quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Periódico GeoHeritage - Qualis



A Geoheritage é o periódico da Springer que trata diretamente sobre os 5 GEO`s (Geodiversidade, Geopatrimônio, Geoconservação, Geoturismo e Geoparque). Nele temos distribuídos em seus primeiros 7 volumes, um total de 155 artigos.

Hoje de acordo com a CAPES a Geoheritage salta de B3 para B2, na área de Geociências e B3 na área de Geografia, na mais recente classificação de periódicos (Qualis 2014) para área de Geociências. Importante momento para aqueles que labutam na publicação de trabalhos sobre os 5 GEO`s no exterior.

O acesso à revista é pago mas para quem é estudante ou professor, na universidade, vocês podem pedir o acesso. 

Conheçam o SITE.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

sábado, 19 de setembro de 2015

O Papel da Resolução nas Avaliações Quantitativas de Geodiversidade

Olá!


para reiterar a importância dos trabalhos acerca dos índices de geodiversidade, trago para discussão um dos artigos que mais chamou minha atenção nos Anais do III GeoHeritage, trata-se do artigo "O papel da resolução nas avaliações quantitativas de geodiversidade: proposta de revisão metodológica", autoria de Daniel Souza Santos et al.  (UFRJ).

Resumo:

O conceito de Geodiversidade ainda passa por um processo de consolidação de seus métodos de aplicação prática. O presente trabalho realizou uma abordagem metodológica, focando na questão da resolução da matriz regular utilizada na maioria das propostas de metodologias de quantificação da Geodiversidade. Foi realizada uma série de testes, criando-se Mapas de Índice de Geodiversidade do município de Morro do Chapéu, BA, em diferentes resoluções da matriz regular. Os resultados mostraram que as mudanças nas resoluções são responsáveis por alterações significativas no resultado final, sendo importante, então, uma revisão metodológica do procedimento, levando em conta este aspecto.

Foram elaborados cinco mapas de geodiversidade com resoluções de: 250 x 250 metros; 500 x 500 metros; 1000 x 1000 metros; 2000 x 2000 metros; 4000 x 4000 metros. 

Em cada um dos mapas foi gerado um índice de geodiversidade classificado como muito baixo, baixo, médio, alto e muito alto, baseando-se nos valores mínimos e máximos encontrados em cada um deles. 



Em seguida foi avaliada a porcentagem de área ocupada por cada classe em cada um dos mapas, evidenciando-se as diferenças  por cada classe do índice de geodiversidade a partir das mudanças de resolução da grade vetorial. 





Este resultado mostra que as mudanças na resolução são capazes de provocar influências muito significativas no produto final. Por exemplo, quando foi utilizada a resolução de 250 x 250 metros, o resultado mostrou que cerca de 95% da área do município é ocupada por áreas com índice de Geodiversidade Muito Baixo ou Baixo. Ao modificar a resolução para 500 x 500 metros, o resultado mostra que a porcentagem de área ocupada por estas mesmas classes cai para cerca de 75%. Portanto, os resultados mostram que a resolução utilizada para a criação do Mapa de Índice de Geodiversidade possui um papel fundamental no resultado final.

Fonte: Anais III GeoHeritage


Confira o trabalho nos Anais do III GeoHeritage (p. 199-202).

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Associação Brasileira de Defesa do Patrimônio Geológico e Mineiro - AGeoBRh

Ainda sobre o III GeoHeritage...

foi eleita a diretoria da Associação Brasileira de Defesa do Patrimônio Geológico e Mineiro -AGeoBRh, bem como o Conselho Fiscal.
A AGeoBRh é uma associação criada por e para interessados nos temas da Geodiversidade, Geoconservação, Geoturismo e Patrimônio Geológico e Mineiro.
Objetiva reunir aqueles preocupados com a perda de memória do país e de seus melhores instrumentos para formação de jovens pesquisadores, cientistas e profissionais nas áreas das Ciências da Terra e a ela afeitas, com o fim de desenvolver estes temas no Brasil e promover a proteção dos afloramentos e exposições relevantes, em especial àquelas que têm ligação com a identidade ou apoiam a sobrevivência e geração de renda das comunidades no seu entorno.

