domingo, 27 de dezembro de 2015

Feliz 2016!!!

Imagem da Terra divulgada pela Nasa nesta última semana.


Olá amigos, 

como podem observar, nestes últimos dias (um mês, pra ser sincera rs) o blog ficou sem postagens, devido aos meus compromissos, principalmente com concursos. Estudar ocupou muito meu tempo. 

Tivemos um ano bem movimentado, o mais ativo nestes 6 anos de blog e quero agradecer à todos que nos acompanharam ao longo doeste ano. Recebo e-mails não apenas com pedidos de informação ou material, mas agradecendo também por este meio de compartilhamento. A meta para 2016 é chegar às 100 mil visualizações. Me ajudem! kkkkk 

Desejo um excelente 2016 à todos, com muita paz, saúde e que seja um ano bem produtivo. Aproveito para lembra-los que próximo ano teremos dois grandes eventos muito importantes para os Geo's, o Congresso Brasileiro de Geologia, em Porto Alegre-RS e o Simpósio Nacional de Geomorfologia, em Maringá-PR. Todos os caminhos levam ao Sul do país, então vamos lá!

Um abraço a todos e até janeiro!


quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Lei Institui Dia da Geodiversidade em Ponta Grossa - PR

A Lei n°11.955 de 17 de setembro de 2014 institui, no município de Ponta Grossa - PR, o Dia da Geodiversidade, a ser comemorado anualmente no dia 23 de março. 

Na data, o Poder Executivo, juntamente com a Secretaria de Meio Ambiente, a Secretaria Municipal de Educação e a Fundação de Turismo, poderão promover palestras, cursos, oficinas, exposições e outras atividades, objetivando a divulgação e importância da geodiversidade no âmbito local, regional e nacional.  

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Novo Eixo Temático no XI SINAGEO: Geodiversidade e Patrimônio Geomorfológico

Ola amigos, 

esta semana tivemos uma notícia muito boa, a inclusão do eixo temático nro 09 "Geodiversidade e Patrimônio Geomorfológico" no XI Simpósio Nacional de Geomorfologia, que ocorrerá em Maringá - PR, nos dias 15 a 21 de setembro de 2016. Uma excelente oportunidade de reforçar a importância da discussão do patrimônio geomorfológico dentro do evento nacional mais importante da ciência geomorfológica. 

Não sei quantos professores/pesquisadores solicitaram a inclusão do eixo, mas eu fui uma delas, que destacou os trabalhos da UGB, em nível nacional e da IAG, em nível internacional. A primeira, principalmente em parceria com o SIGEP e a enorme quantidade de sítios da categoria geomorfológica já catalogados e inúmeros outros já aprovados e aguardando a descrição; e a segunda associação com os trabalhos dos grupos de pesquisa "Geodiversity" e o "Geomorphosite". Deu certo! 

O tema central do evento deste ano é "Geomorfologia: compartimentação de paisagens, processos e dinâmica". 

Organizem suas pesquisas e atentem para o prazo de envio de trabalhos que é até o dia 15 de fevereiro de 2016. 

Visite o site para maiores informações. CLIQUE AQUI

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Lançamento Livro - Geossítios: Cenários da Geodiversidade da Bahia

Clique na imagem para visualizar em tamanho maior

Olá amigos da Bahia! Atentem para o lançamento do livro de nosso amigo Ricardo Fraga, Dante Guidice e o saudoso amigo Augusto Pedreira, no próximo dia 25 de novembro de 2015, no auditório da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral - CBPM. 

Em breve disponibilizo o link para baixar o livro. 

UNESCO Oficializa Mais Um Programa, o Internacional Geoscience and Geoparks Programme (IGGP)

Foto Nikos Zouros 
195 Estados-Membros oficializaram hoje, 17 de novembro de 2015, durante a Conferência Geral da UNESCO, a criação do mais novo programa, o Internacional Geoscience and Geoparks Programme (IGGP). O Programa juntará esforços para aumentar a consciência sobre a importância da geodiversidade e promover melhores práticas de proteção, educação e geoturismo através dos geoparques. Juntamente com os programas de Patrimônio Mundial e Reservas de Biosfera, o IGGP, dará contribuições imensuráveis para o projeto de Desenvolvimento Sustentável 2030. 

Temos então não mais apenas o apoio, mas a oficialização, em nível internacional, do Programa Geoparques pela UNESCO, que, até então, vinha sendo conduzido pela Rede Global de Geoparques. 

Fonte:Unesco.org.

domingo, 8 de novembro de 2015

XXVI Simpósio de Geologia do Nordeste - Anais

Olá amigos!

Ocorreu nesta semana o XXVI Simpósio de Geologia do Nordeste, em Natal - RN, com o tema "Geologia e Desenvolvimento". Um evento tradicional, promovido desde 1965, pelo Núcleo Nordeste da Sociedade Brasileira de Geologia . 


Foto: Marcos Nascimento

 O evento contou com a palestra de nosso amigo Prof. Dr. Marcos Nascimento "Mas Afinal, o que é Geodiversidade?". Ao todo foram 462 trabalhos apresentados e publicados, sendo que 50 foram no eixo "Geodiversidade, Geoturismo e Ensino de Geociências", que por sinal, uma riqueza de artigos! Lindo de ver e ler! 



