domingo, 23 de junho de 2013

Uberaba quer Criar o Segundo Geoparque do Brasil


Consagrada como capital nacional dos dinossauros, o município de Uberaba, no Triângulo Mineiro, quer aproximar a ciência da população. A intenção é transformar a cidade num Geoparque. Por enquanto, o Brasil dispõe de apenas um geoparque reconhecido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), localizado em Araripe, no sertão do Ceará. Com a criação da estrutura em Minas Gerais, especialistas acreditam que os fósseis de Uberaba devam ganhar uma nova aplicação, não se limitando apenas ao conhecimento científico: eles poderão contribuir para o desenvolvimento regional sustentável, através do geoturismo.
O reconhecimento do parque já foi feito pelo Serviço Geológico Brasileiro. "Mas para se materializar, o projeto depende das ações da sociedade organizada local", explica Luiz Carlos Borges Ribeiro, responsável pelo Centro Paleontológico Price e Museu dos Dinossauros de Peirópolis.
Para o pesquisador, o que vem sendo feito na cidade nos âmbitos da pesquisa, projetos educacionais, divulgação científica, popularização da paleontologia e políticas públicas municipais de conservação do patrimônio paleontológico é considerável. No entanto, ele acredita que uma melhor sinalização e informações sobre o que deverá ser visitado são essenciais para a melhor caracterização de um Geoparque.
"Não há como falar de dinossauros sem falar de Uberaba. Das 24 espécies encontradas no Brasil, temos cinco numa única localidade. A relevância é muito grande", afirma o especialista.
Uberaba é referência no período Cretáceo
O município abrica um dos mais importantes sítios paleontológicos do período Cretáceo. A região de Uberaba é pesquisada desde 1945, quando apareceram os primeiros fósseis de dinossauros na localidade de Mangabeira. O nome do centro de pesquisa é uma homenagem a Llewellyn Ivor Price, considerado um dos primeiros paleontólogos brasileiros, e quem iniciou os trabalhos na região. Price estudou o local até 1974. O município compõe um dos mais importantes sítios paleontológicos do período Cretáceo.

Em 2010, a Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) e o Serviço Geológico do Brasil iniciaram as tratativas para a criação do Geoparque Uberaba. Para a Unesco, geoparque é uma área delimitada que tenha significativas exposições paleontológicas e que seja grande o suficiente para o desenvolvimento sustentável. Além disso, é preciso haver em seu interior uma população que seja beneficiada com sua criação.
O professor Ismar de Souza Carvalho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), explica que o processo de implantação do geoparque tem diferentes etapas. "No momento encontra-se em fase de execução o levantamento das potencialidades regionais e a quantificação do patrimônio geológico existente."  Segundo ele, com as informações já obtidas, observa-se um grande potencial na área para a implementação de um geoparque.
Para o pesquisador, o estabelecimento de um geoparque em Uberaba serviria como estímulo ao turismo nacional e internacional, especialmente o turismo científico, possibilitando uma ampla difusão da história geológica do município, bem como da própria territorialidade nacional.

Patrimônio paleontológico

A pesquisa da fauna da região de Uberaba não se restringe aos dinossauros. Dos sítios paleontológicos de Peirópolis, a 20 km do município mineiro, foram descobertas 17 espécies novas, únicas no mundo, como crocodilos, tartarugas e peixes, o que proporcionou o desenvolvimento de várias publicações científicas.

Carvalho explica que Uberaba se localiza sobre uma bacia sedimentar (Bacia Bauru), que abrange rochas de um intervalo temporal de 85 a 65 milhões de anos. "A área registra importantes eventos relacionados ao final do período Cretáceo, o qual no hemisfério sul é responsável por grandes mudanças ambientais", observa, ao fazer menção ao período em que América do Sul e África se separam por completo.
Especialistas acreditam que os dinossauros da região talvez sejam os últimos a habitar o planeta. Os fósseis são encontrados em rochas cujas idades são atribuídas ao Maastrichtiano, último intervalo de tempo geológico do Período Cretáceo. Há 65 milhões de anos desapareceram da Terra os grandes animais que dominaram o planeta por mais de 200 milhões de anos. "As aves atuais são seus representantes vivos, isto é um consenso da comunidade científica internacional", observa Ribeiro.
Fonte: terra.com.br

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Museu Geológico da Bahia - Comemorações

Confira a programação das comemorações ao Dia do Geólogo do Museu Geológico da Bahia

- Lançamento do livro "Geologia do Brasil", do Prof. Celso Dal Ré Carneiro (UNICAMP)



- Palestra "Mudança Climática, História Geológica e Tectônica Global"

- Lançamento do livro "Geologia da Bahia", do Prof. Johildo S.F. Barbosa (UFBA) e Rafael Avena (CBPM)

- Palestra "Síntese da Geologia da Bahia" - Prof. Johildo Barbosa

- Entrega da Medalha Teodoro Sampaio e confraternização.