Confira a lista dos representantes do biênio 2015-2017
Coordenação Executiva
Coordenador Geral = Gilson Burigo Guimarães ‐ PR

Vice‐coordenador = Marcos Antonio Leite Nascimento ‐ RN
Coordenador Secretário = Marjorie Cseko Nolasco ‐ BA
Coordenador Tesoureiro = Kátia Leite Mansur ‐ RJ
Suplente = André Weissheinerde Borba ‐ RS
Suplente = Annabel Pérez Aguilar – SP



Conselho Fiscal
Efetivo = Ricardo Galeno Fraga de Araújo Pereira ‐ BA
Efetivo = Úrsula Ruchkys de Azevedo ‐ MG
Efetivo = Giane Taeko Mori Rodella ‐ CE
Suplente = Carlos Augusto Brasil Peixoto ‐ RS

Associem-se! 
Entrem em contato com o Prof Dr. Marcos Nascimento

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

III Simpósio Brasileiro de Patrimônio Geológico - Relato

Relato sobre o III Simpósio Brasileiro de Patrimônio Geológico, ocorrido entre os dias 8 e 13 de setembro, em Lençóis (BA). 

Texto de Rafael C. Soares

Todo tema novo inspira novas ações, e trazem novos desafios. Academicamente, isso não é diferente. Quem tem a iniciativa assume a responsabilidade de criar, apresentar, dialogar, formatar, fazer-acontecer, ao mesmo tempo que tem que estar aberto às críticas que sempre acontecem. E assim a ação cresce, ou morre.

 O III GeoBRheritage, além de um sucesso, foi um divisor de águas. Primeiro, porque reconheceu o mérito daqueles que construíram a ideia a partir da pedra bruta, e dos que na segunda edição viriam a propor uma Associação, a partir da compreensão de que o tema Patrimônio Geológico mereceria um tratamento especial. Segundo, porque representou a continuidade de diálogos necessários para uma evolução, um direcionamento que significasse democraticamente atender aos interesses do grupo, acima das vontades pessoais. E esse sentimento predominou.

Mesa-redonda "Geoparques do Brasil: para onde vamos?" Na foto: Úrsula, Dourado, Patrício, Dante, Kátia, Gilson e Marcos

As mesas redondas foram muito bem propostas. Temas como “Novos rumos em Geodiversidade”, “Geodiversidade em caixinhas”, “Geoparques do Brasil: para onde vamos? ”, despertaram debates e embates muito interessantes e positivos, com respeito e argumentos, como o protocolo pede. 

Algumas falas foram bastante expressivas e, na minha opinião, merecem destaque: Diamantino Pereira (UMinho, Portugal) com uma belíssima exposição dos paradigmas e conceitos em Geodiversidade; Kátia Mansur (UFRJ) demonstrando um belíssimo exemplo de trabalho a partir do Museu da Geodiversidade; Ismar Carvalho (UFRJ), com uma exposição “sui generis”, inteligentemente provocativa; Antônio Dourado (CPRM) e o exemplo de que precisamos de espíritos visionários para que o novo possa se materializar. Incrível a sua atuação à frente da ideia do Geoparque Morro do Chapéu; Marcos Nascimento (UFRN) e o projeto Geoparque Seridó que se apresenta cada vez mais forte, e claramente executado dentro de um processo bem democrático; Patrício Melo (URCA) e o Geopark Araripe, esclarecendo dúvidas sobre os processos e caminhos que o Araripe trilhou, e expondo o que houve de evolução;UrsulaRuchksys (UFMG), mencionando que existem outros caminhos igualmente interessantes para projetos que não necessariamente têm que optar pelo caminho de um geoparque UNESCO. O foco é a viabilidade; Gilson Burigo (UEPG) com uma apresentação bem relevante sobre Geodiversidade urbana, além de se disponibilizar na equipe que organizará o próximo Simpósio, no Paraná. E claro, não poderia deixar de mencionar a professora Marjorie Nolasco (UEFS) pela organização, e por ter se demonstrado uma guerreira a frente deste evento.

Essa opinião sobre as mesas foi reforçada, conversando com alguns participantes. E aproveitando para tratar de pontos negativos nessas conversas, se sobressaíram os seguintes: 1- Local de exposição dos banners (muitos rasgaram com o forte vento, mas felizmente conseguiram pensar numa estratégia de contenção do problema); 2- Repetição de alguns debatedores em mesas diferentes (poderia democratizar mais isso, e convidar outras pessoas a fim de não repetir) 3- Falta de espaço para apresentações orais de trabalhos completos.

Quando superamos desafios, o difícil, torna-se belo. 

