sábado, 15 de agosto de 2015

Programação III GeoHeritage


Está chegando a hora!

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sexta-feira, 7 de agosto de 2015

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Guia Geoturístico de Salvador

Vejam só que maravilha de aplicativo!

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Simpósio de Estudos Geoambientais do Nordeste


Mesa-redonda: Patrimônio Natural: caminhos entre a Bio e a Geodiversidade





domingo, 2 de agosto de 2015

Geoparques e Geoparks

Olá!

quero abordar um assunto que já conversei algumas vezes com uns amigos, sobre o uso do termo geoparque aqui no Brasil. 

Vamos começar pelo conceito de geoparque: "É uma área bem delimitada, onde se conjuga a geoconservação com um desenvolvimento econômico sustentável das populações que a habitam, sem esquecer a interação entre o patrimônio natural biótico e cultural. Nestes territórios são fomentadas atividades econômicas suportadas na geodiversidade da região, em particular de caráter turístico, com o envolvimento das comunidades locais". 

Desde setembro de 2014 temos 111 geoparques distribuídos em 32 países que compõem a Rede Global de Geoparques, assistida pela UNESCO. 




No Brasil temos apenas um geoparque reconhecido pela Rede Global em 2006, o Geopark Araripe localizado no sul do estado do Ceará. 

Mas como uma área se torna um geoparque? 

A UNESCO é uma instituição internacional de reconhecido mérito, competência e exigência. A sua ligação aos geoparques é suportada num rigoroso controle de qualidade, quer no momento da adesão de novos geoparques, quer durante o processo de reavaliação dos geoparques que a Rede Global faz a cada 4 anos. A candidatura de uma área à geoparque, implica na preparação de uma documentação, redigida em língua inglesa, que comprove todos os requisitos exigidos e avaliados por peritos internacionais. 

A função da UNESCO é dar visibilidade mundial, orientar os princípios norteadores e garantir a qualidade. 

O Brasil é um país com diversidade geológica e paisagística com enorme potencial para a criação de geoparques, mas, como dito anteriormente, nós temos apenas UM geoparque oficial, o Araripe. Então, em uma busca na internet se encontra outros geoparques brasileiros, tais como o "Geopark Quadrilátero  Ferrífero", o "Geopark Bodoquena-Pantanal", dentre outros, alguns até reconhecidos em âmbito municipal com o "Geoparque Ciclo do Ouro" e o "Cachoeiras do Amazonas" (podemos falar sobre isso em outra postagem) e retomamos à questão: - mas não temos apenas um geoparque? - como explicar a existência de tantos outros "geoparks" no Brasil?

A questão é mais do que linguística, há uma contexto que merece ser levado em consideração. A banalização do uso do termo GeoparK acaba causando esta confusão. Vejo dois problemas nesta questão: primeiro a vulgarização do termo. Atrelar o termo GeoparK à qualquer área que não seja de fato um geoparK, merecidamente reconhecido pela Rede Global, deixa o conceito de geoparque sem sentido. O sucesso do projeto é justamente o controle de qualidade internacional e, uma vez que no Brasil não ha uma legislação que ampare este novo tipo de território, é melhor deixarmos que a UNESCO e a Rede Global se responsabilizem em dar crédito às áreas que de fato seguem os critérios estabelecidos. 

O segundo problema é uma suposta paridade destes geoparques ao Araripe. Vamos dar à César, o que é de César, GeoparK, no Brasil, é o Araripe, os demais são propostas, projetos ou aspirantes a se tornarem um geopark. Enquanto não organizarmos uma Associação própria, melhor deixar o controle em nível internacional, porque é assim que tem dado certo. 

Fica aberta a discussão. 



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