Local: Museu Geológico da Bahia – Auditório do Museu
Horário: Abertura às 14h dia 19 de junho 
Organizador: SBG – Sociedade Brasileira de Geologia – Núcleo Bahia
Contatos: sbgbase@gmail.com | (71) 3235-6789

Geoparque Morro do Chapéu - Convite


segunda-feira, 3 de junho de 2013

Prorrogado o Prazo dos Resumos II SBPG

Atenção Amigos!

O prazo limite para submissão de resumos ao II Simpósio Brasileiro de Patrimônio Geológico foi prorrogado para 23/06.

SITE DO EVENTO

domingo, 2 de junho de 2013

Fóssil Gigante é Encontrado em Corrente - PI

Cientistas da Universidade Federal do Piauí (UFPI) e da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) descobriram em Corrente (874 km de Teresina) o fóssil de uma preguiça gigante. O animal é pré-histórico, media de 5 a 6 metros e pesava cerca de 5 toneladas, o mesmo peso do maior elefante que hoje existe.


A descoberta foi feita na localidade de Riacho Grande, interior do município, durante uma semana de estudos na região, pelo grupo de cientistas composto pelo zoólogo Paulo Auricchio, o paleontólogo Juan Cisneros, a arqueóloga Mayana de Castro e a bióloga Cláudia Madella. 

O professor Paulo Auricchio relatou que ficou sabendo da informação de que havia algo em Corrente num congresso, onde ouviu o relato de uma aluna sua afirmando que havia um professor em Corrente que andava pela cidade carregando um osso muito grande nas costas. “Ela, que era daqui, fez alguns telefonemas e logo identificou que se tratava do professor Marcelo. Entrei em contato e depois de quatro meses pude vir pessoalmente a Corrente e constatei que de fato o osso que o professor carregava se tratava de um úmero muito grande, já fragmentado”, contou.

Ao levar o fóssil a Teresina, o professor montou as partes fragmentadas e constatou que se tratava de um osso pertencente a uma preguiça gigante. O paleontólogo e especialista em Megafauna, Juan Cisneros auxiliou o professor Paulo Auricchio nos estudos preliminares do fóssil e a partir de então montaram um projeto com o objetivo de virem pessoalmente a Corrente.

Juan afirmou que o que mais despertou seu interesse foi o fato de que não há registros de que esse tipo de animal tenha sido encontrado nesta região, havendo registros apenas na região de São Raimundo Nonato e cidades vizinhas. “Trata-se de um local novo destas descobertas sobre estes animais que viveram na Era do Gelo e sabe-se muito pouco a seu respeito”, esclareceu o professor.
Os fósseis encontrados e coletados serão encaminhados ao laboratório de paleontologia da UFPI, onde passará por diversos processos. “Primeiramente será feito um tratamento de limpeza e conservação desses ossos, que é um processo que leva vários meses,  pois são extremamente frágeis e requerem muito cuidado. Posteriormente confirmaremos que espécie de animal se trata, embora tenhamos uma boa ideia que se trata de uma preguiça gigante, da família dos Megatheriidæ, que são as maiores preguiças que já existiram”, afirmou o Dr. Juan Cisneros.

As preguiças gigantes já foram descobertas em várias localidades do Brasil e podiam ficar apoiados nas patas traseiras para poderem se alimentar das plantas mais altas, chegando a altura de uma casa de dois andares. Pertenceram ao período Pleistoceno, podendo ter a idade de 10 mil a dois milhões de anos, embora as maiores preguiças pertençam no máximo a 100 mil anos.

Os fósseis encontrados em Corrente foram achados quando a argila começou a ser retirada para fabricação de telhas e tijolos, e ao encontrarem os ossos a população não sabia do que se tratava, sendo que vários ossos foram retirados. Os cientistas enfatizam a necessidade de que se propicie uma educação à comunidade no sentido de que, ao serem encontrados esses tipos de ossos, de forma alguma se mexa no local, pois mesmo que seja feito com muito cuidado, até a posição deles são de fundamental importância para os estudos. 

“Essa descoberta é muito importante para entendermos o passado do Piauí. A população precisa se conscientizar do cuidado que se deve ter com esses ossos e também com qualquer vestígio de presença humana, enfatizou o professor Paulo Auricchio, que ainda destacou que esses fósseis não possuem qualquer valor comercial.

Fonte: cidadeverde.com

Dia do Geógrafo e Geólogo

Saudações aos geocientistas!

Quero parabenizar os geógrafos e geólogos pelos seus dias, comemorados nesta última semana.

Dia 29 de maio, dia do geógrafo.
Dia 30 de maio, dia do geólogo.

um VIVA! às Ciências da Terra! 


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