O evento também fez algumas homenagens e premiações, como a de nosso amigo Marcos Nascimento que recebeu o prêmio "Augusto Pedreira - GuGu" pela publicação do 1° livro brasileiro sobre a temática "Geodiversidade, geoconservação e geoturismo: trinômio importante para a proteção do patrimônio geológico brasileiro". Parabéns Marcos! Mais do que merecido! 


Premiação do Prof. Dr. Marcos Nascimento

O Geopark Araripe também foi gratificado pelo prêmio "GuGu", na categoria Institucional/Divulgação, referente ao ano de 2011. 

Sabe-se que foram muitas as premiações, mas não conseguimos elencar todas. 

Acredito que a partir do III GeoBRHeritage o que foi proposto em edições anteriores amadureceu, o que tinha que ser revisto/modificado o foi. E se ganhou contornos sólidos e consistência para o porvir.

Em 2017 o Simpósio ocorrerá em Ponta Grossa (PR) e em 2019 no Geopark Araripe, em Crato (CE).

E vamos em frente... 

Novo Administrador do Blog

Olá meus amigos!


quero apresentar o mais novo colaborador do blog, nosso amigo Rafael Celestino Soares. Já me ajudou muito na vida acadêmica e será parceiro aqui também. 




Rafael é formado em Geografia pela Universidade Regional do Cariri (URCA) e atualmente é doutorando em Geologia pela Universidade Federal do Ceará (UFC). É pesquisador associado do Geopark Araripe desde 2013, mas trabalha junto ao Geopark desde 2007, como bolsista, estagiário, professor e pesquisador (esse entende, na prática, como funciona um geoparque). 

Seja bem vindo! :D



terça-feira, 15 de setembro de 2015

UTAD Ganha Cátedra com Chancela da Unesco em Parceria com UFPE

Esta será a quarta cátedra da UNESCO a funcionar em Portugal e tem os geoparques, o desenvolvimento regional e os estilos de vida saudáveis como objetivo.

A UNESCO aprovou recentemente a candidatura da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) para a criação de uma cátedra em “Geoparques, Desenvolvimento Regional Sustentado e Estilos de Vida Saudáveis”. Esta cátedra visa criar uma rede inovadora e integrada de pesquisa, ensino, transferência de conhecimento e comunicação e dar formação aos agentes de desenvolvimento dos territórios, a fim de aumentar a consciencialização da sociedade para as suas temáticas.

“Esta nova cátedra UNESCO coloca a UTAD, a Região e Portugal na linha da frente no que respeita à formação avançada no domínio dos geoparques e dos estilos de vida saudáveis”, salienta Artur Sá, coordenador da nova cátedra e docente do Departamento de Geologia da UTAD.

A nova formação internacional ficará sedeada na UTAD e conta com a colaboração de uma equipa multidisciplinar dos centros de investigação de Geociências, de Tecnologias AgroAmbientais e Biológicas (CITAB) e de Estudos Transdisciplinares para o Desenvolvimento (CETRAD), e oferece oportunidades de formação avançada a alunos de mestrado e doutoramento em temáticas como Geoparques, Património Geológico e Geoconservação, Geoturismo, Educação para o Desenvolvimento Sustentável, Desenvolvimento Local, Dinâmica Económica e Coesão Socioterritorial e Estilos de Vida Saudáveis, integrando todos os domínios de conhecimento da UTAD.

“Esta oferta educativa apostará fortemente na mobilidade e na investigação prática aplicada aos territórios”, explica Artur Sá. Além disso, vai criar uma plataforma de “educação integral e transformadora, incorporando as prioridades e linhas orientadoras da UNESCO, abordando questões críticas para a sociedade, como as alterações climáticas, a redução do risco de desastres naturais ou a preservação dos recursos naturais da Terra, para motivar os cidadãos a adotar estilos de vida sustentáveis e saudáveis” acrescenta o coordenador do projeto.

A iniciativa conta com vários parceiros, onde se inclui a Comissão Nacional da UNESCO e dois dos seus escritórios – Nairobi (Quénia) e Montevideu (Uruguai), assim como as universidades Complutense de Madrid (Espanha), Agostinho Neto (Angola), Eduardo Mondlane (Moçambique), Regional do Cariri (Brasil), Federal de Pernambuco (Brasil), Nacional de Tucumán (Argentina), Atacama (Chile) e Autónoma de San Luís de Potosí (México). Conta ainda com o patrocínio da Fundação Manuel António da Mota e com a colaboração institucional da Universidade de Coimbra, através da cátedra UNESCO “Salvaguarda da Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável”.

