quarta-feira, 24 de junho de 2015

Um Olhar Sobre a Geodiversidade do Centro Histórico de São Luís do Maranhão

(Texto e fotos do Prof. Dr. Marcos Nascimento) 

Em viagem a São Luís/MA, para participar do IX Simpósio de Turismo Sertanejo, aproveitamos um momento de folga para visitar o tão falado Centro Histórico da capital maranhense. Guiado pelo amigo/turismólogo Fernando Campelo (aqui antecipo meus sinceros agradecimentos!) começamos a visita, no dia 10/06/2015, por volta das 8h30.

Os locais visitados foram Museu Casa de Nhozinho, Casa do Maranhão, Ruas e Becos do Centro Histórico (Portugal, Giz, Nazaré, Catarina Mina entre outros), Catedral da Sé (Catedral de Nossa Senhora da Vitória), Centro de Pesquisa de História Natural e Arqueologia do Maranhão, Mercado (comida e artesanato), Convento das Mercês e Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional - IPHAN/MA. Contudo o olhar aqui foi sobre a geodiversidade (com suas rochas e paisagens), buscando ver a interação entre ela e patrimônio cultural tão presente no local.

De cara já percebemos que nas calçadas do Centro Histórico ainda predominam grande lajotas (Figuras 1) de calcário (rocha sedimentar formada por acúmulo de organismos ou precipitação de carbonato de cálcio, principalmente em meio marinho) ou mesmo dentro de prédios antigos, como o Museu Casa de Nhozinho - http://casadenhozinho.blogspot.com.br (Figura 3).

Esses calcários se mostram com uma grande quantidade de fósseis de animais marinhos que viveram a milhões de anos (se confirmada a origem da rocha - calcário liós - seriam em torno de 90 milhões de anos).

Figura 1 - Lajotas em calcário nas calçadas do Centro Histórico de São Luís - Rua Portugal

Figura 2 - Detalhe do calcário com fósseis de animais marinhos preservados.



domingo, 21 de junho de 2015

Palestra: Afinal, o que é Geodiversidade?


Atenção cearenses! 
Palestra com o Prof. Dr. Marcos Nascimento
Dia 07 de Julho de 2015, as 10h
Auditório do PROPGEO (UECE)



sábado, 20 de junho de 2015

Caçapava do Sul: Capital Gaúcha da Geodiversidade

Com população de mais de 33 mil habitantes, o Município de Caçapava do Sul fica cerca de 260Km da capital gaúcha, tendo uma economia basicamente sustentada pelos setores da Agricultura, Pecuária e Mineração, sendo que a produção local de calcário representa mais de 80% do que é produzido no Rio Grande do Sul.


O Município encontra-se dentro do geoparque Paleorrota, que está situado no centro do Estado do Rio Grande do Sul, cuja área contém diversos fósseis do tempo em que havia apenas o continente Pangeia. É a principal área de Geoturismo do Rio Grande do Sul.

Em seus pouco mais de 3 mil quilômetros quadrados de área, possui uma diversidade de contextos geológicos sem paralelo em escala estadual; possui ocorrências de todos os principais tipos de rochas (plutônicas, vulcânicas, sedimentares e metamórficas), estruturas (falhas, dobras), mineralizações e feições resultantes dos processos terrestres; tais atributos geológicos constituem o registro de uma evolução longa e complexa, que se iniciou há mais de 2 bilhões de anos; no território do município há evidências de mares tropicais muito antigos, erupções vulcânicas de diferentes composições e estilos, granitos cristalizados nas profundezas da Terra, e rios cascalhosos que corriam em um grande deserto do passado.

 As formas de relevo e as paisagens de Caçapava do Sul, além de possuírem a rara beleza das Guaritas e da Serra do Segredo, são evidências claras das variações climáticas dos últimos 50 mil anos; climas úmidos e climas secos, semidesérticos, sucederam-se acompanhando as eras glaciais e interglaciais do continente sul-americano; até mesmo fósseis de grandes mamíferos desse passado recente, como preguiças gigantes, foram identificados em Caçapava do Sul e ajudam a contar a fantástica história geológica registrada no município.

A excelência didática das exposições de rocha e das paisagens de Caçapava do Sul tem trazido a este município, nos últimos 50 anos, grupos numerosos de profissionais, pesquisadores, professores e estudantes de todas as geociências, não apenas das escolas gaúchas de geologia e geografia, mas também de outras regiões do Brasil, para adquirirem ou aperfeiçoarem seus conhecimentos; o município é uma perfeita “sala de aula ao ar livre” para o ensino das geociências em todas as suas vertentes.

