tempos modernos.

Envio de resumos até dia 31 de março de 2013.

Lembrando também que Marcos Nascimento irá coordenar a mesa "Geodiversidade e Geoconservação no Quaternário: discussões e desafios".

 Para maiores informações: http://www.abequa.org.br

quinta-feira, 21 de março de 2013

Descoberta de Fóssil de Pterossauro


O maior fóssil de pterossauro já registrado até hoje no Hemisfério Sul foi encontrado na região que hoje abriga o Nordeste do Brasil, na Chapada do Araripe. O exemplar é o terceiro maior do mundo e, por enquanto, o mais completo: o crânio e quase todo o esqueleto estão preservados. A descoberta do fóssil do animal, que media 8,5m de envergadura e pesava 70kg, foi anunciada ontem pelo Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O modelo reconstruído em tamanho natural estará disponível para visitação pública a partir de 22 de março.
O pterossauro dominou os céus entre 220 milhões e 65 milhões de anos atrás, na Era Mesozoica. Apesar de conhecido e estudado há mais de 200 anos, sua história ainda é repleta de espaços vazios a serem preenchidos. Totalmente extinto, ele não deixou descendentes. Surgiu e desapareceu da Terra no mesmo intervalo de tempo dos dinossauros, mas, apesar da proximidade, o pterossauro não é considerado um "dinossauro de asas". Apesar de voarem, também não mantinham relação com as aves. "Os pterossauros são totalmente diferentes de absolutamente tudo que conhecemos hoje em dia", revela Alexander Kelnner, paleontólogo da UFRJ e coordenador do projeto de pesquisa.

Fonte: correio braziliense

sábado, 16 de março de 2013

Um oceano de saudades...

 


Hoje, 16 de março, completa um ano de falecimento do grande mestre Aziz Ab'Sáber. Sem dúvidas, esta foi a maior perda da geografia brasileira. Não o conheci pessoalmente, mas a presença dele na minha vida acadêmica e profissional foi e é constante, através de suas publicações. Tenho uma admiração pelo professor que é imensurável. 

Na foto acima, temos o registro de professor Virgínio, em 2009, na oportunidade em que apresentou a ele o trinômio.

Separei um trecho do livro "O que é ser geógrafo", do qual extraí a epígrafe de minha dissertação de mestrado e que acho sublime!

" É comum que o geógrafo passe a disputar um lugar de professor, através das exigências formais complicadas que existem nos quadros das universidades. E, uma vez na academia, ele entra em um conjunto onde a fogueira das vaidades está muito presente. Sua postura ética, então, vai depender da ideologia em relação ao trabalho que vai executar. 
Ou ele executa um trabalho correto, com ampliações progressivas do conhecimento, partindo do analítico para um dia, talvez chegar à teoria - conselho que me foi dado pelo professor Pierre Mobeing e segui à risca - ou, comodamente, faz o mínimo necessário: copia o tema do mestrado no doutorado, por exemplo. Assim a pessoa não vai deixar um currículo de produção, que é o desejado". 

Aziz foi assim... um oceano de conhecimento e um deserto de vaidade. 
Te amo, meu mestre. Saudades eternas...


terça-feira, 12 de março de 2013

12° Conferência Européia de Geoparques


Confira a primeira circular da 12° Conferência Européia de Geoparques que ocorrerá nos dias 4 a 6 de setembro de 2013, na Itália. 


Fórum Brasileiro de Geoparques


Representantes da UNESCO, Rede Global de Geoparques, Geopark Araripe e Serviço Geológico do Brasil (CPRM) reuniram-se no dia 28 de fevereiro passado, no escritório da UNESCO em Brasília, para discutir proposta de criação de um Fórum Brasileiro de Geoparques.

O Fórum a ser criado representará entidade encarregada de receber propostas de geoparques aspirantes no país e deverá estabelecer e manter procedimentos e critérios para a pré-seleção de novos Geoparques brasileiros que submeterão proposta à Rede Global de Geoparques (Global Geoparks Network – GGN).

Cada proposta para a criação de um geoparque no Brasil será avaliada por esse Fórum com base no valor das características geológicas presentes no geoparque aspirante e sua aderência às diretrizes e critérios da Rede Global de Geoparques (GGN) sob os auspícios da UNESCO.

