sábado, 10 de outubro de 2015

Projeto Geoparque Fernando De Noronha

Um meio ambiente que seja ambiente inteiro. A ideia de um geoparque se fundamenta na valorização do Patrimônio Geológico como princípio de abertura para iniciativas mais amplas. Isso significa dialogar com outras categorias de "Patrimônio", através de ações sustentáveis, educativas, culturais, que estimulem a geração de renda para as comunidades. Estas, passam a se apropriar do conhecimento e transformam-no em vivências cotidianas. Se reconhecem no geoparque, e criam com ele uma identidade. 

O projeto Geoparque Fernando de Noronha, ao contrário do que muitos pensam, já tem história. Desde 2007, são realizados estudos na ilha visando à criação de um geoparque, e em 2013 se consolidou um Grupo de Trabalho específico em Reunião oficial do Conselho do Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha (PARNAMAR-FN). Destaca-se a composição do grupo, que inclui representantes do Parque Nacional Marinho, Universidades (UEPG, UFPE), Projeto Tamar, Centro do Golfinho Rotador, membros do trade turístico, da administração e da comunidade de Fernando de Noronha. A ideia, a partir daí, foi fundamentar as bases necessárias a fim de submeter uma candidatura à Rede Global de Geoparques (GGN) - UNESCO.

"Fernando de Noronha tem pleno potencial para ser um geoparque" - lembro de ter me dito, com entusiasmo, uma das idealizadoras do projeto, Jasmine Cardozo Moreira (UEPG). É uma região geograficamente compacta que possui geo e biodiversidades sui generis, com 17 potenciais geossítios já identificados (considerando apenas a área do Parque Nacional), a exemplo da Ponta da Sapata (Fig. 1). Claro, que grandes desafios existem nessa empreitada, como por exemplo propor as alterações necessárias no sistema de gestão da ilha, e salvaguardar o respeito à capacidade de carga local, dentre vários outros temas delicados. Alguns pontos de destaque do Projeto Fernando de Noronha são:

1- O envio da candidatura para a UNESCO acontecerá somente mediante aprovação e desejo da comunidade;
2- O Plano de Gestão do Patrimônio Geológico terá sua base fundamental no Plano de Manejo do Parque Nacional;
3- A heterogeneidade do Grupo de Trabalho, que pode facilitar a busca por apoio político e recursos financeiros para a execução do Plano de Ações;

Fig. 1: Ponta da Sapata - Fernando de Noronha, potencial geossítio (Foto: Kelly Sato).

Segundo Jasmine, o grupo pretende socializar os avanços, e discutir intenções através de um evento que provavelmente ocorrerá em 2016 com, e para, a comunidade. Os pesquisadores especialistas convidados, representantes de geoparques, e do Serviço Geológico Brasileiro, estarão disponíveis para diálogos em mesas redondas e explanações, a fim de tirar dúvidas e fortalecer uma proposta legitimamente fernando-noronhense. Para consultas adicionais e mais informações, o Projeto Fernando de Noronha mantém um site de comunicação que pode ser consultado clicando no link a seguir: Projeto Geopark Fernando de Noronha .

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