quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Exposição Itinerante do Museu Geológico da Bahia

O Museu Geológico da Bahia (MGB), através do seu Programa Exposição Itinerante (PEI), realiza, na cidade de Feira de Santana, no período de 14/01 à 03/03/2015, uma exposição Itinerante, no Museu Parque do Saber.


Aborda principalmente os recursos minerais, as rochas, as pedras preciosas e os fósseis da Bahia. Este Programa tem como objetivo difundir e popularizar o conhecimento das Geociências divulgando o patrimônio Mineral do Estado da Bahia, através do acervo do Museu Geológico da Bahia. Também visa prestar esclarecimento à população sobre as riquezas minerais encontradas no Estado e suas aplicações.



Esta ação proporciona uma grande oportunidade para comunidade local e a população das cidades vizinhas conhecerem mais sobre o Planeta Terra e suas estruturas internas e as riquezas minerais do nosso Estado. O acervo exposto reúne cerca de 400 peças, entre painéis, réplicas e amostras de minérios como talco, magnesita, cromo, cobre, ferro, vanádio, bauxita (alumínio); materiais usados na construção civil, como rochas brutas (pedra, britas),ornamentais, gipsita, caulim e argilas; gemas como esmeralda, ametista, citrino e outras variedades do quartzo; além de rochas espaciais como meteoritos e representantes da megafauna fóssil que habitaram o nosso território. Exibe ainda amostras de petróleo e seus derivados.

Livro Global Geotourism Perspectives - Download



Mais um livro para incluir na nossa biblioteca. 
Global Geotourism Perspectives, de Ross Dowling e David NewSome
Trata-se de uma coleção de estudos de caso sobre atividades geoturisticas em diversas partes do mundo, incluindo o Brasil, no capítulo 10 - Geoturismo e Geoparques no Brasil. 

Clique na imagem para baixar o livro 


Para mais informações sobre o livro CLIQUE AQUI 


domingo, 25 de janeiro de 2015

Geopatrimônio: debate conceitual

Há algum tempo venho questionando a utilização de alguns termos nas pesquisas que envolvem os 4Geos e, recentemente, em um artigo publicado no periódico GeoHeritage, o professor José Brilha aborda esta discussão, incluindo informações novas e importantes. 

Em uma de suas obras mais conhecidas, publicada em 2005, Brilha define patrimônio geológico como o conjunto de geossítios de uma determinada região onde ocorrem um ou mais elementos da geodiversidade com singular valor do ponto de vista científico, pedagógico, cultural e turístico. 

Sharples (2002) adota o termo geoheritage justificando que o patrimônio geológico remete à ideia de geologia, apenas, enquanto deveria estar associado à diversidade dos elementos da geodiversidade incluindo ai todos os processos geradores como preconiza o conceito de geodiversidade definido por Gray (2004) que é amplamente aceito pela comunidade científica. 

A professora Maria Luísa Rodrigues, em 2008, defende a utilização do termo Geopatrimônio (no inglês geoheritage) em detrimento do termo patrimônio geológico. O geopatrimônio é constituído por todo o conjunto de elementos naturais abióticos existentes na superfície da Terra que devem ser preservados devido ao seu valor patrimonial. Nesta definição o geopatrimônio inclui o patrimônio geológico, patrimonio geomorfológico, patrimônio hidrológico, dentre outros. 

Corroborando com Rodrigues, Mario Panizza (geomorfólogo e ex presidente da IAG) afirma que a Geomorfologia é uma Ciência da Terra independente da Geologia, sendo praticada por investigadores com formações acadêmicas de base muito diversas, além disso a separação entre a Geologia e Geomorfologia é baseada sequer num critério cronológico. A Geologia e Geomorfologia são citadas como critério nesta revisão conceitual porque frequentemente os demais tipos de patrimônio abiótico são negligenciados na literatura. 


quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

I GeoEduca


O I Encontro Nacional de Ensino de Geociências na Educação Básica (GEOEDUCA) será realizado no Instituto de Biociências da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), de 03 a 07 de março de 2015, Rio de Janeiro, Brasil.




Este evento tem como objetivo aprimorar a troca de experiências e o intercâmbio de informações e conhecimentos modernos sobre Geociências entre docentes e pesquisadores das instituições de ensino e/ou pesquisa e a comunidade de educadores da Educação Básica. Para isso, esse evento pretende promover um espaço de discussão, reflexão e troca de experiências e investigações entre professores de diferentes disciplinas, educadores e pesquisadores da Educação Básica sobre o ensino, a aprendizagem e a difusão das Geociências, visando uma análise de metodologias, inovações, iniciativas e tendências de abordagem das Geociências nos diferentes níveis da Educação Básica.

O público alvo serão os professores, educadores, instituições de ensino e pesquisadores da EducaçãoBásica(especialmente os professores de Ciências, Geografia, Biologia, História, Química e Física), englobando as diversas áreas de conhecimento onde os conteúdos das Geociências são trabalhados.

O Tema principal do encontro será “Relações entre Educação, Ciência, Meio Ambiente e Cultura” e as atividades incluirão palestras, mesas redondas, seções de apresentações de trabalhos (oral, pôster e outras formas) e excursão para o Monumento Natural do Pão de Açúcar, além de oficinas pré-evento e excursão ao Patrimônio Geológico do Rio de Janeiro, pós-evento.

As inscrições de resumos foram prorrogadas até o dia 08 de fevereiro de 2015. 