Foto Marcos Nascimento

CLIQUE NA IMAGEM PARA BAIXAR OS ANAIS

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

48° Congresso Brasileiro de Geologia


Olá amigos!

final de ano é tempo de programar a participação nos eventos científicos do ano seguinte. Já comentei sobre o Simpósio Nacional de Geomorfologia, que ocorrerá em Maringá- PR, de 15 a 21 de setembro de 2016 e agora temos também o 48° Congresso Brasileiro de Geologia, agendado para os dias 09 a 13 de outubro, em Porto Alegre - RS, com o tema central "As Geotecnologias e o Século XXI".  

Pelo visto, todos os caminhos levam ao Sul do país em 2016 rsrs 

E novamente, pelo sétimo ano seguido, o evento contará com um eixo temático sobre Geoconservação, dividido, tradicionalmente neste congresso em Simpósios Temáticos. Desta forma, tem na programação a Grande Área "Ensino e Patrimônio Geológico" com os Simpósios Temáticos ST25 - Geodiversidade e Geoconservação; ST26 - Geoparques e Geoturismo ST27 - Ensino e Educação em Geociências. Legal né?! 

Gostei também do ST especial "Bacia do Parnaíba". 

Fiquem atentos aos prazos de envio de trabalhos.

Conheça o site do evento clicando AQUI


sábado, 31 de outubro de 2015

Tendências Temáticas e Conceituais da Geomorfologia no XVI Simpósio Brasileiro de Geografia Física Aplicada

Olá amigos, 

nesta semana ocorreu a III Jornada de Geografia Física, na Universidade Federal do Piauí, onde avaliei alguns trabalhos e um deles, especialmente, me chamou atenção. Trata-se do artigo "As tendências temáticas e conceituais da geomorfologia no XVI Simpósio Brasileiro de Geografia Física Aplicada", que também ocorreu aqui em Teresina, no mês de julho do presente ano.

 A ciência geomorfológica, em especial, vem experimentando, já desde os anos de 1970 e 1980, refinadas abordagens conceituais, abrindo-se para um espectro temático mais abrangente. No âmbito dos seminários de Geografia Física, a maior proximidade dos praticantes da abordagem geomorfológica junto aos geógrafos, geólogos, pedólogos, biogeógrafos e climatologistas tem propiciado um rico intercâmbio de métodos, conceitos e temas, impulsionando o amadurecimento epistemológico da Geomorfologia, alargando, também, as possibilidades aplicativas desta ciência aos temas historicamente vinculados à Geografia Física, a qual mantém a patente sobre o estudo da organização espacial dos sistemas ambientais,

Um quadro com a compilação dos eixos temáticos e a quantidade de trabalhos apresentados foi apresentado, onde pode ser observado uma quantidade significativa de trabalhos no eixo 09, que tratou da temática de Geodiversidade e Geoconservação. 


Clique na imagem para visualizar em tamanho maior

Observem que eixos clássicos da Geografia Física, como a Biogeografia, estudos ambientais no Nordeste e Ensino de Geografia Fìsica, apresentaram uma quantidade menor de trabalhos. 

Nesta segunda apresentação à Geografia, em um dos principais eventos da área, a turma da Geoconservação até que fez uma boa participação. Falo em segunda apresentação, porque a primeira foi no Simpósio Nacional de Geomorfologia em 2010, onde tivemos um eixo específico e depois disso não houve continuação. 

Confira os Anais da III Jornada de Geografia Física AQUI

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Anais 46° Congresso Brasileiro de Geologia

A pedidos, estou disponibilizando novamente o link dos Anais do 46° Congresso Brasileiro de Geologia. 

Desta vez coloquei na minha comunidade do facebook. 

Cliquem na imagem para baixar. 



domingo, 25 de outubro de 2015

Vídeo - O Mapa Geológico: Desenhando a Pele da Terra

Confira este vídeo, produzido pelo Instituto Geológico e Mineiro da Espanha. 

clique na imagem




(A propósito, o vídeo está compartilhado em um grupo do Facebook denominado "Arquivos da Shey", outra forma que encontrei de compartilhar arquivos. Deem um joinha lá ;) ).

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

II Semana Científica do Laboratório de Geomorfologia e Erosão dos Solos



Olá amigos!

Vem ai a II Semana Científica do Laboratório de Geomorfologia e Erosão dos Solos  - "Geomorfologia e Meio Ambiente: um Novo Olhar Sobre o Patrimônio Geomorfológico".

O evento está sendo promovido pelo Laboratório Lages da Universidade Federal de Uberlândia e ocorrerá nos dias 19 e 20 de novembro de 2015. 

Entre a oferta de mini-cursos, haverá o da Prof. Dra. Lílian Bento (UFU) "Interpretação Ambiental do Patrimônio Geomorfológico por Meio de Painéis" e uma mesa-redonda "Avanços na Pesquisa em Patrimônio Geomorfológico", com a participação das professoras: Prof. Dra. Kátia Mansur (UFRJ), Profa. Dra. Úrsula Ruchkys (UFMG) e Lílian. A abertura contará com a presença e palestra do Prof. Dr. Luciano Sanches Ross. 