Durante a reunião foi proposta a realização de um encontro na representação da UNESCO em Brasília, com o objetivo de formalizar a criação do Fórum Brasileiro de Geoparques. Propõem-se a participação nesse fórum de representantes do Conselho de Gestão do Geopark Araripe e de órgãos governamentais em nível federal responsáveis pela condução das políticas públicas de geração e difusão do conhecimento geológico, gestão do patrimônio geológico e mineral, turismo, cultura, proteção ambiental, desenvolvimento sustentável e relações exteriores.

Na referida reunião estiveram presentes Celso S. Schenkel, coordenador de Ciências Naturais da UNESCO em Brasília, Flávia Fernanda de Lima, consultora da GGN/UNESCO, José Patrício Pereira Melo, coordenador Adjunto do Conselho de Gestão do Geopark Araripe e vice-reitor da Universidade Regional do Cariri (URCA) e Carlos Schobbenhaus, coordenador Nacional do Projeto Geoparques da CPRM.

Fonte: CPRM

domingo, 10 de março de 2013

Aniversário 4 Anos do Blog



Oi gente, 
é com muita felicidade que comemoramos hoje os 4 anos deste blog. 
As dificuldades em atualiza-lo são grandes devido à correria do dia-a-dia, mas a cada e-mail que recebo com pedidos de ajuda ou dando alguma contribuição, me dá ânimo para deixa-lo no ar. 

e vamos em frente! 
Obrigada! 

sexta-feira, 1 de março de 2013

Tese: Diversidade de Canais Fluviais e Geodiversidade na Amazônia


Resumo
O estudo da geodiversidade vem sendo desenvolvido desde a década de 1990 e visa o conhecimento, descrição e conservação do patrimônio natural, através da avaliação de aspectos geológicos (minerais, rochas e fósseis), geomorfológicos (formas de relevo, processos) e pedológicos. A presente pesquisa buscou demonstrar e avaliar o potencial de utilização de variáveis da geomorfologia fluvial como indicadores de geodiversidade, considerando a subtilização deste tipo de indicador em estudos ambientais no Brasil. Essa subtilização coloca-se especialmente para a região amazônica, onde o ambiente fluvial tem grande relevância, seja nos aspectos ambientais, culturais estéticos ou científicos. O objetivo central da tese é a caracterização morfológica e análise, por amostragem, de padrões de canais fluviais e de outros parâmetros da morfologia fluvial na Bacia Hidrográfica do Rio Xingu, a fim de demonstrar a relevância desta variável para a avaliação da geodiversidade na Amazônia. Apesar de ainda ser, em grande parte, protegida por Unidades de Conservação e por Terras Indígenas, a Bacia Hidrográfica do Xingu sofre graves pressões antrópicas, ocasionadas principalmente pela monocultura de soja, nas áreas de cabeceiras, e pela construção da Usina Belo Monte na chamada Volta Grande do Xingu, próxima à sede do município de Altamira- PA. A pesquisa foi desenvolvida em duas escalas. Na de maior detalhe (1:150.000), foram realizados mapeamentos da morfologia fluvial para 23 áreas selecionadas como representativas da diversidade de padrões de canais fluviais na bacia hidrográfica considerada. Essa caracterização comprovou a grande diversidade de padrões de canais fluviais na área de estudo, demonstrando a pertinência desse parâmetro como indicativo de geodiversidade, e servindo também como base para a inserção da variável mudanças de padrão de canais fluviais na metodologia de mapeamento dos índices de geodiversidade da Bacia Hidrográfica do Xingu. Na escala de menor detalhe, foi aplicado um método de quantificação da geodiversidade, em toda a Bacia Hidrográfica, baseado na mensuração e integração dos elementos abióticos espacializados em mapas temáticos em escalas que variam de 1:250.000 a 1:1.000.000, com auxílio de um grid da articulação sistemática 1:25.000. Nesta escala foi realizada, também, uma correlação entre os índices de geodiversidade e os índices de biodiversidade, inferidos pelo XI mapeamento da vegetação em escala 1:250.000 (IBGE, 2000c). As principais contribuições da pesquisa foram o enriquecimento de bases para o estudo de grandes rios amazônicos e a aplicação de um método de mapeamento dos índices de geodiversidade, que poderá servir como instrumento para o planejamento ambiental, especialmente na definição de áreas prioritárias para conservação na região amazônica.

Tese de Juliana de Paula Silva (USP)
Avaliação de diversidade de padrões de canais fluviais e da geodiversidade na Amazônia - aplicação e discussão na bacia do Rio Xingu.


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