Conheça o SITE DO EVENTO 

Aproveito a oportunidade e indico a leitura do artigo DEZ MOTIVOS PARA A INCLUSÃO DE TEMAS DE GEOLOGIA NA EDUCAÇÃO BÁSICA

domingo, 18 de janeiro de 2015

Livro The History of Geoconservation - Download

Mais um livro disponível: The History of Geoconservation de Burek e Posser. 

Clique na imagem para baixar. 


sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Site do III Simpósio Brasileiro de Patrimônio Geológico

Saindo do forno...

o site do  III Simpósio Brasileiro de Patrimônio Geológico  já está disponível. Visitem!

Local: Campus Avançado da Chapada Diamantina - UEFS - Lençóis (BA)
Data: de 08 a 13 de setembro de 2015.

Clique na imagem!


quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

2015 Ano Internacional dos Solos



A Assembléia Geral das Nações Unidas, na sua 68° edição, declarou o dia 5 de dezembro como o Dia Mundial do Solo e 2015 como o Ano Internacional dos Solos. 

A diversidade de solos também faz parte da geodiversidade e esta iniciativa oferece uma oportunidade para despertar uma maior conscientização sobre a relevância dos solos como base para o desenvolvimento socioeconômico da sociedade, bem como por seu valor funcional, uma vez que são fundamentais para o funcionamento dos ecossistemas. 

Convém ressaltar que, de acordo com Brilha (2005) entende-se por geodiversidade a variação natural dos aspectos geológicos (rochas, minerais, fósseis), geomorfológicos (formas e evolução de relevo) e do solo.

Aproveito também para divulgar XXXV Congresso Brasileiro de Ciência de Solo, o mais importante evento da área no país e que terá como tema central " O Solo e suas Múltiplas Funções". O evento ocorrerá em Natal (RN) de 02 a 07 de agosto de 2015. 

Confira o site do evento CLIQUE AQUI. 
Visite também o site da Sociedade Brasileira de Ciência do Solo CLIQUE AQUI. 

domingo, 11 de janeiro de 2015

Aspirantes à Geopark Brasileiros: Ciclo do Ouro

Vou iniciar uma série de postagens com os geoparques aspirantes a Geopark no Brasil. Como se sabe, o único geoparque brasileiro reconhecido pela Rede Global de Geoparques  (RGG) é o Geopark Araripe no entanto temos vários projetos sendo desenvolvidos em todas as regiões do Brasil, reunindo esforços para submeter estas áreas potenciais para a avaliação da RGG. 

O Geoparque Ciclo do Ouro é um exemplo especial, visto que foi criado e nomeado como "geoparque" a partir de um decreto do então prefeito do município de Guarulhos (SP). É mais um motivo para alimentar as discussões em torno da criação de uma Rede Brasileira, Americana ou Pan-americana de geoparques com o intuito de organizar ou mesmo formalizar estas ações uma vez que a criação aleatória de geoparques pode comprometer a essência e a importância do significado dos geoparques. 

O Geoparque Ciclo do Ouro está localizado em Guarulhos, região metropolitana de São Paulo, possuindo uma área de 16.900ha, abrangendo uma região serrana que inclui partes da Serra da Cantareira e a Mantiqueira.

Localização do Geoparque Ciclo do Ouro (SP).

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Livro Geotourism: sustainability, impacts and management - Download


Cumprindo com o compromisso que firmei, desde dezembro, em atualizar todas as quartas e domingo... Vamos atualizar a biblioteca? .. com um pouquinho de atraso, mas está valendo. 

Clique na imagem para baixar o livro.



Disponibilizei em minha página o livro Geotourism: sustainability, impacts and management, de Ross Dowling e David Newsome. 


Você encontra este livro para compra no site da Amazon.

domingo, 4 de janeiro de 2015

Geoturismo e Meios Interpretativos

A partir do conhecimento do perfil do visitante e da infraestrutura existente, pode-se traçar estratégias de interpretação ambiental com apoio nos meios interpretativos, instrumentos importantes no desenvolvimento da atividade geoturística.

Os meios interpretativos são classificados como personalizados - ou seja, aqueles que dependem do auxílio de outro ser humano (excursões, guias ou condutores, demonstrações folclóricas, palestras, práticas de campo) - e não-personalizados, aqueles que dependem do auxílio de objetos (material impresso, exposições, painéis interpretativos, maquetes, vídeos, websites, jogos e atividades lúdicas) (MOREIRA; LUZ, 2010 ).

Trilhas interpretativas

As trilhas são os meios interpretativos mais utilizados e, quando bem planejadas e implantadas, são os mais eficientes na interação entre o visitante e o patrimônio natural do local visitado, proporcionando uma sensibilização e contribuindo para enriquecer a experiência do visitante. Além disso, elas podem auxiliar no manejo da unidade de conservação.

Trilha guiada no centro do Rio de Janeiro
Foto: Laryssa Sheydder

A partir das trilhas, pode-se contar a história geológica do local visitado em capítulos. No entanto, deve-se apresentar os fatos ordenados, evitando a fragmentação (TILDEN, 1957). Elas podem ser classificadas em guiadas ou autoguiadas. As trilhas guiadas são acompanhadas por um condutor credenciado, que realiza um trabalho educativo no sentido de atuar como intérprete - proporcionando um contato pessoal, estando aberto para questionamentos pelo visitante - e de controlar o público para amenizar impactos negativos, como a degradação antrópica dos pontos visitados. 

Feliz 2015.



Com um pouco de atraso, mesmo que nunca seja tarde para desejarmos coisas boas, venho dar as boas vindas pelo ano de 2015. Que seja um ano de muitas realizações para todos e de muito trabalho aos amantes da geodiversidade. 

Feliz Ano Novo! 

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