O envio de trabalhos foi prorrogado para o dia 31 de outubro. 

Confira mais informações no LINK.


sábado, 10 de outubro de 2015

Projeto Geoparque Fernando De Noronha

Um meio ambiente que seja ambiente inteiro. A ideia de um geoparque se fundamenta na valorização do Patrimônio Geológico como princípio de abertura para iniciativas mais amplas. Isso significa dialogar com outras categorias de "Patrimônio", através de ações sustentáveis, educativas, culturais, que estimulem a geração de renda para as comunidades. Estas, passam a se apropriar do conhecimento e transformam-no em vivências cotidianas. Se reconhecem no geoparque, e criam com ele uma identidade. 

O projeto Geoparque Fernando de Noronha, ao contrário do que muitos pensam, já tem história. Desde 2007, são realizados estudos na ilha visando à criação de um geoparque, e em 2013 se consolidou um Grupo de Trabalho específico em Reunião oficial do Conselho do Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha (PARNAMAR-FN). Destaca-se a composição do grupo, que inclui representantes do Parque Nacional Marinho, Universidades (UEPG, UFPE), Projeto Tamar, Centro do Golfinho Rotador, membros do trade turístico, da administração e da comunidade de Fernando de Noronha. A ideia, a partir daí, foi fundamentar as bases necessárias a fim de submeter uma candidatura à Rede Global de Geoparques (GGN) - UNESCO.

"Fernando de Noronha tem pleno potencial para ser um geoparque" - lembro de ter me dito, com entusiasmo, uma das idealizadoras do projeto, Jasmine Cardozo Moreira (UEPG). É uma região geograficamente compacta que possui geo e biodiversidades sui generis, com 17 potenciais geossítios já identificados (considerando apenas a área do Parque Nacional), a exemplo da Ponta da Sapata (Fig. 1). Claro, que grandes desafios existem nessa empreitada, como por exemplo propor as alterações necessárias no sistema de gestão da ilha, e salvaguardar o respeito à capacidade de carga local, dentre vários outros temas delicados. Alguns pontos de destaque do Projeto Fernando de Noronha são:

1- O envio da candidatura para a UNESCO acontecerá somente mediante aprovação e desejo da comunidade;
2- O Plano de Gestão do Patrimônio Geológico terá sua base fundamental no Plano de Manejo do Parque Nacional;
3- A heterogeneidade do Grupo de Trabalho, que pode facilitar a busca por apoio político e recursos financeiros para a execução do Plano de Ações;

Fig. 1: Ponta da Sapata - Fernando de Noronha, potencial geossítio (Foto: Kelly Sato).

Segundo Jasmine, o grupo pretende socializar os avanços, e discutir intenções através de um evento que provavelmente ocorrerá em 2016 com, e para, a comunidade. Os pesquisadores especialistas convidados, representantes de geoparques, e do Serviço Geológico Brasileiro, estarão disponíveis para diálogos em mesas redondas e explanações, a fim de tirar dúvidas e fortalecer uma proposta legitimamente fernando-noronhense. Para consultas adicionais e mais informações, o Projeto Fernando de Noronha mantém um site de comunicação que pode ser consultado clicando no link a seguir: Projeto Geopark Fernando de Noronha .

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Anais do VII Congresso Nacional de Geomorfologia (Portugal)

A Associação Portuguesa de Geomorfólogos (APGEOM), em colaboração com o Instituto de Geografia e Ordenamento do Território (IGOT) da Universidade de Lisboa, organizou em Lisboa, nos dias 8 e 9 de Outubro de 2015, o VII Congresso Nacional de Geomorfologia – Geomorfologia 2015. 

Este evento deu continuidade a congressos realizados com a periodicidade de 2 anos, que se efetuaram, desde 2002, em Lisboa, Coimbra (em duas ocasiões), Funchal, Braga e Porto. O VII Congresso de Geomorfologia contou com 24 comunicações orais e 25 comunicações em poster (também com apresentação pública), envolvendo cerca de 150 autores de 9 nacionalidades.


Clique na imagem para baixar os Anais.


terça-feira, 6 de outubro de 2015

Global Geoparks Network (GGN) Admite Mais Nove Membros



Na ocasião do IV Simpósio da Rede dos Geoparques da Ásia e Pacífico, realizado entre 16 e 20  de 2015, no território do San’in Kaingan Geopark, Japão, foram aprovados 9 geoparques na composição da rede global. O número de geoparques passa oficialmente de 111 (distribuídos em 32 países) para 120 membros (distribuídos em 33 países). Segue a lista dos geoparques recém-aprovados:

1- Mount Apoi Geopark – Japão
2- Zhijindong Cave Geopark – China
3- Dunhuang Geopark – China
4- Gunung Sewu Geopark – Indonésia
5- Sitia Geopark - Grécia        
6- Troodos Geopark – Chipre
7- Reykjanes Geopark – Islândia
8- Pollino Geopark – Itália
9- Lanzarote Geopark and Chinijo Islands Geopark – Espanha

Para visualizar a distribuição geográfica e a lista atualizada de todos os geoparques (GGN) clique aqui


Logotipo oficial da Global Geoparks Network


domingo, 4 de outubro de 2015

Mapa Geoturístico do Centro Histórico de Natal - RN


O Projeto "As Rochas contam sua História: Programa de divulgação da Geodiversidade no Centro Histórico de Natal" - uma parceria entre pesquisadores e discentes dos departamentos de Geologia, Arquitetura, História e Turismo da UFRN - começa a divulgar seus primeiros resultados sob a forma de mapas.