Brevemente, será assinado entre a UNESCO e a UTAD o acordo que formaliza e assinala o início das atividades desta cátedra, a primeira sobre esta temática entre as mais de 650 cátedras UNESCO atualmente existentes em 124 países, onde se incluem as cátedras das universidades de Évora, Coimbra e Católica do Porto.

Fonte: http://www.utad.pt/vPT/Area2/noticias/Paginas/noticias_setembro_2015/utad_ganha_catedra_unesco.aspx

domingo, 13 de setembro de 2015

Anais III Simpósio Brasileiro de Patrimônio Geológico

Voltei amigos! 

Trouxe os Anais do III Simpósio Brasileiro de Patrimônio Geológico, que encerrou nesta última semana, em Lençóis (BA). 

Soube que o evento foi um sucesso, com muitos trabalhos abordando novas perspectivas de pesquisa e muitas premiações. Foi organizado pela Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), em parceria com o Serviço Geológico do Brasil (CPRM); apoio da Sociedade Brasileira de Geologia (SBG); diversas universidades Federais e Estaduais, do Geoparque Morro do Chapéu e da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM).

Depois volto com outra postagem comentando o evento. Por enquanto, deixo os Anais para quem não foi ao evento, com o link na minha página do Academia.Edu (o 4shared costuma dar mtos problemas).


Clique na imagem para baixar os Anais


segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Métodos de Inventário do Geopatrimônio

São poucos os trabalhos que discutem o método empregado no inventário. A maioria discute apenas o método de quantificação, apresentando os sítios de interesse avaliados sem qualquer justificativa embasada para a sua escolha. 

O inventário requer um levantamento sistemático dos sítios potenciais, seguido de sua descrição e catalogação. Pereira (2010) é um dos poucos trabalhos que discute os métodos de inventário antes de apresentar o resultado final em si ao leitor. Ele discute os métodos de Wimbledon et al (1999) e Sharples (2002). 

Wimbledon et al (1999) discute a metodologia e objetivos do, já desativado, Projeto GEOSITES, criado em 1995 para a construção de um bando de dados de sítios geológicos global. De acordo com este Projeto, o inventário pode ser feito das seguintes formas: 

  • Método ad hoc: baseado na escolha aleatória dos sítios, de maneira isolada e com enfoque local.;
  • Definição de Categorias: baseado na subdivisão em categorias dos temas relacionados às Ciências da Terra, dando atenção especial àquelas dotadas de espetacularidade;
  • Enquadamento em Unidades de Conservação: baseia-se em unidades de conservação já existentes em um determinado local, escolhendo aqueles sítios que tenham interesse geológico;
  • Características Superlativas: dispensa um levantamento sistemático, contemplando somente os sítios com características de destaque, independente do contexto geológico;
  • Levantamento Sistemático e Avaliações Comparativas: baseado na comparação de sítios dentro de um mesmo contexto geológico, que permitam comparações e correlações com outros locais.
Sharles (2002) apresenta duas grandes linhas de levantamento dos sítios geológicos: 

  • Método ad hoc: assim como em Wimbledon, busca a identificação pontual dos sítios;
  • Abordagem estratégica: levantamento estratégico e sistemático de uma área;
    • Inventário de Reconhecimento: identificação de feições ou locais significativos, a partir de consulta bibliográfica, pesquisa de campo e consulta a especialistas; 
    • Inventário de detalhe: objetivo de levantar informações específicas sobre sistemas sensitivos e significativos;
    • Inventário Temático e Sistemático: avaliação comparativa e interpretativa de todas as feições e sistemas de uma região.

E então,qual método você empregou no seu trabalho? 

Fonte: Pereira (2010).

terça-feira, 1 de setembro de 2015

I Workshop Geoparque Seridó: realidade e desafios

Olá amigos, estive afastada, devido a alguns compromissos pessoais, mas já voltei :) 

Segue a programação do I Workshop Geoparque Seridó que será realizado no dia 03 de setembro de 2015, no Centro de Convenções de Natal - RN. 


clique na imagem para visualizar em tamanho maior

E a camisa? você já vestiu a camisa do Projeto? Compre a sua! São poucas unidades. 


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