Assim, pelos motivos expostos e visando um o planejamento de uma estratégia abrangente de geoconservação e valorização do patrimônio geológico para a região de Caçapava do Sul e, de resto, para toda a Serra das Encantadas, apresentamos o presente Projeto, visando o reconhecimento oficial, pelo adequado diploma legal, do Município de Caçapava do Sul como a “Capital Gaúcha da Geodiversidade”.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Livro: Património Geológico y Geoparques: avances de un camino para todos - Download


Na semana passada ocorreu em Zumaia na Espanha, a XI Reunión Nacional - Comisión de Patrimonio Geológico, junto ao  Geoparque de la Costa Vasca (Geoparkea).

Como resultado temos a publicação de inúmeros trabalhos no livro "Patrimonio geológico y geoparques, avances de un camino para todos", publicado pelo Instituto Geológico y Minero de España. 

Tem muitos trabalhos interessantes. Boa leitura.


Clique na imagem para baixar o livro.



terça-feira, 16 de junho de 2015

Sobre Rochas - Download 1 Temporada

Fonte: GloboSat


O programa Sobre Rochas é apresentado pelo geógrafo e professor da PUC-RJ Marcelo Motta. É uma série em estilo documental que trata da geodiversidade brasileira. A primeira temporada concentra-se no Rio de Janeiro: Corcovado, Pedra da Gávea, Pico da Tijuca, Pico do Grajaú, Dois Irmãos, Serra Guaratiba, Pedra do Arpoador, Pão-de-Açucar, Morros do Centro, dentre outros.

O programa transforma a linguagem científica no que há de mais prazeroso em ouvir. O programa é muito lindo. Vale a pena assistir. 

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Livro: The Principles of Geotourism - Download


Clique na imagem para baixar o livro 


sexta-feira, 5 de junho de 2015

05 de Junho - Dia do Meio Ambiente



Na visão de um geólogo, que tem na geodiversidade (variedade de ambientes geológicos, fenômenos e processos geradores de paisagens, rochas, minerais, fósseis, solos e outros depósitos superficiais que constituem a base para a vida na Terra) um dos seus campos de trabalho, realmente o ambiente é tratado como metade!

Metade porque infelizmente no ambiente inteiro as atenções estão voltadas (quase que exclusivamente) ao meio biótico (a nossa biodiversidade), deixando de lado o meio físico ou meio abiótico (também conhecido com geodiversidade).

Apesar de ter aparecido há cerca de 20 anos este termo é pouco conhecido pela sociedade. Porém não deveria ser assim, uma vez que os seres humanos estão inteiramente dependentes da geodiversidade e de seus processos naturais.

Se olharmos quais são os elementos da geodiversidade, iremos perceber que não podemos viver sem os minerais e as rochas (matérias-primas para construirmos tudo que necessitamos hoje), sem o relevo (apenas contemplado como mera apreciação estética da paisagem), sem os fósseis (úteis para entendermos melhor o passado, compreender o presente e melhor prever o futuro) e sem os solos (de onde é produzida boa parte de nossos alimentos).

Devemos ter consciência que dependemos da geodiversidade para assim podermos dar o verdadeiro valor e importância a ela. Se hoje os noticiários mostram terremotos, tsunamis, deslizamentos de terras é simplesmente por que a Terra mostra sua dinâmica e, portanto entender que isto ocorre vai nos ajudar a prever e trabalhar esses e outros desastres naturais.

Uma conscientização ambiental só será completada se além de conhecermos a Biodiversidade, também soubermos o significado da Geodiversidade. Aí sim, teremos um ambiente inteiro e não só o meio ambiente.

Conhecer a geodiversidade é fundamental para o desenvolvimento social e econômico de qualquer País e, por isto, deve ser considerada de suma importância. Produzir informações sobre ela tem a mesma importância que construir grandes obras de infraestrutura, afinal muitas dessas obras lançam mão da geodiversidade.

Todos possuem responsabilidades também sobre a geodiversidade, sejam cientistas, professores, políticos, gestores públicos, estudantes, sociedade em geral.

Chegou a hora de falarmos do meio ambiente de uma forma completa/inteira. A geodiversidade e a biodiversidade precisam andar juntas e não separadas como metade de um ambiente.


Texto de Marcos Nascimento 

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Curso a Distância: Geoparques



A Universidade do Minho está oferecendo um curso a distância, o Geoparques, com um total de 30 vagas.Este curso pretende fornecer as bases conceituais sobre geoparques, apresentar iniciativas que podem ser desenvolvidas e resultados que é possível identificar no território após a implementação de geoparques. Este curso pretende dar uma formação complementar a técnicos de conservação da natureza e de ordenamento do território, geólogos, geógrafos, técnicos de turismo e de planeamento regional e alunos universitários.

Ótima oportunidade hein! 


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...