Aqui o Mapa Geoturístico do Centro Histórico de Natal - Bairro Cidade Alta, com 11 locais de interesse turístico (enfoque na geodiversidade, história e cultura).
Grato aos(as) alunos(as) Gustavo Brito, Matheus Lisboa, Tarsila Barbosa Dantas, Roberta Dias, Lara Trindade, Allan Barbosa, Isabella Ludimilla, Luciléia Morais, Gabriel Barreto pelo excelente trabalho. Sigamos em frente.



Clique na imagem para visualizar em tamanho maior


Por Marcos Nascimento

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Periódico GeoHeritage - Qualis



A Geoheritage é o periódico da Springer que trata diretamente sobre os 5 GEO`s (Geodiversidade, Geopatrimônio, Geoconservação, Geoturismo e Geoparque). Nele temos distribuídos em seus primeiros 7 volumes, um total de 155 artigos.

Hoje de acordo com a CAPES a Geoheritage salta de B3 para B2, na área de Geociências e B3 na área de Geografia, na mais recente classificação de periódicos (Qualis 2014) para área de Geociências. Importante momento para aqueles que labutam na publicação de trabalhos sobre os 5 GEO`s no exterior.

O acesso à revista é pago mas para quem é estudante ou professor, na universidade, vocês podem pedir o acesso. 

Conheçam o SITE.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

sábado, 19 de setembro de 2015

O Papel da Resolução nas Avaliações Quantitativas de Geodiversidade

Olá!


para reiterar a importância dos trabalhos acerca dos índices de geodiversidade, trago para discussão um dos artigos que mais chamou minha atenção nos Anais do III GeoHeritage, trata-se do artigo "O papel da resolução nas avaliações quantitativas de geodiversidade: proposta de revisão metodológica", autoria de Daniel Souza Santos et al.  (UFRJ).

Resumo:

O conceito de Geodiversidade ainda passa por um processo de consolidação de seus métodos de aplicação prática. O presente trabalho realizou uma abordagem metodológica, focando na questão da resolução da matriz regular utilizada na maioria das propostas de metodologias de quantificação da Geodiversidade. Foi realizada uma série de testes, criando-se Mapas de Índice de Geodiversidade do município de Morro do Chapéu, BA, em diferentes resoluções da matriz regular. Os resultados mostraram que as mudanças nas resoluções são responsáveis por alterações significativas no resultado final, sendo importante, então, uma revisão metodológica do procedimento, levando em conta este aspecto.

Foram elaborados cinco mapas de geodiversidade com resoluções de: 250 x 250 metros; 500 x 500 metros; 1000 x 1000 metros; 2000 x 2000 metros; 4000 x 4000 metros. 

Em cada um dos mapas foi gerado um índice de geodiversidade classificado como muito baixo, baixo, médio, alto e muito alto, baseando-se nos valores mínimos e máximos encontrados em cada um deles. 



Em seguida foi avaliada a porcentagem de área ocupada por cada classe em cada um dos mapas, evidenciando-se as diferenças  por cada classe do índice de geodiversidade a partir das mudanças de resolução da grade vetorial. 





Este resultado mostra que as mudanças na resolução são capazes de provocar influências muito significativas no produto final. Por exemplo, quando foi utilizada a resolução de 250 x 250 metros, o resultado mostrou que cerca de 95% da área do município é ocupada por áreas com índice de Geodiversidade Muito Baixo ou Baixo. Ao modificar a resolução para 500 x 500 metros, o resultado mostra que a porcentagem de área ocupada por estas mesmas classes cai para cerca de 75%. Portanto, os resultados mostram que a resolução utilizada para a criação do Mapa de Índice de Geodiversidade possui um papel fundamental no resultado final.

Fonte: Anais III GeoHeritage


Confira o trabalho nos Anais do III GeoHeritage (p. 199-202).

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Associação Brasileira de Defesa do Patrimônio Geológico e Mineiro - AGeoBRh

Ainda sobre o III GeoHeritage...

foi eleita a diretoria da Associação Brasileira de Defesa do Patrimônio Geológico e Mineiro -AGeoBRh, bem como o Conselho Fiscal.
A AGeoBRh é uma associação criada por e para interessados nos temas da Geodiversidade, Geoconservação, Geoturismo e Patrimônio Geológico e Mineiro.
Objetiva reunir aqueles preocupados com a perda de memória do país e de seus melhores instrumentos para formação de jovens pesquisadores, cientistas e profissionais nas áreas das Ciências da Terra e a ela afeitas, com o fim de desenvolver estes temas no Brasil e promover a proteção dos afloramentos e exposições relevantes, em especial àquelas que têm ligação com a identidade ou apoiam a sobrevivência e geração de renda das comunidades no seu entorno.

Confira a lista dos representantes do biênio 2015-2017
Coordenação Executiva
Coordenador Geral = Gilson Burigo Guimarães ‐ PR

Vice‐coordenador = Marcos Antonio Leite Nascimento ‐ RN
Coordenador Secretário = Marjorie Cseko Nolasco ‐ BA
Coordenador Tesoureiro = Kátia Leite Mansur ‐ RJ
Suplente = André Weissheinerde Borba ‐ RS
Suplente = Annabel Pérez Aguilar – SP



Conselho Fiscal
Efetivo = Ricardo Galeno Fraga de Araújo Pereira ‐ BA
Efetivo = Úrsula Ruchkys de Azevedo ‐ MG
Efetivo = Giane Taeko Mori Rodella ‐ CE
Suplente = Carlos Augusto Brasil Peixoto ‐ RS

Associem-se! 
Entrem em contato com o Prof Dr. Marcos Nascimento

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

III Simpósio Brasileiro de Patrimônio Geológico - Relato

Relato sobre o III Simpósio Brasileiro de Patrimônio Geológico, ocorrido entre os dias 8 e 13 de setembro, em Lençóis (BA). 

Texto de Rafael C. Soares

Todo tema novo inspira novas ações, e trazem novos desafios. Academicamente, isso não é diferente. Quem tem a iniciativa assume a responsabilidade de criar, apresentar, dialogar, formatar, fazer-acontecer, ao mesmo tempo que tem que estar aberto às críticas que sempre acontecem. E assim a ação cresce, ou morre.

 O III GeoBRheritage, além de um sucesso, foi um divisor de águas. Primeiro, porque reconheceu o mérito daqueles que construíram a ideia a partir da pedra bruta, e dos que na segunda edição viriam a propor uma Associação, a partir da compreensão de que o tema Patrimônio Geológico mereceria um tratamento especial. Segundo, porque representou a continuidade de diálogos necessários para uma evolução, um direcionamento que significasse democraticamente atender aos interesses do grupo, acima das vontades pessoais. E esse sentimento predominou.

Mesa-redonda "Geoparques do Brasil: para onde vamos?" Na foto: Úrsula, Dourado, Patrício, Dante, Kátia, Gilson e Marcos

As mesas redondas foram muito bem propostas. Temas como “Novos rumos em Geodiversidade”, “Geodiversidade em caixinhas”, “Geoparques do Brasil: para onde vamos? ”, despertaram debates e embates muito interessantes e positivos, com respeito e argumentos, como o protocolo pede. 

Algumas falas foram bastante expressivas e, na minha opinião, merecem destaque: Diamantino Pereira (UMinho, Portugal) com uma belíssima exposição dos paradigmas e conceitos em Geodiversidade; Kátia Mansur (UFRJ) demonstrando um belíssimo exemplo de trabalho a partir do Museu da Geodiversidade; Ismar Carvalho (UFRJ), com uma exposição “sui generis”, inteligentemente provocativa; Antônio Dourado (CPRM) e o exemplo de que precisamos de espíritos visionários para que o novo possa se materializar. Incrível a sua atuação à frente da ideia do Geoparque Morro do Chapéu; Marcos Nascimento (UFRN) e o projeto Geoparque Seridó que se apresenta cada vez mais forte, e claramente executado dentro de um processo bem democrático; Patrício Melo (URCA) e o Geopark Araripe, esclarecendo dúvidas sobre os processos e caminhos que o Araripe trilhou, e expondo o que houve de evolução;UrsulaRuchksys (UFMG), mencionando que existem outros caminhos igualmente interessantes para projetos que não necessariamente têm que optar pelo caminho de um geoparque UNESCO. O foco é a viabilidade; Gilson Burigo (UEPG) com uma apresentação bem relevante sobre Geodiversidade urbana, além de se disponibilizar na equipe que organizará o próximo Simpósio, no Paraná. E claro, não poderia deixar de mencionar a professora Marjorie Nolasco (UEFS) pela organização, e por ter se demonstrado uma guerreira a frente deste evento.

Essa opinião sobre as mesas foi reforçada, conversando com alguns participantes. E aproveitando para tratar de pontos negativos nessas conversas, se sobressaíram os seguintes: 1- Local de exposição dos banners (muitos rasgaram com o forte vento, mas felizmente conseguiram pensar numa estratégia de contenção do problema); 2- Repetição de alguns debatedores em mesas diferentes (poderia democratizar mais isso, e convidar outras pessoas a fim de não repetir) 3- Falta de espaço para apresentações orais de trabalhos completos.

Quando superamos desafios, o difícil, torna-se belo. 

O evento também fez algumas homenagens e premiações, como a de nosso amigo Marcos Nascimento que recebeu o prêmio "Augusto Pedreira - GuGu" pela publicação do 1° livro brasileiro sobre a temática "Geodiversidade, geoconservação e geoturismo: trinômio importante para a proteção do patrimônio geológico brasileiro". Parabéns Marcos! Mais do que merecido! 


Premiação do Prof. Dr. Marcos Nascimento

O Geopark Araripe também foi gratificado pelo prêmio "GuGu", na categoria Institucional/Divulgação, referente ao ano de 2011. 

Sabe-se que foram muitas as premiações, mas não conseguimos elencar todas. 

Acredito que a partir do III GeoBRHeritage o que foi proposto em edições anteriores amadureceu, o que tinha que ser revisto/modificado o foi. E se ganhou contornos sólidos e consistência para o porvir.

Em 2017 o Simpósio ocorrerá em Ponta Grossa (PR) e em 2019 no Geopark Araripe, em Crato (CE).

E vamos em frente... 

Novo Administrador do Blog

Olá meus amigos!


quero apresentar o mais novo colaborador do blog, nosso amigo Rafael Celestino Soares. Já me ajudou muito na vida acadêmica e será parceiro aqui também. 




Rafael é formado em Geografia pela Universidade Regional do Cariri (URCA) e atualmente é doutorando em Geologia pela Universidade Federal do Ceará (UFC). É pesquisador associado do Geopark Araripe desde 2013, mas trabalha junto ao Geopark desde 2007, como bolsista, estagiário, professor e pesquisador (esse entende, na prática, como funciona um geoparque). 

Seja bem vindo! :D



terça-feira, 15 de setembro de 2015

UTAD Ganha Cátedra com Chancela da Unesco em Parceria com UFPE

Esta será a quarta cátedra da UNESCO a funcionar em Portugal e tem os geoparques, o desenvolvimento regional e os estilos de vida saudáveis como objetivo.

A UNESCO aprovou recentemente a candidatura da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) para a criação de uma cátedra em “Geoparques, Desenvolvimento Regional Sustentado e Estilos de Vida Saudáveis”. Esta cátedra visa criar uma rede inovadora e integrada de pesquisa, ensino, transferência de conhecimento e comunicação e dar formação aos agentes de desenvolvimento dos territórios, a fim de aumentar a consciencialização da sociedade para as suas temáticas.

“Esta nova cátedra UNESCO coloca a UTAD, a Região e Portugal na linha da frente no que respeita à formação avançada no domínio dos geoparques e dos estilos de vida saudáveis”, salienta Artur Sá, coordenador da nova cátedra e docente do Departamento de Geologia da UTAD.

A nova formação internacional ficará sedeada na UTAD e conta com a colaboração de uma equipa multidisciplinar dos centros de investigação de Geociências, de Tecnologias AgroAmbientais e Biológicas (CITAB) e de Estudos Transdisciplinares para o Desenvolvimento (CETRAD), e oferece oportunidades de formação avançada a alunos de mestrado e doutoramento em temáticas como Geoparques, Património Geológico e Geoconservação, Geoturismo, Educação para o Desenvolvimento Sustentável, Desenvolvimento Local, Dinâmica Económica e Coesão Socioterritorial e Estilos de Vida Saudáveis, integrando todos os domínios de conhecimento da UTAD.

“Esta oferta educativa apostará fortemente na mobilidade e na investigação prática aplicada aos territórios”, explica Artur Sá. Além disso, vai criar uma plataforma de “educação integral e transformadora, incorporando as prioridades e linhas orientadoras da UNESCO, abordando questões críticas para a sociedade, como as alterações climáticas, a redução do risco de desastres naturais ou a preservação dos recursos naturais da Terra, para motivar os cidadãos a adotar estilos de vida sustentáveis e saudáveis” acrescenta o coordenador do projeto.

A iniciativa conta com vários parceiros, onde se inclui a Comissão Nacional da UNESCO e dois dos seus escritórios – Nairobi (Quénia) e Montevideu (Uruguai), assim como as universidades Complutense de Madrid (Espanha), Agostinho Neto (Angola), Eduardo Mondlane (Moçambique), Regional do Cariri (Brasil), Federal de Pernambuco (Brasil), Nacional de Tucumán (Argentina), Atacama (Chile) e Autónoma de San Luís de Potosí (México). Conta ainda com o patrocínio da Fundação Manuel António da Mota e com a colaboração institucional da Universidade de Coimbra, através da cátedra UNESCO “Salvaguarda da Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável”.

Brevemente, será assinado entre a UNESCO e a UTAD o acordo que formaliza e assinala o início das atividades desta cátedra, a primeira sobre esta temática entre as mais de 650 cátedras UNESCO atualmente existentes em 124 países, onde se incluem as cátedras das universidades de Évora, Coimbra e Católica do Porto.

Fonte: http://www.utad.pt/vPT/Area2/noticias/Paginas/noticias_setembro_2015/utad_ganha_catedra_unesco.aspx

domingo, 13 de setembro de 2015

Anais III Simpósio Brasileiro de Patrimônio Geológico

Voltei amigos! 

Trouxe os Anais do III Simpósio Brasileiro de Patrimônio Geológico, que encerrou nesta última semana, em Lençóis (BA). 

Soube que o evento foi um sucesso, com muitos trabalhos abordando novas perspectivas de pesquisa e muitas premiações. Foi organizado pela Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), em parceria com o Serviço Geológico do Brasil (CPRM); apoio da Sociedade Brasileira de Geologia (SBG); diversas universidades Federais e Estaduais, do Geoparque Morro do Chapéu e da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM).

Depois volto com outra postagem comentando o evento. Por enquanto, deixo os Anais para quem não foi ao evento, com o link na minha página do Academia.Edu (o 4shared costuma dar mtos problemas).


Clique na imagem para baixar os Anais


segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Métodos de Inventário do Geopatrimônio

São poucos os trabalhos que discutem o método empregado no inventário. A maioria discute apenas o método de quantificação, apresentando os sítios de interesse avaliados sem qualquer justificativa embasada para a sua escolha. 

O inventário requer um levantamento sistemático dos sítios potenciais, seguido de sua descrição e catalogação. Pereira (2010) é um dos poucos trabalhos que discute os métodos de inventário antes de apresentar o resultado final em si ao leitor. Ele discute os métodos de Wimbledon et al (1999) e Sharples (2002). 

Wimbledon et al (1999) discute a metodologia e objetivos do, já desativado, Projeto GEOSITES, criado em 1995 para a construção de um bando de dados de sítios geológicos global. De acordo com este Projeto, o inventário pode ser feito das seguintes formas: 

  • Método ad hoc: baseado na escolha aleatória dos sítios, de maneira isolada e com enfoque local.;
  • Definição de Categorias: baseado na subdivisão em categorias dos temas relacionados às Ciências da Terra, dando atenção especial àquelas dotadas de espetacularidade;
  • Enquadamento em Unidades de Conservação: baseia-se em unidades de conservação já existentes em um determinado local, escolhendo aqueles sítios que tenham interesse geológico;
  • Características Superlativas: dispensa um levantamento sistemático, contemplando somente os sítios com características de destaque, independente do contexto geológico;
  • Levantamento Sistemático e Avaliações Comparativas: baseado na comparação de sítios dentro de um mesmo contexto geológico, que permitam comparações e correlações com outros locais.
Sharles (2002) apresenta duas grandes linhas de levantamento dos sítios geológicos: 

  • Método ad hoc: assim como em Wimbledon, busca a identificação pontual dos sítios;
  • Abordagem estratégica: levantamento estratégico e sistemático de uma área;
    • Inventário de Reconhecimento: identificação de feições ou locais significativos, a partir de consulta bibliográfica, pesquisa de campo e consulta a especialistas; 
    • Inventário de detalhe: objetivo de levantar informações específicas sobre sistemas sensitivos e significativos;
    • Inventário Temático e Sistemático: avaliação comparativa e interpretativa de todas as feições e sistemas de uma região.

E então,qual método você empregou no seu trabalho? 

Fonte: Pereira (2010).

terça-feira, 1 de setembro de 2015

I Workshop Geoparque Seridó: realidade e desafios

Olá amigos, estive afastada, devido a alguns compromissos pessoais, mas já voltei :) 

Segue a programação do I Workshop Geoparque Seridó que será realizado no dia 03 de setembro de 2015, no Centro de Convenções de Natal - RN. 


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E a camisa? você já vestiu a camisa do Projeto? Compre a sua! São poucas unidades. 


sábado, 15 de agosto de 2015

Programação III GeoHeritage


Está chegando a hora!

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sexta-feira, 7 de agosto de 2015

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Guia Geoturístico de Salvador

Vejam só que maravilha de aplicativo!

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Simpósio de Estudos Geoambientais do Nordeste


Mesa-redonda: Patrimônio Natural: caminhos entre a Bio e a Geodiversidade





domingo, 2 de agosto de 2015

Geoparques e Geoparks

Olá!

quero abordar um assunto que já conversei algumas vezes com uns amigos, sobre o uso do termo geoparque aqui no Brasil. 

Vamos começar pelo conceito de geoparque: "É uma área bem delimitada, onde se conjuga a geoconservação com um desenvolvimento econômico sustentável das populações que a habitam, sem esquecer a interação entre o patrimônio natural biótico e cultural. Nestes territórios são fomentadas atividades econômicas suportadas na geodiversidade da região, em particular de caráter turístico, com o envolvimento das comunidades locais". 

Desde setembro de 2014 temos 111 geoparques distribuídos em 32 países que compõem a Rede Global de Geoparques, assistida pela UNESCO. 




No Brasil temos apenas um geoparque reconhecido pela Rede Global em 2006, o Geopark Araripe localizado no sul do estado do Ceará. 

Mas como uma área se torna um geoparque? 

A UNESCO é uma instituição internacional de reconhecido mérito, competência e exigência. A sua ligação aos geoparques é suportada num rigoroso controle de qualidade, quer no momento da adesão de novos geoparques, quer durante o processo de reavaliação dos geoparques que a Rede Global faz a cada 4 anos. A candidatura de uma área à geoparque, implica na preparação de uma documentação, redigida em língua inglesa, que comprove todos os requisitos exigidos e avaliados por peritos internacionais. 

A função da UNESCO é dar visibilidade mundial, orientar os princípios norteadores e garantir a qualidade. 

O Brasil é um país com diversidade geológica e paisagística com enorme potencial para a criação de geoparques, mas, como dito anteriormente, nós temos apenas UM geoparque oficial, o Araripe. Então, em uma busca na internet se encontra outros geoparques brasileiros, tais como o "Geopark Quadrilátero  Ferrífero", o "Geopark Bodoquena-Pantanal", dentre outros, alguns até reconhecidos em âmbito municipal com o "Geoparque Ciclo do Ouro" e o "Cachoeiras do Amazonas" (podemos falar sobre isso em outra postagem) e retomamos à questão: - mas não temos apenas um geoparque? - como explicar a existência de tantos outros "geoparks" no Brasil?

A questão é mais do que linguística, há uma contexto que merece ser levado em consideração. A banalização do uso do termo GeoparK acaba causando esta confusão. Vejo dois problemas nesta questão: primeiro a vulgarização do termo. Atrelar o termo GeoparK à qualquer área que não seja de fato um geoparK, merecidamente reconhecido pela Rede Global, deixa o conceito de geoparque sem sentido. O sucesso do projeto é justamente o controle de qualidade internacional e, uma vez que no Brasil não ha uma legislação que ampare este novo tipo de território, é melhor deixarmos que a UNESCO e a Rede Global se responsabilizem em dar crédito às áreas que de fato seguem os critérios estabelecidos. 

O segundo problema é uma suposta paridade destes geoparques ao Araripe. Vamos dar à César, o que é de César, GeoparK, no Brasil, é o Araripe, os demais são propostas, projetos ou aspirantes a se tornarem um geopark. Enquanto não organizarmos uma Associação própria, melhor deixar o controle em nível internacional, porque é assim que tem dado certo. 

Fica aberta a discussão. 



quinta-feira, 30 de julho de 2015

Inventário dos LIG's da Espanha

Conheça a base de dados do Inventário dos Locais de Interesse Geológico espanhol. Ao todo são 2837 sítios cadastrados em uma lista que contém detalhes do inventário (localização, fisiografia, situação geológica, interesse, uso e gestão, dentre outros) e o mapeamento. 

Clique na imagem para acessar o aplicativo



quarta-feira, 29 de julho de 2015

Geoparque é Tema na Revista Ciência Hoje

A revista Ciência Hoje publicou uma matéria sobre geoparques destacando o trabalho da Rede Mundial de Geoparques, o geoturismo e o único geoparque brasileiro, o Geopark Araripe. 

“Os geoparques possuem uma gestão diferenciada, que busca a valorização dos atrativos turísticos – não só geocientíficos – e possibilita a geração de renda e opções de desenvolvimento da economia local e regional de maneira sustentável”, explica Fernando César Manosso, geógrafo da Universidade Tecnológica Federal do Paraná e pesquisador do geoturismo.



Classificação de Montanhas pela Altura

Pico da Bandeira, ES/MG

As pessoas leigas fazem confusão quando falam em colina, morro, pico, montanha, monte, serra, etc. Existem algumas formas para classificar relevo: em função da origem, a exemplo de Fairbridge (1968); pode ser do ponto de vista estético; pela altura/altitude e pela forma. King (1967) elaborou uma classificação que leva em conta apenas as montanhas produzidas nos cinturões orogenéticos, deixando todos os outros tipos de fora. Baseados nessa classificação, ou não, alguns geólogos e geógrafos dizem que não existem montanhas no Brasil, o que é um grande erro, porque pensam que só existem montanhas em cinturões orogenéticos ativos. Como este processo é considerado extinto no país, portanto, segundo eles, não existiriam montanhas. Porém, eles nem sempre consideram que em zonas de divergência de placas também são produzidas cadeias de montanhas pelo processo epirogenético e ainda existem diversos tipos de montanhas produzidos por outros processos.

Para a geomorfologia, em geral considera-se montanha como uma elevação cuja altura em relação à base é maior que 300 metros e com vertentes de inclinação acentuada. Sendo assim, a elevação precisa estar a pelo menos 300 metros acima do relevo médio circundante. Esta é a forma mais simples para classificar montanhas, de acordo com Bates & Jackson (1976) e Price (1981). Porém, não é definido qual é a declividade mínima das vertentes. As elevações que estiverem abaixo deste limite podem ser consideradas morros ou, se for o caso, planícies, planaltos, altiplanos e platôs. 

Muitas vezes não há consenso em relação a tais classificações porque cada profissional pode ter um objetivo específico e as próprias definições para montanhas e morros em alguns dicionários não são precisas. Para um simples observador ou mesmo para os montanhistas, pode parecer simples identificar uma montanha na paisagem porque eles possuem um objetivo claro e específico. Por exemplo, em áreas planas, uma elevação isolada de 200 m de altura se destaca na paisagem e isso pode influenciar uma percepção distorcida aos olhos de um observador não treinado. De fato, isso pode superestimar a sensibilidade humana devido à falta de um referencial, o que não ocorre normalmente numa região acidentada. Para os índios brasileiros da nação Tupi, que habitavam uma boa parte das áreas montanhosas do Sudeste, não existia uma distinção entre morro e montanha, tudo era “ita” quando a rocha aflorava, de acordo com Faria (2005). Se de um lado classificar montanhas do ponto de vista popular passa pela percepção que o observador tem, quando se tenta classificá-las tecnicamente, podem surgir algumas dificuldades.

Para classificar uma montanha deve ser levado em conta o relevo relativo, a declividade do terreno e também a morfologia. Porém, se a definição de montanha é bem clara, o mesmo não ocorre quando se tenta classificá-las em: baixas, médias e altas, e este é o objetivo deste trabalho, que sugere uma classificação.

Artigo de Antônio Paulo Faria


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